VIÉS POLÍTICO: Advogado Francisco Faiad bate duro no ministro Dias Toffoli ao dizer que autorização para a PF fazer busca na casa do governador Silval foi “desnecessária, abusiva e excessiva, assim como a prisão pela arma”. “Alguém vai lá e diz que havia um caderno e é autorizada busca e apreensão na casa de um governador de Estado ! Se não há motivos plausíveis para uma medida invasiva como essa, a gente pode imaginar que pode ter ocorrido influência política na decisão”, disse Faiad

DEFESA DE SILVAL DIZ QUE STF TOMOU DECISÃO “ABUSIVA”

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Advogado Francisco Faiad (esq.), que defende o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, disse não existir “o tal caderno com anotações de dívidas pessoais” feitas por meio de empréstimos supostamente fraudulentos e operados pelo ex-secretário Eder Moares; as anotações teriam sido uma das causas apontadas no despacho do ministro do STF Dias Toffoli para a PF fazer busca e apreensão na casa do governador; segundo o advogado, a decisão foi “desnecessária, abusiva e excessiva, assim como a prisão” por porte de arma ilegal

 

Mato Grosso 247 – O advogado Francisco Faiad, que defende o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), disse que “o tal caderno com anotações de dívidas pessoais” feitas por meio de empréstimos supostamente fraudulentos e operados pelo ex-secretário de Fazenda Eder Moares, preso por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). “Esse caderno não existe”, afirmou Faiad, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e também ex-secretário de Administração no governo Silval. As anotações teriam sido uma das causas apontadas no despacho do ministro do STF Dias Toffoli para a Polícia Federal fazer busca e apreensão no apartamento do gestor, na última terça-feira (20), durante a quinta fase operação Ararath.

O objetivo das investigações foi apurar lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem financeira. Segundo a PF, teriam sido movimentados cerca de R$ 500 milhões em seis anos. Pelo menos 59 pessoas estão sendo investigadas – além de Barbosa e do ex-secretário, são alvo da PF o deputado estadual e ex-presidente da Assembleia de MT José Riva (PSD), que está preso, o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), o senador Blairo Maggi (PR) e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) Sérgio Ricardo de Almeida.

O advogado bateu duro no ministro Dias Toffoli ao dizer que a decisão de autorizar a PF a fazer buscas na casa do governador foi “desnecessária, abusiva e excessiva, assim como a prisão pelo vencimento do registro da arma”. “Alguém vai lá e diz que havia um caderno e é autorizada busca e apreensão na casa de um governador de Estado ! É uma medida extremamente excessiva. Se não há motivos plausíveis para uma medida invasiva como essa, a gente pode imaginar que pode ter ocorrido influência política na decisão”, disse Faiad, em entrevista ao site Só Notícias.

Após ter sido levado à sede da Polícia Federal em Cuiabá (MT), Silval Barbosa passou fiança, que teria sido de R$ 100 mil, e liberado em seguida. De acordo com o advogado, “no apartamento de Silval foram apreendidos alguns contratos de bens do próprio Silval, de compra e venda de gado e terra, questões de ordem pessoal dele”. “Nada relativo as ações do Estado e a essas denúncias que estamos acompanhando pela imprensa”, acrescentou.

Durante a entrevista, o advogado negou, também, que Silval tenha se reunido com o empresário Junior Mendonça, responsável pelas acusações (delação premiada) à Polícia Federal sobre empréstimos em nome de sua empresa, Amazônia Petróleo. Mendonça dava dinheiro ao ex-secretário Eder Moraes e a outras pessoas indicadas pelo gestor.

Mendonça acusou Eder de se pronunciar em nome de Silval e do ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi (PR) para obter empréstimos nos bancos. Segundo a reportagem do site, o dinheiro entrava na conta da empresa de Junior Mendonça, e repassava ao ex-secretário cobrando juros. “A única conversa com o governador teve com Junior foi notificá-lo para cumprir o contrato na gestão passada, sob pena de rescisão. Não houve cumprimento das cláusulas e houve rompimento. Havia dificultação no fornecimento de combustível”, disse o advogado.

A empresa de Junior vendia combustível para a frota do governo. “Silval não teve outro contato nenhum com o empresário. O governador rescindiu o contrato que a Amazônia Petroleo, no início de 2011 e fez nova licitação para fornecimento de combustível e outra empresa foi vencedora. Não houve contato algum para falar sobre empréstimo, cobranças como foi divulgado”, continuou.

Sobre o suposto uso indevido do nome de Silval por parte de Eder para obter empréstimos em bancos, o advogado afirmou desconhecer o caso. “Não tivemos acessos ao depoimento de delação premiada, escutas telefônicas e a denúncia da justiça federal. Estou em Brasília, neste momento, justamente para ter acesso ao processo”, complementou.

Dias Toffoli atende MPF e manda Policia Federal prender Geraldo Riva e Éder Moraes e adotar outras providên… by Enock Cavalcanti

4 Comentários

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  1. - IP 177.41.93.31 - Responder

    Como assim, influência política, Faiad??? O Tóffolli era advogado do PT e do Lula E foi indicado e nomeado pelo próprio Lula (PT). O Governador Silva é do PMDB, aliado do PT de longa data. Logo, influência política de quem? do PSDB??? KKKKKKKKKKKKKKKK!…

  2. - IP 179.189.53.6 - Responder

    Então Tá! O Advogado do acusado diz que “não existe um caderno com anotações do governador” e pronto, encerra-se a entrevista. Jornalista precisa estar munido de informações, e fazer perguntas pertinentes, o que vocês fazem é largar a bola quicando pro cara chutar,, Ô imprensa cagona!

  3. - IP 189.59.60.253 - Responder

    Finalmente alguem vem a defesa de S. Exa, o Governador do Estado.

  4. - IP 177.41.90.224 - Responder

    Que declaração isenta,isenta de bom-senso e cheia de interesses.Candidato e puxa-saco,aí de ti MT!

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