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O movimento comunitário e as eleições em Cuiabá: falta compromisso, sobra adesismo.

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O movimento comunitário de Cuiabá continua marcado, majoritariamente, pelo adesismo. É o que se pode concluir da noticia dando conta de que a União Cuiabana de Associações de Moradores de Bairros (Ucamb), a União das Feiras da Baixada Cuiabana (UFBC), União Coxipoense de Associações de Moradores (Ucam), Sindicato dos Moto-Taxistas de Mato Grosso (Sindmotos), União Coxipoense de Clubes de Mães (UniclubeMãe), Movimento das Famílias da Grande Cuiabá, Sindicato dos Taxistas de Cuiabá (Sintac), Movimento Evangélico, Movimento Católico e Associação dos Camelôs do Shopping Popular, "além de dezenas de grupos de jovens e idosos" estariam organizando, para o próximo dia 4, uma festa para o candidado da coligação Compromisso com Cuiabá (PR-PT-PMDB-PSC-PTC), da qual devem participar, também, o governador Blairo Maggi e a primeira-dama Terezinha Maggi, secretária de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social, "além de deputados e secretários de Estado".

Que a liderança apoie um candidato individualmente, tudo bem. Mas nos  bairros, entendemos nós, não moram apenas apoiadores de Mauro Mendes, mas também apoiadores de Valtenir Pereira, de Wilson Santos, de Walter Rabello, do procurador Mauro. O movimento comunitário, para ganhar força e respeitabilidade, deve traduzir, em suas comunidades, esta diversidade que é propria de nossas comunidades e de nossa democracia. À medida que as organizações comunitárias se envolvem com este ou com aquele candidato, perdem em sua capacidade de melhor representar a diversidade de toda a comunidade. É uma lição simples que determinadas lideranças comunitárias parecem que não conseguem apreender nem determinados políticos defender.

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Estas entidades, no meu modesto entendimento, deveriam é promover um debate em que os 5(cinco) candidatos à Prefeitura, dos mais diferentes partidos, seriam desafiados a demonstrar seus compromissos com a organização autônoma da população. Ao invés disso, ao que parece, se engajam na candidatura que é favorecida pelo atual governador do Estado. Se houvesse o debate com os cindo candidatos, ganharia o movimento comunitário e ganharia a democracia.

O que se anuncia, todavia, no meu modesto entendimento, data maxima vênia, é um espetáculo deprimente de adesismo, cujas implicações devem, evidentemente, ser analisadas e avaliadas pelo Ministério Público Estadual e demais entidades que procuram preservar a moralidade do pleito eleitoral.
 

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

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A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

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Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

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Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

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