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BAFÃO NO BONAVITA: "Ô idiota, eu uso rolex e minha conta tem limite de R$ 100 mil", disse juiz Alexandre Delicato Pampado a operário, segundo zelador e síndico. O zelador disse que o juiz estava exaltado, gritando que não conversaria com 'peão', o chamando de 'negão filho da puta". Em nota, o Juiz Delicato afirma que, ele, sim, foi agredido de forma covarde. Delegado Daniel Rozão Vendramel denunciou magistrado ao CNJ por injúria racial contra o trabalhador

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Gustavo Garcia Francisco, delegado de Polícia, e Alexandre Delicato Pampado, juiz de Direito, as duas autoridades que se envolveram em briga no Residencial Bonavita, em Cuiabá

Gustavo Garcia Francisco, delegado de Polícia, e Alexandre Delicato Pampado, juiz de Direito, as duas autoridades que se envolveram em briga no Residencial Bonavita, em Cuiabá


 
POLÍCIA / VEJA DEPOIMENTOS / BONAVITA

“Ô idiota, eu uso rolex e minha conta tem limite de R$ 100 mil”, disse juiz a operário, segundo zelador e síndico

Confira os depoimentos do zelador do condomínio e do síndico que testemunharam ação

DO REPÓRTER MT
 

Juiz, após forçar entrada em obra e discutir com funcionários foi imobilizado por morador
O caso de suposta agressão e crimes de racismo envolvendo o juiz Alexandre Delicato Pampado e delegados de polícia, ocorrido no último sábado (31).
O zelador do Condomínio Bonavita, localizado em área nobre da Capital, Haino Fábio Siqueira Pinheiro, em depoimento à Polícia, contou que foi acionado pelo porteiro, via rádio e, quando chegou à guarita do residencial, se deparou com o veículo do juiz Alexandre Delicato Pampana, umChevrolet Cruze cinza, atravessado na entrada da garagem, impedindo a passagem de moradores.
O veículo era usado pelo Alexandre Delicato Pampado, quando chegou ao prédio. O zelador disse que o juiz estava exaltado, gritando que não conversaria com ‘peão’, o chamando de ‘negão filho da p…”. O caso ocorreu no sábado (31).
Delicato queria entrar na torre E do condomínio, ainda em construção e foi impedido, por questões se segurança, pelo porteiro.
RepórterMT teve acesso, nesta quarta (04) aos depoimentos do zelador e do síndico do condomínio. À Polícia zelador confirmou que o magistrado, com dedo em riste dizia ser juiz e que o carro só sairia do local guinchado, mas negou que o delegado o tenha agredido, confirmando apenas que o juiz fora imobilizado para que as chaves do carro fossem retiradas de seu bolso.
O síndico do Prédio, André Luis Baby disse que viu o magistrado preenchendo um cheque em cima do capô do Cruze e que, ao questionar se estaria comprando testemunha e argumentar o por quê de não autorizar sua entrada, o juiz teria se identificado como Alexandre, juiz de direito, que teria diito que lhe daria voz de prisão, o chamando em seguida de “síndico de merda”.
André afirmou ainda que viu quando o encarregado da obra questionou o juiz sobre o cheque ter fundos. Segundo ele o juiz teria dito: “Ô idiota, eu uso rolex e minha conta tem limite de R$ 100 mil”. O juiz encaminhou nota à redação contando que foi vítima de agressão.
O Juiz Alexandre Delicato encaminhou nota à redação afirmando que foi agredido de forma covarde. Disse que o incidente ocorreu devido a não autorização para o acesso ao apartamento de sua propriedade e que não houve distrato dirigido a qualquer funcionário do Condomínio, apesar da reconhecida tensão em que se encontrava. Na discussão ocorrida, na entrada do condomínio, os delegados chegaram ao local de forma agressiva e ele se apresentou como magistrado, mesmo assim não evitou as agressões físicas contra ele. A nota diz ainda que Alexandre lamenta profundamente a ocorrência, considerada por ele descabida entre quaisquer cidadãos, ainda mais entre autoridades públicas. Entretanto, ressalta que foi vítima de uma agressão covarde, o que será comprovado em processos competentes.
Confira abaixo, na íntegra, os depoimentos do zelador e do síndico do residencial.
dep 2bobavita 5
depoimento 1
 
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CONFUSÃO NO BONAVITA

Após briga em prédio, delegado denuncia juiz ao CNJ por injúria racial

Representação foi protocolada ontem e cita testemunhas

GILSON NASSER 
Do FOLHA MAX

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Delegado Gustavo Garcia e juiz Alexandre Pampado: briga em condomínio 

O delegado de Polícia da distrital do bairro Vila Operária em Rondonópolis, Daniel Rozão Vendramel, protocolou no final da tarde desta terça-feira uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por injúria racial contra o juiz da comarca de Campo Verde, Alexandre Delicato Pampado. O documento foi encaminhado ao ministro Joaquim Barbosa, presidente do CNJ, que decidirá sobre o pedido proposto pelo delegado.
O delegado de Rondonópolis testemunhou uma briga entre Alexandre Delicato Pampado e o também delegado Gustavo Garcia Francisco. A confusão acabou em agressão, no último sábado, na entrada do condomínio Bonavitta, localizado ao lado do Shopping Pantanal, em Cuiabá.
Na representação, o delegado narra a situação do último sábado, quando o magistrado trancou a entrada do condomínio, atravessando o carro em frente ao portão. O motivo para a ação do magistrado foi o fato dele ter sido barrado pelo porteiro, por conta de não ter sua entrada autorizada.
Proprietário de um apartamento no condomínio, o juiz, que mora em Campo Novo do Parecis, está reformando o local. O zelador foi chamado pelo porteiro para tentar resolver o impasse e, neste momento, o juiz se exaltou e desferiu ofensas raciais contra o trabalhador, chamando-o de “(…) zelador de m…, como uma pessoa da sua cor consegue resolver as coisas”.
No momento da confusão, os delegados chegavam ao condomínio e se viram impedidos de entrar por conta do carro que estava atravessado em frente ao portão. Daniel e Gustavo alegam que tentaram resolver a situação de forma amistosa, mas o juiz não concordou, ocorrendo assim as agressões físicas. Daniel ainda tomou as chaves do carro do magistrado e retirou o veículo da entrada do condomínio.
Por conta das ofensas, o zelador H.F.S.P registrou ocorrência policial contra o juiz pelo crime de injúria racial. O boletim de ocorrência dele, assim como as declarações da testemunha A.L.B, foram anexados na representação no CNJ.
Caso a denúncia seja acatada, o CNJ pode determinar o afastamento do magistrado até o final das investigações. Ele ainda está sujeito a penas previstas na Leio Orgânica da Magistratura.
O magistrado reagiu e, denunciou os delegados na Corregedoria da Polícia Civil do Estado sob acusação de agressão. A disputa entre os delegados e o magistrado deve ter “fortes emoções”.

Leia Também:  "NOVAS" REVELAÇÕES DE MARCOS VALÉRIO: Uma das características do golpismo midiático é o endeusamento de bandidos. Todo bandido brasileiro da área política já entendeu que basta dar umas cacetadas no PT e, sobretudo, em Lula, para receber a solidariedade da grande mídia. Felizmente, o golpe em Lula, o milionésimo, chegou tarde. O ex-presidente teve tempo de fazer o que tinha de fazer: melhorar a vida do brasileiro, sobretudo o mais pobre.

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Magistrados faturam alto no TJ-MT e Ong fala em “corrupção institucionalizada”

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Luis Ferreira, Carlos Alberto e Maria Helena, da cúpula do TJ MT

A reportagem que o jornal O Estado de S.Paulo publica hoje, 20 de janeiro de 2021, sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, é o famoso tapa na cara dos cidadãos, eleitores e contribuintes deste Estado.

A revelação do jornalão paulista é que temos um time de 30 desembargadores (em breve serão eleitos mais 9) que vivem à tripa forra, curtindo ganhos astronômicos, às custas dos cofres públicos, sustentados por uma população que, em sua maioria é pobre, semialfabetizada, submetida a uma pobreza constrangedora.

A denúncia vem de São Paulo porque aqui os chamados órgãos de controle parece que fazem ouvidos de mercador para as possíveis patifarias praticadas pelos magistrados, em seu ambiente de trabalho.

Reproduzi a reportagem do Estadão em meu Facebook, e o jornalista Enzo Corazolla veio lá de Alto Paraíso com seu comentário ácido: “O pior é a venda de sentenças, prática habitual. Se gritar pega ladrão…”

Benza Deus. Além dos ganhos nababescos, pelas tabelas oficiais, ainda teríamos um inacreditável ganho por fora que, apesar de muito aventado, não se consegue, com o rolar dos anos, se reprimir.

Leia Também:  Blog do Antero (ou será da Wanderléa?) agora resolveu fazer escracho com personagens da política. É o CQC pantaneiro, demonstrando que nossos editores não tem mesmo coragem de investir em jornalismo sério, verdadeiramente problematizador, e preferem brincar com a nossa paciência

Espanto. Perplexidade. Raiva. Parece que o patrimonialismo do Estado brasileiro é inescapável, está sempre desabando sobre e nós, e nos cobrando sangue, suor e lágrimas.

Para reforçar os temores do veterano jornalista Corazolla, representantes da Ong Transparência Brasil, ouvidos pelos repórteres do Estadão, cogitam que uma “corrupção institucionalizada” grassaria entre os espertalhões e espertalhonas togadas que atuariam no nosso Tribunal de Justiça.

Como botar em pratos limpos tudo isso, se a Justiça é sempre tão temina, sempre tão inalcançavel?! Os controles de controle, vejam só, não controlam porra nenhuma e, aqui mesmo em Mato Grosso, e nos mesmos espaços de midia nacional, as doutas autoridades do Ministério Público de Mato Grosso já foram deduradas e denunciadas por também engordarem seus ganhos e suas propriedades, com toda sorte de privilégios. Em plena pandemia, que segue matando com destaque os pobres e os filhos dos pobres, promotores e procuradores se divertem com verbas extras para usufluirem da I-phones e seguros de saúde às custas do erário, sempre dilapidado de forma cruel.

Leia Também:  NA BASE DO CONCHAVO: Tudo indica que Mauro fez acordão com Galindo, evita auditoria e já entregou liderança de seu governo a um vereador do PTB. Só que o MPE investiga aluguel que Chico Galindo contratou de um prédio de Altamiro Galindo. Que mais estará sendo jogado pra baixo do tapete?

Reproduzo, aqui, a matéria do Estadão. E divulgo uma lista com os pretensos ganhos dos desembargadores, em dezembros, que circula pelas redes sociais. E aguardemos novos desdobramentos.

 
LEIA A REPORTAGEM DO JORNAL O ESTADO DE S PAULO: Desembargadores de MT têm extra de até R$ 274 mil – Política – Estadão (estadao.com.br)
 
 

Lista Com Pretenso Faturamento de Desembargadores Do TJ MT Em Dezembro de 2020 by Enock Cavalcanti on Scribd

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