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Suspense na Música Popular Brasileira: compositor BELCHIOR some sem deixar pista
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Terá sido problema de saúde, financeiro ou uma grande jogada de marketing? Ou será que foi simplesmente vontade de dar um tempo e se retirar da vida pública para se dedicar a novos projetos? As especulações estão no ar, depois que o dominical Fantástico anunciou, em sua última edição, o misterioso desaparecimento do cantor e compositor Belchior.
Prestes a completar 63anos – dia 26 de outubro -, o músico cearense teria cortado relações com empresários e familiares há quase dois anos. A reportagem ouviu produtores, empresários, antigos sócios, o advogado da ex-mulher e até parceiros como o compositor Renato Teixeira. Todos disseram que não faziam ideia de onde encontrá-lo. Ou que tentaram muito falar com ele recentemente e não tiveram sucesso.
Para aumentar o mistério, a tevê mostrou dois carros de Belchior que teriam sido abandonados em São Paulo. Um está no estacionamento ao lado de um hotel, no qual ele teria vivido por cerca de um ano. O outro encontra-se no do Aeroporto de Congonhas desde outubro do ano passado e acumularia dívidas que ultrapassam os R$18 mil.
Empresário de Belchior por cerca de 25 anos, Hélio Rodrigues, 62, diz que ficou muito surpreso com a notícia. “Não sei o que poderia estar acontecendo, mas espero que ele esteja bem. Talvez seja uma jogada de marketing”, arrisca Hélio, que vive há cinco anos na Europa e conversou com o CORREIO por telefone . Atualmente, ele está em Portugal, onde produz a carreira do músico Diego Figueiredo, que, inclusive, integrou a banda de Belchior.
Hélio conta que sua relação com o cantor terminou há cerca de seis anos, por desentendimentos em relação ao preço dos shows. Não diretamente com Belchior, a quem define como uma pessoa “muito tranquila e generosa”. O empresário diz que procurava manter “preços acessíveis” nas apresentações, mas que outras pessoas da equipe do artistas discordavam. Entre eles, a ex-mulher Edna Prometeu. Era uma média de 18 a 20 apresentações por mês, contabiliza Hélio e completa: “Ele nunca teve problemas financeiros”.
ÚLTIMA APARIÇÃO
A reportagem da TV Globo também ouviu uma irmã do cantor, Ângela Belchior, e o sobrinho Ednardo Nunes. Aparentando tranquilidade, eles relacionaram o desaparecimento a uma possível mudança de rumo nos projetos do cearense.
“Eu acredito que ele está fazendo um presente maravilhoso para trazer para todos os fãs”, disse Ângela, que está há três anos sem falar com ele. “Belchior é uma pessoa organizada com suas coisas. Então, que seja carro, livro , quadro, que seja a própria situação de não estar no palco, isto faz parte do projeto dele”, acrescentou Ednardo, descartando problemas com a família.
A última aparição pública do cantor teria sido num show do Tom Zé, em março passado, em Brasília (DF), como mostrou um registro feito por um cinegrafista amador. Produtora e esposa do baiano, Neusa diz que ele reconheceu Belchior na plateia e o convidou para fazer uma pequena participação no espetáculo. Mas não chegaram a conversar, nem antes nem depois do show. Procurado ontem, Tom Zé preferiu não comentar o assunto.
Com a repercussão da notícia, alguns admiradores de Belchior têm vindo a público para dar informações do paradeiro dele. No site G1, por exemplo, há depoimentos indicando a passagem dele por várias localidades, em 2008 e este ano. Um dos que mais chamam atenção é do advogado Bruno Menezes, de Santa Maria (RS),que conta que viajou a Colônia do Sacramento, no Uruguai, em junho deste ano. Ele se encontrou com o cantor, jantou com ele e até tirou fotos. Também há registro de uma passagem por Salvador em julho deste ano.
PALAVRAS E CORES
Com 35 anos de carreira e muitos sucessos, Belchior tem mais de 300 composições gravadas, por ele mesmo e por artistas como Elis Regina, Roberto Carlos, Gilberto Gil, João Bosco, Fagner, Ney Matogrosso e Los Hermanos, entre outros. Nos últimos anos, ele diminuiu a intensidade dos lançamentos e das apresentações, mas continuava se dedicando a vários projetos.
Em uma de suas últimas passagens por Salvador, em 2003, o compositor apresentou o projeto Retrato e auto- retratos, no qual fundiu a música a outra grande paixão: a pintura. A parte visual apresentava dez intrigantes auto- retratos inéditos, além de 50 retratos assinados por amigos como Siron Franco, Bené Fonteles , Ana Dias e Carlos Bracher.“Eu me dedico à pintura com o mesmo empenho da música”, disse naquela ocasião.
Em agosto de 2007, Belchior foi um dos convidados do projeto Nomes do Nordeste, realizado pelo Banco do Nordeste em Fortaleza. Na entrevista musical, o artista contou que estava envolvido num exaustivo projeto: traduzir para o português o poema épico e teológico A divina comédia, de Dante Alighieri (1265-1321).
A missão assumida por Belchior é realmente trabalho para uma dedicação quase exclusiva. O texto tem 14.233 versos e é considerado a fonte original mais acessível para se entender a cosmovisão medieval, que dividia o céu e a terra pela órbita lunar. Ele já havia se referido ao poema numa de suas canções mais conhecidas, Divina comédia humana, de 1978.
No mesmo projeto, Belchior afirmou que estava fazendo um CD, no qual incluiria músicas de vários parceiros. E também que lançaria uma caixa com três DVDs, com uma retrospectiva completa de sua vida e obra, incluindo material musical inédito e muitos depoimentos.
Fonte: Correio, da Bahia
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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

Luis
A troca do VLT pelo BRT
* Luiz Claudio
Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.
Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.
Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!
Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.
Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.
Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!
Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.
* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT
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