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Maggi concede incentivo a empresa investigada pela PF por crimes financeiros
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Deu no Prosa e Politica:
Blairo Maggi concede incentivo à empresa suspeita de crimes
A Influenza em Mato Grosso EXCLUSIVO
Por Adriana Vandoni
O governo de Mato Grosso concedeu incentivo fiscal para trazer para o estado a Agrenco SA, empresa suspeita de praticar crimes financeiros. Ontem, dia 20, a PF, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou a Operação Influenza que cumpriu 54 mandados de busca e apreensão e 24 mandados de prisão. Dois dos presos são do Grupo Agrengo: Antonio Augusto Pires Junior – diretor de operações, e Antonio Iafelice (foto da revista IstoÉ rural) – diretor-presidente da empresa. Segundo o Estadão, eles são suspeitos de crimes contra a administração pública, a ordem tributária, o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica. Entre os suspeitos estão também empresários, funcionários públicos e policiais.
Convenhamos que com um currículo desses eles estão credenciados até para serem deputados em Mato Grosso!
A quadrilha, segundo o Estadão, teria sede em Itajaí e Balneário Camboriú, com ramificações nas cidades catarinenses de Blumenau, São Francisco do Sul, Florianópolis, e ainda nos Estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia. Haveria também braços no exterior, em países como Argentina, Holanda, Malta, Itália, Noruega, Bermudas, Cingapura e França.
Em 2006 Blairo Maggi concedeu incentivos fiscais à empresa.
No dia 12 de dezembro de 2006 o presidente da Agrengo, teve uma reunião com o governador do estado e anunciou investimentos de R$ 130 milhões na instalação de um complexo industrial em Alto Araguaia (415 km ao Sul de Cuiabá) e explicou os motivos de ter escolhido MT para esse investimento: “Mato Grosso apresenta boa infra-estrutura e o governo oferece uma boa política de apoio. Isso dá segurança aos investidores”, disse Antônio Iafelice. (na foto durante reunião com o governador Blairo Maggi).
Blairo Maggi garantiu à Agrenco incentivos fiscais por meio do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial do Estado de Mato Grosso (Prodeic). Alem disso, a Agrengo BioEnergia foi “uma das primeiras a se beneficiar da Lei dos Combustíveis que permite o pagamento de uma alíquota de 7% do ICMS no produto final”, informa o portal da secretaria de comunicação do estado de MT. Engraçado que as empresas de ônibus de transporte coletivo nunca receberam redução no ICMS dos combustíveis.
Nas páginas da SECOM noticia que no dia 14 de março de 2008, Blairo Maggi participou da inauguração do complexo industrial do Grupo em Alto Araguaia (veja na foto) com a presença do presidente mundial da Agrengo, Antônio Iafelice, do embaixador do Japão no Brasil, Ken Shimanouchi, e do presidente do grupo Marubeni, Mobu Katsumata (sócio japonês da Agrengo BioEnergia).
O presidente mundial do Grupo Agrengo, Antônio Iafelice, agradeceu a acolhida do Governo do Estado e enalteceu o pioneirismo de agricultores que vieram do Sul do País. Ele lembrou que na década de 70 trabalhava em Mato Grosso comprando soja, ocasião em que conheceu o pai do governador, André Maggi.

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

Luis
A troca do VLT pelo BRT
* Luiz Claudio
Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.
Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.
Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!
Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.
Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.
Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!
Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.
* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT
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