JORNALISTA EDUARDO GOMES: Vereador Adilson Levante, do PSB de Mauro Mendes, se licenciou da Câmara, tentando silenciar o seu escorregão ético mas sua recente prisão por embriaguez não é caso isolado na vereança cuiabana. O presidente daquele Legislativo, Júlio Pinheiro, do PTB de Chico Galindo, também já foi trancafiado pelas consequências do consumo de bebida alcoolicas.

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Eduardo Gomes

DE CUIABÁ, na revista MT AQUI on line

http://www.mtaquionline.com.br/node/4986

CAB

Adilson Levante na delegacia aguardando os procedimentos sobre sua prisão

Foto: MTAQUI

O vereador Adilson Levante (PSB) que foi preso por policiais militares por volta de 23h30 da quarta-feira, 8 de julho, por dirigir embriagado e na contramão na Avenida Archimedes Pereira Lima (a Estrada do Moinho), em Cuiabá, não é caso isolado de recente embriaguez de vereadores à Câmara Municipal da capital mato-grossense. O presidente daquele Legislativo, Júlio Pinheiro (PTB), também já foi trancafiado pelas consequências do consumo de bebida alcóolicas.

Uma viatura da ronda policial viu um veículo trafegando na contramão na Estada do Moinho, por um trecho de 300 metros e o abordou. O motorista, segundo os policiais, com visíveis sintomas de embriaguez os teria desacatado e, para se defender, disse que era vereador e amigo do governador Pedro Taques. O cargo e o amigo ilustre não motivaram os PMs a liberá-lo.

Na 2ª Delegacia de Polícia Civil, para onde foi levado, Adilson Levante teria mantido o tom arrogante, não aceitou fazer o teste do bafômetro, mas a comprovação da embriaguez foi atestada pelos policiais que o prenderam e por um exame de sangue. A carteira de motorista do vereador foi apreendida e ele sofreu outras medidas administrativas. Sua liberação aconteceu no dia seguinte.

Júlio Pinheiro, desconversou sobre a prisão do colega. Vereadores também tiraram o corpo fora sobre o assunto. Na sessão noturna da Câmara na quinta-feira seguinte à prisão, o assunto foi mantido debaixo do tapete.

O silêncio dos vereadores pode ser interpretado na esfera corporativa, mas também não se deve esquecer que se o caso de Adilson Levante chegasse ao plenário para se discutir se houve ou não quebra de decoro parlamentar, Júlio Pinheiro poderia sair muito arranhado.

Arranhão porque na noite de 6 de abril de 2012, quando estava instalada a legislatura anterior, que em seu último biênio era presidida por Júlio Pinheiro, esse foi preso por policiais de uma viatura da PM, no Bairro Santa Rosa, onde residia. A mulher do vereador, Gisely Pinheiro, acionou a polícia alegando que o marido teria chegado embriagado em sua casa, por volta de meia-noite, pedindo que ela abrisse a porta, o que não fez. Diante da recusa da mulher, Júlio Pinheiro atirou pedras no telhado de sua casa. A porta foi aberta e ele teria ameaçado Gisely com um espeto de churrasco.

Júlio Pinheiro foi sincero sobre a embriaguez. Disse que bebeu uns goles para comemorar um aumento salarial concedido pela Câmara aos servidores públicos. Mas, negou com convicção que tivesse praticado atos que justificassem seu trancafiamento. Sobre a prisão é preciso salientar que ele foi imediatamente liberado.

Ontem e hoje, embriaguez de vereador não é pauta pra se discutir em plenário. Ainda sobre alcoolismo, uma fonte segura sustenta que Adilson Levante e Júlio Pinheiro apresentarão Moção de Repúdio à Câmara Municipal de Várzea Grande, que acaba de aprova projeto de lei de iniciativa popular proibindo a venda de bebidas alcóolicas em bares e restaurantes naquela cidade após as 23 horas.

 

FONTE REVISTA MT AQUI

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