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JUIZA LEILAMAR RODRIGUES:"Acusações serão respondidas com provas mais que robustas de que esta magistrada sempre se pautou pela ética e isenção com as partes processuais. Tenho convicção de que terei o apoio da grande maioria da população de Guarantã"

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A respeito das acusações formuladas pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso e encaminhadas à Corregedoria Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a AMAM – Associação Matogrossense dos Magistrados, divulgou duas notas, nesta terça-feira. A primeira, é assinada pela juiza Leilamar Aparecida de Rodrigues e a segunda pelo juiz Agamenon Moreno, presidente da Amam. Confira, abaixo:

NOTA DA MAGISTRADA

Eu, Leilamar Aparecida de Rodrigues, juíza de Direito em Mato Grosso, há sete anos e três meses na carreira da magistratura, sendo titular da Comarca de Guarantã do Norte, onde jurisdiciono há exatamente quatro anos, três meses e 12 dias, face às notícias veiculadas acerca de representação contra mim intentada por advogados locais, tenho a esclarecer o seguinte:

Infelizmente, só tive conhecimento da representação protocolizada por alguns advogados na Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) através da mídia, uma vez que ainda não fui oficialmente notificada pela CGJ-MT e, portanto, não possuo acesso ao inteiro teor das denúncias contra mim imputadas.

As acusações serão respondidas à altura e com provas mais que robustas de que esta magistrada sempre se pautou pela ética e pela isenção com as partes processuais.
Todos os documentos apresentados pelos advogados terão minuciosa apuração para que se possa chegar a verdade dos fatos.
Mas que fique claro, desde já, que esta magistrada, que responderá a estas falsas acusações em relação a sua idoneidade e apurará os responsáveis, está sendo, sem ao menos ter oportunidade de ver o processo, submetida a execração pública e a uma humilhação sem precedentes, não tendo a mínima oportunidade do devido processo legal e do contraditório.

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Até lá, fica a indignação de uma profissional que dedica mais de dez horas por dia à sua carreira, além dos finais de semana, que se envolve com todos os problemas sociais de sua Comarca, que encampa diversas campanhas, principalmente em relação à criança e ao adolescente, fatos estes sim, públicos e notórios.

Assim, tenho a convicção de que terei o apoio da grande maioria da população de Guarantã do Norte, a exemplo das manifestações de solidariedade que venho recebendo da comunidade e servidores.

Desde já aguardo a correição em todos os processos da Vara Única de Guarantã do Norte a ser realizada pela Corregedoria e coloco-me à disposição para todos os esclarecimentos pertinentes, a fim de que a VERDADE seja estabelecida.


LEILAMAR APARECIDA RODRIGUES
Juíza de Direito

————
NOTA DA AMAM


A Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), antes de qualquer coisa, respeita a liberdade de imprensa e acredita que esse é um instrumento para o fortalecimento da democracia do país, mas diante da notícia veiculada pelo site HiperNotícias , e replicada por diversos veículos de comunicação, relacionada à representação feita pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) junto à Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) contra a juíza de Direito Leilamar Aparecida Rodrigues, a Amam assim se manifesta:

1) O documento disponibilizado ainda merecerá a devida apuração pela Corregedoria Geral da Justiça, não se podendo imputar condenação prévia a magistrada.

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2) Defende a ampla apuração dos fatos relatados no Ofício n° 12247/2012, também no que se refere a conduta dos advogados, e cobrará da OAB/MT total transparência na divulgação do trâmite do processo perante o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/MT, independentemente do disposto em Lei Federal que garante o sigilo nos julgamentos.

3) A magistrada ainda não foi notificada pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT) sobre a representação, mas jamais se furtou em prestar esclarecimentos, nem à imprensa e nem à sociedade. A magistrada aguarda a correição na Vara Única da Comarca de Guarantã do Norte, disposta para que a verdade seja estabelecida.  (Vide nota acima)

4) Ainda: o processo corre em segredo de Justiça, justamente para resguardar a integridade da magistrada enquanto as denúncias são apuradas, evitando distorções junto à opinião pública diante da possibilidade de isenção da conduta da juíza.

A Amam fica consternada em identificar que, alguns veículos de comunicação, na ânsia por audiência, apelam por notícias sensacionalistas e irresponsáveis, que prejudicam a imagem de pessoas sérias e que, de fato, desenvolvem ações de verdadeira relevância social. É válido ressaltar a atuação honrosa dos magistrados deste Estado, que trabalham diuturnamente para garantir que os processos sejam julgados em tempo recorde, mesmo diante das dificuldades físicas (falta de infraestrutura) e de pessoal, com o número de magistrados e servidores reduzidos. A Amam aguarda o desdobramento dos fatos e está atenta e atuante na defesa dos direitos dos magistrados mato-grossenses.

 


AGAMENON ALCÂNTARA MORENO JÚNIOR

Presidente da AMAM
 

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

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A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

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Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

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Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

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