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O melhor detergente é a luz do sol

Jacques Wagner mentiu. Lula articulou acordão para reduzir pena de Bolsonaro e golpistas, traindo protesto das ruas – conta blogueiro Ricardo Mello. VEJA VIDEO

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O melhor detergente é a luz do sol

O borra botas Jaques Wagner, senador petista,  aparentemente mentiu, mentiu descaradamente quando disse que não consultou o velho metalúrgico #Lula, antes de transar aquele acordão no Senado Federal para reduzir a pena de #Bolsonaro e de todos golpistas bolsonaristas, usando o PL da Dosimetria.

Lula sabia, sim. Pior, teria sido o próprio Lula o articulador de tudo, com Supremo, com tudo, desafiando a mobilização popular nas ruas contra a anistia.

Pelo menos é o que conclui o jornalista Ricardo Mello, um ativista com bom trânsito nos bastidores do petismo e da esquerda brasileira.

Outros também estão falando. Felizmente, a censura não vigora neste País. Existe muitas cabeças pensantes por aí.

Sim, repito: o acordão desrespeitou a massiva mobilização nas ruas contra a anistia. Lula, mais uma vez, fez pouco caso da militância. O velho Caetano Veloso, um dos artistas e intelectuais que comandou as mobilizações, já cobrou explicações. Evitou dar nomes aos bois, lamentavelmente, mas cobrou explicações. Afinal, Caetano tá velhinho e ser ludibriado dessa forma, não fica bem para a pretensa sabedoria de seus cabelos brancos.

Não vi ninguém se mexendo, no diretório do PT em Cuiabá e em Mato Grosso quanto a esta manipulação. Pelo que vejo, por aqui, o partido da estrela vermelha perdeu força militante e hoje é comandado por um ruralista, o senador Carlos Fávaro, ex- bolsonarista, que faz do PT um marionete, articulando os cordões lá de junto do Gilberto Kassab, que tem o pé em duas canoas – e está com Lula e com Tarcisio de Freitas.

Leia Também:  PAPA FRANCISCO RELATIVIZA CRIAÇÃO DO MUNDO QUE A BÍBLIA DESCREVE: "Quando lemos a respeito da criação em Gênesis, corremos o risco de imaginar que Deus era um mágico, com uma varinha mágica capaz de fazer tudo. Mas isso não é assim". Francisco acrescentou que Deus “criou os seres humanos e deixou que se desenvolvessem de acordo com as leis internas que ele deu a cada um para que eles cheguem ao seu cumprimento. O Big Bang, que hoje temos como a origem do mundo, não contradiz a intervenção do criador divino, mas sim o exige. A evolução na natureza não é incompatível com a noção de criação, pois a evolução exige a criação de seres que evoluem"

Quando eu digo que tem que manter o pezinho atrás, pensando na parceria de Lula com o Agro, em Mato Grosso, tem gente que diz que eu sou um homem desconfiado demais.

Mas nada disso. Sou apenas um pensador inquieto. Um jornalista que procura manter os olhos abertos, que conhece essa gente, que viu Lula chegar no partido e passar a dar as cartas, reduzindo cada vez mais a força das bases do partido sobre os rumos dos governos e dos mandatos que o PT foi conquistando.

Lula é um presidente neoliberal, grita o comunista e historiador pernambucano Jones Manoel – e a gente tem que parar para refletir sobre este alerta.

É doloroso assim. Com uma traição cupulista desta ordem, o desafio de construção do socialismo no Brasil fica cada vez maior. Ou não é o socialismo que queremos, estrategicamente, construir?

Fico vendo que a tática de alguns militantes, como o senhor Lúdio Cabral, é apenas uma tática eleitoral, manter o confortável mandato de deputado estadual e ir levando a vida, na maciota… Sem fazer especulações em torno de qualquer tipo de utopia “esquerdista”.

Seja no Brasil, seja em Mato Grosso, parece que não temos um Lenin no comando do nosso barco. Nossos comandantes estão todos com a  cara do Stalin, se é que me entendem…

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Aquele maquinário que o Governo Federal comprou para farta distribuição em Mato Grosso e é exibido neste período natalino ali na Avenida do CPA, não tem cartazes que destaquem sequer o trabalho do Governo Lula. Toda a exaltação pré-eleitoral vai para o ministro ruralista Fávaro, e seu pupilo, o inacreditável Irajá Lacerda, outro político que saltou lá do colo do bolsonarismo para comandar a ação aqui sobre a galera petista.

A vida nos surpreende sempre com essas reviravoltas. Lula, logo o Lula, fazendo acordo por baixo do pano com Bolsonaro e seus asseclas! E se outras investigações forem feitas, na linha adotada corajosamente pelo blogueiro Ricardo Mello, que outras patifarias aflorarão?

“Mundo vasto, vasto mundo

Se eu me chamasse Raimundo

Seria uma rima

Não seria uma solução.

Mundo. mundo, vasto mundo

Mais vasto é o meu coração”.

Será que a esquerda terá fôlego para, mais uma vez, dar a volta por cima?

 

 

 

 

ENOCK CAVALCANTI, 72 anos, é jornalista e editor do blogue PÁGINA DO ENOCK, que se edita a partir de Cuiabá, Mato Grosso, desde o ano de 2009.  

 

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ELEIÇÕES 2026 – Sindicalistas querem detonar Mauro com mesma maldição com que Dante acabou detonado

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O atual governador de Mato Grosso, o empresário Mauro Mendes, de viés bolsonarista, deve se afastar do governo, nos próximos dias, governo que será então  entregue ao seu vice, o ruralista Otaviano Pivetta, outro bolsonarista, enquanto ele, MM, deve fazer campanha para senador da República, pelo União Brasil.

 

Sonhando com uma vida de delícias em Brasília, onde tantos se refestelam curtindo a “representação popular”, a esposa de Mauro, a socialite dona Virginia Mendes, se a saúde lhe permitir e não tiver novas recaídas, deve também disputar a eleição, buscando uma vaga de deputada federal. Ela e Mauro vão tentar montar um SER FAMILIA, versão Distrito Federal, bancado, sempre pelos recursos públicos.

 

Se os patriotários comprarem estas campanhas, Mauro e Virginia desfilarão por Brasilia, a partir de 2027, como um dos casais mais poderosos do Brasil, representando esse rico fazendão que o Agro mantém em Mato Grosso, exportando soja para alimentar porcos, vacas e galinhas da Ásia, da Europa e dos Estados Unidos. O fazendão MT também ceva, há alguns anos, alguns galinhos da política.

 

Contra esta pretensão do Mauro,todavia,  já se ergueu o chamado Movimento Sindical Unificado de Mato Grosso, composto por sindicalistas que não rezam pela cartilha do governador e que já estão divulgando vídeos na grande rede da internet, condenando a candidatura do governador que alguns sindicalistas tratam de “governador Brucutu” – já que frustrou as demandas dos sindicatos, notadamente no que se refere ao pagamento de reajustes salariais às mais diversas categorias. Exceção dos membros da PGE e Sefaz que, segundo o Antônio Wagner, nadam de braçada.

 

A expectativa dos sindicalistas é fazer com que MM repita a performance macabra do então governador tucano Dante de Oliveira, que, no início da século 21, ao lado do seu então secretário e bate pau Antero Paes De Barros Neto, também passou à História como um governante que arrochou e prejudicou fortemente a vida e as carreiras dos servidores públicos de Mato Grosso. Só que acabou detonado.

 

Dante, o Mito mato-grossense, incensado por historiadores complacentes, governou Mato Grosso durante 8 anos, com forte apoio do governo #Sarney, e tentou depois se eleger senador mas acabou derrotado fragorosamente nas urnas, vindo a morrer alguns anos depois, em uma inesperada crise de diabetes. Dante que se sonhara até presidente da República, acabou como um cadáver precoce.

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Quem conta a história de Dante, geralmente capricha na lembrança das Diretas Já, esquecendo-se que o antigo guerrilheiro do MR-8 – Movimento Revolucionário 8 de Outubro, uma vez alçado ao poder no fazendão de Mato Grosso, pulou pro lado da burguesia, e se empenhou em moldar o Estado para a explosão do Agro, reduzindo o tamanho da máquina pública, cortando milhares de empregos públicos, privatizando o banco estatal e uma série de empresas, para tornar mais leve, para os agroboys que viriam a seguir, a gestão do fazendão, voltada desde então, basicamente, para garantir e multiplicar a renda dos ruralistas, mesmo que à custa de afinar o “mato antes grosso” e avançar com a destruição do Meio Ambiente a níveis até então inimagináveis, tanto que hoje alguns cientistas já aventam até uma possível desertificação do Pantanal.

 

Sim, Dante foi um carrasco cruel dos servidores e abriu as porteiras para que o Agro transformasse MT no seu grande pasto de commodities e dólares. Nem nos Estados Unidos e na Europa se viu coisa igual.

 

Nesse ano de 2026, lembrando do que foi possível fazer contra o gestor malvadão tucano no ínício do século, servidores de Mato Grosso trabalham para que a maldição que se abateu sobre o antigo guerrilheiro Dante, convertido depois ao neoliberalismo, parceirão de Antero, levando-o até à morte, se abata também sobre Mauro Mendes. Curioso é que, este ano, Antero é um dos que também trabalham para detonar MM tal qual Dante foi detonado.

 

Evidentemente que o cenário não é tal e qual o cenário em que Dante acabou sendo levado ao fim. O próprio movimento sindical dito unificado não é tão unificado assim, com o principal dos sindicatos mato-grossenses, o Sintep, dos trabalhadores da Educação, se rebelando contra o comando da Federação dos Servidores Públicos, e se abraçando com um dos braços do Agro, que é aquele comandado pelo PSD do ruralista Carlos Fávaro, títere da familia Maggi, a mesma familia Maggi que também abençoa o Mauro Mendes. Dá pra entender? É bem Mato Grosso!

 

Por outro lado, e para surpresa geral, o candidato mais direto do bolsonarismo ao Governo de Mato Grosso, o senador transformista Wellington Fagundes, inverte a cartilha da direita e já fala em garantir para os servidores públicos todos aqueles direitos trabalhistas e sociais que Mauro Mendes lhes negou ao longo de 8 anos. “Eu vou pagar o atrasado do RGA e manter o pagamento do reajuste anualmente em dia”, garante Wellington que agora aparece em cena com cabelos espevitados à moda punk, como um inacreditável personagem dos comics do quadrinista Angeli.

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Surgindo atabalhoadamente à direita, mas garantindo que está também à esquerda, a médica Natasha Slhessarenko –  filha de Serys Slhessarenko, a professorinha que acabou senadora no lugar do natimorto Dante – ensaia uma guerrilha feminista contra o ruralista Otaviano Pivetta, tentando provar, sim, que Pivetta, mais que um produtor rural de sucesso, seria um espancador de mulheres. 

 

As eleições se aproximam e flertando com os servidores, também surge o zumbi José Pedro Taques, escorraçado no passado como um gestor que também trabalhou fortemente, ao lado do seu primo Paulo Taques, pelo desmonte do serviço público – mas que agora tenta sua ressurreição, fazendo do combate à corrupção estatal, o mote de sua campanha, que mira a testa do governador Mauro Mendes e denuncia o uso da máquina pública para encher os cofres não só da família do próprio governador Mauro e seu filho Luizinho, como também de seus parceiros empresariais e apaniguados políticos, tais como o deputado federal e chefe da Casa Civil Fábio Garcia e seu pai, o Berinho Garcia.

 

A campanha eleitoral nem começou – e o deputado estadual Wilson Santos, um transformista que se comporta sempre como uma verdadeira metamorfose ambulante, já prevê que ela, a campanha, será marcada por muito sangue, suor e lágrimas.

 

Só me resta torcer para que neste altar de sacrifícios que tende a se transformar a disputa eleitoral, quem mesmo chore e esperneie seja o povo pobre deste Estado, ao qual sempre cabe, neste Mato Grosso, o papel de bode expiatório. Por piedade, ó Senhor dos Exércitos!

 

 

ENOCK CAVALCANTI, 72, é jornalista e editor do blogue PAGINA DO ENOCK, que se edita a partir de Cuiabá, Mato Grosso, desde o ano de 2009.

 

 

 

 

Mauro Mendes, atual governador e Dante de Oliveira ex-governador de Mato Grosso

 

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