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Lia Maria Aguiar, uma das herdeiras do fundador do Banco Bradesco, Amador Aguiar, desiste de disputa por ações avaliadas em R$ 1 bilhão

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Lia é uma das mulheres mais ricas do Brasil. Sua fortuna, estimada em R$ 2,8 bilhões, é a 35ª do País, segundo a Forbes.

Lia é uma das mulheres mais ricas do Brasil. Sua fortuna, estimada em R$ 2,8 bilhões, é a 35ª do País, segundo a Forbes.

DIREITO USUCAPIÃO

Após derrotas na Justiça, herdeira do Bradesco desiste de disputa por ações

Por Reinaldo Chaves, do CONSULTOR JURÍDICO

Uma das herdeiras do fundador do Bradesco, Lia Maria Aguiar, desistiu de uma disputa bilionária por uma parcela das ações do banco. Após o Superior Tribunal de Justiça não aceitar os Embargos de Divergência no caso, o processo foi considerado transitado em julgado no dia 1° de julho e uma baixa definitiva foi declarada no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Em julgamento em 2012, o STJ havia negado o pedido de Lia Maria Aguiar, uma das herdeiras de Amador Aguiar, em uma disputa por um lote de ações avaliado em cerca de R$ 1 bilhão. A herdeira pedia a anulação de uma venda de ações feita pelo pai há cerca de 30 anos. Após perder na primeira e na segunda instâncias, a filha de Aguiar recorreu ao STJ para questionar o negócio.
Em 2013, a Corte Especial do STJ voltou a decidir contra Lia Maria. Apesar dela contar com uma cláusula de inalienabilidade, as ações acabaram sendo revendidas nos anos 1980 ao próprio Aguiar. Lia Maria alega que por causa da cláusula de inalienabilidade toda a transação de recompra deveria ser anulada e as ações, que foram repassadas a empresas do banco e à Fundação Bradesco, deveriam ser devolvidas para a herdeira.
O STJ considerou a transação legal. Além disso, também entendeu que como as ações ficaram na mão de terceiros por mais de 10 anos teria ocorrido a prescrição do direito de reivindicar as ações. Quando as ações passam mais de dez anos na posse de terceiros também viram propriedade de quem as detém devido ao chamado usucapião.
Recurso negado
Um dos argumentos citados no Embargos de Divergência foi que a revogação da cláusula de inalienabilidade dependia de distrato, conforme decidido no paradigma da 4ª Turma acerca do tema (REsp n. 184.258/SP). Mas o relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, afirmou que o precedente citado era sobre um distrato de contrato de compra e venda de imóvel, não de renúncia ao usufruto.
“Tal precedente, porém, diversamente do que se verifica nestes autos, refere-se a distrato de contrato de compra e venda de imóvel, não de renúncia ao usufruto, em relação ao qual a inalienabilidade seria mera cláusula ancilar, secundária. As questões jurídicas e os fatos tratados nos acórdãos confrontados, portanto, são distintos, não se podendo falar em divergência”, apontou.
Embargos de Divergência 1.077.658 – SP
———–
 
Amador Aguiar, fundador do Bradesco

Amador Aguiar, fundador do Bradesco


ENTENDA O CASO

A legalidade do testamento do fundador do Bradesco

Publicado por Espaço Vital (extraído pelo JusBrasil) – 3 anos atrás

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A 3ª Turma do STJ, em decisão unânime (cinco votos), proferida ontem (23), considerou correto o testamento do banqueiro Amador Aguiar, fundador do Banco Bradesco.
Seguindo o voto do relator, o gaúcho Paulo de Tarso Sanseverino, o colegiado entendeu que “os vícios formais apontados estavam justificados e não tinham o poder de anular o testamento”. Em decisões unânimes, a Turma negou os três recursos de familiares (netos) de Amador Aguiar.
Depois de se arrastar na Justiça por 20 anos, a disputa entre Cleide Campaner Aguiar, viúva do fundador do Bradesco e os netos do banqueiro, pode significar que o impasse chegou ao fim. Em tese, porém, ainda caberia recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal.
O julgado – ainda sem acórdão disponível – considerou legal o testamento em que Aguiar deixou uma fortuna de aproximadamente R$ 150 milhões para a mulher. O valor corresponde a apenas uma parcela do patrimônio acumulado. Há 20 anos, o espólio total estava avaliado em US$ 860 milhões.
“Dona Cleide”, como ela é conhecida, está hoje com 70 anos. Pouco antes de morrer, aos 86 anos,
Aguiar escreveu um segundo testamento deixando parte da fortuna para ela, sua segunda mulher. Antes, o banqueiro já tinha repartido boa parte do patrimônio com as três filhas e os onze netos.
Mas, depois da morte de Aguiar, os netos entraram na Justiça com uma ação para anular o segundo testamento. (REsp nº 753261).
Para entender o caso
* O primeiro casamento de Amador Aguiar, quando ainda pobre, foi com Elisa Silva Aguiar, com quem teve um casal de gêmeos, falecidos antes de completar um ano de idade. Posteriormente, o casal teve três filhas: Lia Maria, Lina Maria e Maria Ângela.
* A questão que originou a polêmica judicial em torno do patrimônio deixado pela primeira esposa de Amador Aguiar está ligada a uma escritura assinada em 1986 pelas filhas. Neste documento, as três renunciaram gratuitamente, a favor do pai então vivo, às suas quotas na herança deixada pela mãe Elisa Silva Aguiar.
* Em 1990, o banqueiro Amador Aguiar fez um testamento nomeando herdeira universal a sua segunda esposa, que era 40 anos mais jovem do que ele e com quem convivia desde 1983, casando-se oficialmente com ela, quatro meses antes de sua morte.
* No dia 24 de janeiro de 1991, Amador Aguiar faleceu, iniciando então uma das disputas familiares mais complexas na área do Direito de Família e do Direito Sucessório Brasileiro.
* O recurso especial contra a decisao do TJ-SP chegou ao STJ em 03 de junho de 2005 e teve sucessivos relatores, que não levaram o feito a julgamento. Com sua posse em agosto deste ano como ministro do STJ, o gaúcho Sanseverino teve os autos atribuídos a si no dia 12 daquele mês. Em pouco mais de três meses, o processo foi pautado. Em 16 de novembro, Sanseverino votou improvendo o recurso especial. Na mesma ocasião, o também gaúcho Vasco Della Giustina pediu vista, levando o processo à sessão de ontem (23).
* A tira do julgamento é a seguinte: “Resultado de julgamento final – prosseguindo no julgamento, após o voto-vista do sr. ministro Vasco Della Giustina, a Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso especial, nos termos do voto do sr. ministro relator). os srs. ministros Vasco Della Giustina (desembargador convocado do TJ/RS), Nancy Andrighi, Massami Uyeda e Sidnei Beneti votaram com o sr. ministro relator”.
A biografia de Amador Aguiar
* Amador Aguiar (* Ribeirão Preto, 11 de fevereiro de 1904; + São Paulo, 24 de janeiro de 1991) foi um empresário, banqueiro e lavrador brasileiro, diretor-presidente do Banco Bradesco que disputa com o Banco do Brasil e Banco Itaú o posto de maior instituição financeira do Brasil.
* De origem humilde, Amador Aguiar fez seus estudos primários no Grupo Escolar de Sertãozinho (SP). Trabalhou na terra, no cultivo do café, mas aos 16 anos, pretendendo crescer na vida e brigado com seu pai, abandonou o campo, transferindo-se para Bebedouro (SP), onde conseguiu um emprego numa tipografia. Foi aí que, num acidente de trabalho, perdeu o dedo indicador da mão direita.
* Em 1926, com 22 anos de idade, obteve o emprego de office boy no Banco Noroeste, agência de Birigui (SP). Iniciava assim, num posto humilde, a sua carreira de bancário. Com muito esforço e, ao mesmo tempo, com muita determinação, percorreu todos os cargos ali existentes, inclusive o de gerente.
* Em seguida, foi trabalhar na Casa Bancária Almeida Irmãos, com sede em Marília (SP) instituição financeira fundada pelo coronel Galdino de Almeida. Mais tarde, a casa bancária transformou-se em banco, passando a chamar-se Banco Brasileiro de Descontos.
* Aguiar, aliando-se a outros acionistas do banco e de alguns diretores muito próximos, aguerridamente, lançou novos lotes de ações aos quais subscrevia instantâneamente, montando assim a maioria de ações, tomando o controle da instituição. Em 1969, de superintendente, passou à presidência do Banco, por ocasião da aposentadoria do Dr. José da Cunha Jr., genro do coronel Galdino, que exerceu o cargo até sua morte.
* A partir desse momento e sob sua gestão, o banco ganhou enorme desenvolvimento, enveredando por outras áreas afins e sempre crescendo, transformou-se na maior instituição financeira privada do Brasil.
* Genial nos negócios, empresário de visão e grande empreendedor, Aguiar não dedicou sua vida profissional apenas ao Bradesco. Teve maior ou menor grau de envolvimento e participação, entre outras, na Porto Seguro Cia. de Seguros Gerais, Casa Ouvidor S.A., Cia. Comercial de Café São Paulo-Paraná e Companhia Antarctica Paulista. Além disso, foi proprietário de diversas fazendas, revivendo nelas suas origens de trabalhador da terra.
* Era tido como um homem de gênio difícil. Retraído, sempre sério, não cultivava muitas amizades. Rigoroso com seus funcionários e consigo mesmo, tinha uma vida espartana e praticamente toda dedicada ao trabalho. Portava-se como um homem humilde, sem luxos e com modestos lazeres. Porém, era bastante vaidoso pelo império econômico que construíra, traço que tentava esconder ou dissimular, mas perceptível para os que o cercavam.
* Entretanto, na realidade, em que pese as histórias lendárias que circulavam a seu respeito, foi um
homem generoso. Graças a ele, Osasco ganhou sua primeira companhia telefônica, posteriormente incorporada à Telesp. A Prefeitura da cidade foi várias vezes beneficiada com obras de urbanismo pagas pelo Bradesco.
* Da mesma forma, o foro da comarca recebeu instalações condignas devido à contribuição do poderoso banqueiro. Se não fosse por sua ajuda, Osasco não teria a conceituada Faculdade de Direito, instalada em 1969, onde se formaram vários alunos, futuros dirigentes do Bradesco. (Fonte: Wikipedia).

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Diabetes: 17 milhões de brasileiros sofrem da doença

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No próximo dia 14 será celebrado o Dia Mundial de conscientização do Diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), essa doença crônica afeta mais de 17 milhões de brasileiros e está relacionada ao hormônio da insulina, responsável por controlar a quantidade de glicose no sangue.

Fatores como excesso de peso, pressão arterial e colesterol em níveis altos, histórico familiar de diabetes e doença renal crônica podem desencadear a doença. As diabetes são classificadas em tipo 1 e 2, além da gestacional. No tipo 1, o paciente apresenta deficiência na produção de insulina pelo pâncreas e geralmente é diagnosticado durante a infância e adolescência. Já no tipo 2, a mais comum – cerca de 90% dos casos -, a pessoa não consegue utilizar adequadamente a insulina que produz.

No diabetes gestacional alguns fatores podem contribuir para o surgimento da doença, como: idade materna mais avançada, ganho de peso excessivo durante a gestação, sobrepeso ou obesidade e bebês com mais de quatro quilos. Contudo, na maioria das vezes não evolui após o nascimento do bebê.

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Para o médico e professor da Universidade Santo Amaro (Unisa), Luiz Carlos de Paiva Nogueira da Silva, é preciso ter atenção a sintomas como excesso de sede, urina excessiva, perda de peso e visão borrada. “Como no diabetes tipo 2 a manifestação da doença pode levar anos, é importante que as pessoas, principalmente as que apresentam fatores de riscos, mantenham uma rotina de exames periódicos”, alerta Luiz Carlos.  “O diabetes é uma doença crônica e progressiva. O mais importante é ter o diagnóstico e o tratamento adequados para evitar o avanço e as complicações da doença”, esclarece.

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