VIDA QUE SEGUE: Após divórcio, ex-esposa de Geraldo de Vitto tenta reaver bens bloqueados

Geraldo de Vitto foi um dos "homens de ouro" do governo do sojicultor Blairo Maggi

Geraldo de Vitto foi um dos “homens de ouro” do governo do sojicultor Blairo Maggi

JUDICIÁRIO / NA JUSTIÇA

Após divórcio, ex-esposa tenta reaver bens bloqueados

Os bens foram partilhados e ela quer o levantamento da indisponibilidade

Joelson Oliveira
MATO GROSSO NOTICIAS

A ex-esposa do ex-secretário de Estado, Geraldo Aparecido de Vitto Junior, ingressou na Justiça na tentativa de reaver seus bens que estão bloqueados nos autos da ação em que é réu por suposta improbidade administrativa.
No pedido, ela requereu o levantamento da indisponibilidade de bens imóveis que compunham o patrimônio do casal e foram partilhados no divórcio. No entanto, este não foi analisado pela juíza Célia Vidotti.
Na decisão publicada no Dário da Justiça Eletrônico de quarta (15), a magistrada argumentou que o processo está suspenso e permanecerá até que se efetive a substituição processual do requerido Vilceu Francisco Marchetti, assassinado no ano passado.
Argumentou ainda, que a ex-esposa de De Vitto não demonstrou “a possibilidade da ocorrência de dano irreparável, hábil a autorizar a análise do pedido, nos termos do art. 266, do CPC”.
Os bens estão bloqueados por decisão da Justiça desde julho de 2012.

 

De Vittto é réu em uma ação penal, após ser denunciado pelo Ministério Público Estadual no caso que ficou conhecido como Escândalo dos Maquinários, que consistiu na fraude na compra de 705 caminhões para o programa MT 100% Equipado, na gestão do hoje senador Blairo Maggi.
Entenda o caso

 

O caso começou a ser investigado após o então governador Blairo Maggi (PR) receber, em fevereiro de 2010, uma denúncia de suposto superfaturamento na aquisição dos maquinários. Na época, Maggi solicitou que a Auditoria Geral do Estado apurasse os fatos. Em julho passado, a auditoria apontou um rombo de R$ 44 milhões.

 

No relatório final, ficou comprovado que R$ 20,585 milhões estão relacionados a sobrepreço na compra dos maquinários e que R$ 23, 899 milhões foram superfaturados, somente na compra dos 376 caminhões basculantes.

 

O caso foi parar no Ministério Público Estadual e a promotora Ana Cristina Bardusco, na época, relatou a ocorrência, em tese, de crimes de fraude à licitação e peculato, por parte dos responsáveis pelos pregões, que são realizados pela Secretaria de Administração.

 

Diante dos fatos, Bardusco solicitou à Delegacia Fazendária a abertura de inquérito policial para investigar as denúncias. Após o caso foi encaminhado ao MPE que ofereceu denúncia.
O caso tramita na Vara Especializada de Ação Civil Pública e Popular.

1 Comentário

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 177.64.243.192 - Responder

    E aí mataram o Marchetti ,que tinha ameaçado abrir o bico e entregar todo mundo ,colocaram um caseiro para assumir a culpa e depois no tribunal do juri o mesmo foi absolvido …THE END

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

9 + 17 =