Cidadania
GRANDE, COMO ERA GRANDE – Morre aos 80 anos a atriz Jean Simmons, que estrelou "Spartacus", de Stanley Kubrick
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Cinema
Morreu a actriz de ‘Spartacus’
por EURICO DE BARROS
Jean Simmons tinha 80 anos e contracenou com nomes como Kirk Douglas, Marlon Brando ou Paul Newman
A actriz inglesa Jean Simmons, que morreu ontem na sua casa de Santa Monica (Califórnia), aos 80 anos, de cancro nos pulmões, era pretendida por William Wyler para ser a vedeta de Férias em Roma, em 1953, mas estava acorrentada a um contrato de quatro anos com o magnata Howard Hughes.
Dado que Simmons e o marido, o também actor Stewart Granger, andavam de candeias às avessas com o milionário, que só os punha em maus filmes, Hughes recusou emprestá-la a Wyler para a castigar. E este deu o papel a uma desconhecida chamada Audrey Hepburn, transformando-a numa estrela. Depois de ver o filme, Jean Simmons telefonou a Hepburn e disse-lhe: "Eu queria odiar-te, mas tenho que te dizer que não teria conseguido ser nem metade tão boa como tu foste." (Simmons teria sido igualmente inesquecível, de certeza.)
A história ilustra a personalidade da actriz e a excelente reputação de que gozava entre os colegas. Kirk Douglas, que contracenou com ela em Spartacus, de Stanley Kubrick (1960), chamou- -lhe "uma das mais despretensiosas e talentosas actrizes com quem já trabalhei". E Gregory Peck, seu par em Da Terra Nascem os Homens, de William Wyler (1958), descreveu-a assim: "Uma linda mulher, uma grande actriz e uma senhora."
A carreira de Jean Simmons, uma beleza angelical com talento para dar, vender e alugar, e que, segundo alguns (caso da crítica de cinema Pauline Kael, sua grande admiradora), Hollywood não aproveitou totalmente (em especial na comédia), teve três partes.
A primeira foi na sua Inglaterra natal, após ter sido "descoberta" aos 14 anos quando fazia ballet, e inclui papéis em Grandes Esperanças, de David Lean (1946), Quando os Sinos Dobram, de Powell e Pressburger (1947), e no Hamlet de e com Laurence Olivier (1948), como Ofélia, que lhe deu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actriz Secundária e a levaria a Hollywood com o futuro marido, Stewart Granger, em 1950.
A segunda foi nos EUA, com um início de pesadelo, devido ao contrato férreo que a ligava a Howard Hughes e resultou num só bom filme, Vidas Inquietas, de Otto Preminger (1952), onde faz uma lindíssima e angelical assassina. Livre de Hughes, Jean Simmons mostrou tudo o que valia, em fitas como A Túnica, de Henry Koster (1953),e A Actriz, de George Cukor (1953), cantando e dançando com Marlon Brando e Frank Sinatra em Eles e Elas, de Joseph Mankiewicz (1955), apaixonada por Paul Newman em Famintas de Amor, de Robert Wise (1957), nos já citados Da Terra Nascem os Homens e Spartacus, ou em O Falso Profeta, de Richard Brooks (1960), com quem se casaria e graças ao qual teria a segunda nomeação aos Óscares por Amar sem Amor (1969).
A televisão fez a última parte da carreira de Jean Simmons, em minisséries como Pássaros Feridos (1983) e Norte e Sul (1986), ou telefilmes como Grandes Esperanças (1989). Em 1983, tornou público o seu internamento na Clínica Betty Ford. Tinha sucumbido ao alcoolismo e queria dar o exemplo, para que outras mulheres que sofriam do mesmo mal não se inibissem de procurar tratamento.
Jean Simmons curou-se, saiu e continuou a trabalhar até pouco tempo antes da sua morte.
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Spartacus
* Sinopse
Spartacus (Kirk Douglas), um homem que nasceu escravo, labuta para o Império Romano enquanto sonha com o fim da escravidão. Ele, por sua vez, não tem muito com o que sonhar, pois foi condenado à morte por morder um guarda em uma mina na Líbia. Mas seu destino foi mudado por um lanista (negociante e treinador de gladiadores), que o comprou para ser treinado nas artes de combate e se tornar um gladiador. Até que um dia, dois poderosos patrícios chegam de Roma, um com a esposa e o outro com a noiva. As mulheres pedem para serem entretidas com dois combates até à morte e Spartacus é escolhido para enfrentar um gladiador negro, que vence a luta mas se recusa a matar seu opositor, atirando seu tridente contra a tribuna onde estavam os romanos. Este nobre gesto custa a vida do gladiador negro e enfurece Spartacus de tal maneira que ele acaba liderando uma revolta de escravos, que atinge metade da Itália. Inicialmente as legiões romanas subestimaram seus adversários e foram todas massacradas, por homens que não queriam nada de Roma, além de sua própria liberdade. Até que, quando o Senado Romano toma consciência da gravidade da situação, decide reagir com todo o seu poderio militar
* Informações Técnicas
Título no Brasil: Spartacus
Título Original: Spartacus
País de Origem: EUA
Gênero: Épico
Classificação etária: 10 anos
Tempo de Duração: 183 minutos
Ano de Lançamento: 1960
Direção: Stanley Kubrick
* Elenco
Kirk Douglas …. Spartacus
Laurence Olivier …. Marcus Licinius Crassus
Peter Ustinov …. Lentulus Batiatus
Jean Simmons …. Varinia
Charles Laughton …. Sempronius Gracchus
John Gavin …. Caius Julius Caesar
Nina Foch …. Helena Glabrus
John Ireland …. Crixus
Herbert Lom …. Tigranes Levantus
John Dall …. Marcus Publius Glabrus
Charles McGraw …. Marcellus
Joanna Barnes …. Claudia Marius
Harold Stone …. David
Woody Strode …. Draba
Peter Brocco …. Ramon
Tony Curtis …. Antoninus
Anthony Hopkins …. Marcus Licinius Crassus (voz)
das agencias internacionais
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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

Luis
A troca do VLT pelo BRT
* Luiz Claudio
Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.
Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.
Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!
Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.
Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.
Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!
Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.
* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT
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