VELHA POLÍTICA ABRAÇA “NOVA” POLÍTICA: Toda a negociata criminosa para garantir vagas de conselheiros para Sérgio Ricardo e Éder Moraes teria sido incentivada, acompanhada e chancelada – segundo a denuncia dos promotores Célio Fúrio, Roberto Turin e Sérgio da Silva Costa – por este grande sojicultor, que o Brasil inteiro admira, confidente dos presidentes Lula e Dilma, político dos mais adorados pelo eleitorado mato-grossense, que é o atual senador e então governador de Mato Grosso, o senhor Blairo Borges Maggi (PR), um dos principais patrocinadores da campanha do governador eleito Pedro Taques (PDT). LEIA A AÇÃO

MP processa Maggi, Silval, Riva et caterva por envolvimento no escândalo da compra de vagas no TCE-MT by Enock Cavalcanti

Blairo Maggi, agora senador, confraternizada, no Senado Federal, com Pedro Taques (então senador e ex-procurador da República)  e Marcelo Ferra (promotor e membro do Conselho Nacional do MP). Em Mato Grosso, para os promotores Célio Furio, Roberto Turin e Sérgio Silva da Costa, Maggi está no centro do escândalo de corrupção no Tribunal de Contas, em que o dinheiro público teria sido usado, com o beneplácito do ex-governador, para comprar vaga de conselheiro para o ex-deputado Sérgio Ricardo e tentar acomodar no TCE também o ex-homem de ouro de Maggi, Éder Moraes, plano este que gorou.

Blairo Maggi, agora senador, confraterniza, no Senado Federal, com Pedro Taques (então senador e ex-procurador da República) e Marcelo Ferra (promotor e membro do Conselho Nacional do MP). Em Mato Grosso, para os promotores Célio Furio, Roberto Turin e Sérgio Silva da Costa, Maggi está no centro do escândalo de corrupção no Tribunal de Contas, em que o dinheiro público teria sido usado, com o beneplácito do ex-governador, para comprar vaga de conselheiro para o ex-deputado Sérgio Ricardo e tentar acomodar no TCE também o ex-homem de ouro de Maggi, Éder Moraes, plano este que gorou. O mesmo Maggi que teria bancado a corrupção em favor de Sérgio Ricardo e Éder,foi apontado, na recente campanha eleitoral, como um dos principais patrocinadores da campanha do governador eleito Pedro Taques, em coligação encabeçada pelo PDT que apesar ser encabeçada pelo partido brizolista, adotou discurso à direita, apoiando a campanha de Aécio Neves para a presidencia da República.

 

A negociata para compra de vagas no Tribunal de Contas de Mato Grosso não serve apenas para expor a pretensa ação criminosa dos ex-deputados e atuais conselheiros Sérgio Ricardo (na ativa) e Alencar Soares (aposentado). Ela expõe a podridão da corrupção que tomou conta praticamente de todas as cúpulas administrativas e políticas de Mato Grosso durante a chamada Era Maggi.

As transações que visavam garantir vagas para Sérgio Ricardo (concretizada) e Éder Moraes (não concretizada) envolveram algumas das mais destacadas autoridades de Mato Grosso que, neste episódio, a julgar pelas provas reunidas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia, se comportaram como criminosos absolutamente despudorados. E vejam que quando falamos de autoridades de proa, falamos do governador Blairo Maggi (PR) e do governador Silval Barbosa (PMDB), do presidente da Assembleia Legislativa, o notório José Geraldo Riva (PSD), do ex-secretário Éder Moraes e do também conselheiro do TCE Humberto Bosaipo.

A denuncia do MP mostra que esses senhores teriam agido como quadrilheiros promovendo um verdadeiro assalto aos cofres públicos para promover a acomodação de alguns de seus parceiros nas bem pagas funções de conselheiro do Tribunal de Contas às custas do suado dinheiro do contribuinte mato-grossense.

Célio Fúrio, Roberto Turin e Sérgio da Silva Costa relatam que Alencar Soares negociou sua vaga no balcão da política viciada de Mato Grosso por nada menos que R$ 12 milhões, mas foi confirmado documentalmente o recebimento de R$ 4 milhões. Ficou caracterizada, assim, a auferição de vantagem patrimonial indevida, ou seja, o recebimento de dinheiro de corrupção, bem como o dano ao erário, “ao colaborar para a perda patrimonial por desvio e apropriação de valores pertencentes ao Estado”, tendo ainda “atentado contra a administração pública”.

Toda essa negociata criminosa teria sido incentivada, acompanhada e chancelada por este grande sojicultor, que o Brasil inteiro admira, confidente dos presidentes Lula e Dilma, político dos mais admirados pelo eleitorado mato-grossense, que é o atual senador e então governador de Mato Grosso, o senhor Blairo Borges Maggi (PR), também apontado como um dos principais patrocinadores da campanha do governador eleito Pedro Taques (PDT).

Vejam então o desafio que o juiz Luis Aparecido Bertolucci tem em mãos porque à medida que for aceita a denuncia dos promotores Célio Fúrio, Roberto Turin e Sérgio da Silva Costa, com tão robustas provas, o mínimo que se deve esperar é que, dentro da lógica parlamentar, lá em Brasília Blairo Maggi seja também denunciado e levado a julgamento na Comissão do Senado Federal. Se Sérgio Ricardo, como entendem os promotores, não pode continuar como conselheiro do TCE-MT, o mesmo, imagino eu, numa primeira análise, deve se aplicar ao atual senador que, na mesma denúncia, é apontado como um dos agentes da corrupção que transbordou no Tribunal de Contas e compromete, mais uma vez, Mato Grosso, diante do País. Ou não? O que você acha, cidadão?

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Cena registrada pelas cameras da Rede Globo de Televisão do desembargue de Riva e Éder Moraes, algemados e conduzidos por agentes da Policia Federal para o cárcere, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasilia. A prisão, que aconteceu em 20 de maio de 2014, foi autorizada pelo ministro Dias Tofolli, do STF, e atendeu a um pedido do Ministério Público Federal, comandado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, durante a Operação Ararath

Cena registrada pelas cameras da Rede Globo de Televisão do desembargue de Riva e Éder Moraes, algemados e conduzidos por agentes da Policia Federal para o cárcere, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasilia. A prisão, que aconteceu em 20 de maio de 2014, foi autorizada pelo ministro Dias Tofolli, do STF, e atendeu a um pedido do Ministério Público Federal, comandado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, durante a Operação Ararath

 

 

 

OPERAÇÃO ARARATH

Maggi avalizou compra de vaga de R$ 12 milhões no TCE, diz MPE

Promotores veem conivência com corrupção e medidas estratégias em benefício de aliados

RAFAEL COSTA, do Folha Max

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O Ministério Público Estadual (MPE) sustenta que o senador Blairo Maggi (PR), enquanto exerceu o cargo de governador do Estado, exerceu peça fundamental no esquema de corrupção que culminou na compra pelo deputado estadual Sérgio Ricardo (PR) de uma vaga de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), antes pertencente a Alencar Soares, no valor de R$ 12 milhões de reais.

A Operação Ararath da Polícia Federal e o Ministério Público Estadual detém documentação que comprovam o pagamento de R$ 4 milhões deste montante.

Na ação civil pública por improbidade administrativa, os promotores de Justiça Célio Furio, Roberto Turin e Sérgio Costa afirmam que Maggi atuou como avalista sendo conivente com as ações orquestradas pelo seu secretário de Fazenda, Eder Moraes, de levantar dinheiro em banco clandestino conduzido pelo empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, o Junior Mendonça, para a compra de vaga ao TCE.

“Concordou com a pretensão espúria de Éder Moraes e Sérgio Ricardo, participou de reuniões e ordenou devolução de dinheiro, tendo também ordenado pagamentos, retardando e depois concretizando compra de vaga de Conselheiro do TCE, inicialmente segurando e depois forçando a aposentadoria antecipada de Alencar Soares, com o firme propósito de abrir a oportunidade de ingresso de protegidos, em negociata realizada na surdina, da qual presenciou, tinha conhecimento e aderiu”, diz trecho da ação civil pública.

Os promotores ainda relatam que Maggi tinha pleno conhecimento das atividades tidas como criminosas de seu secretário de Estado de Fazenda. “Ordenou a Éder Moraes resolução de acerto imoral, através de repasses extraídos do “conta corrente”, ou seja, de conta alimentada e mantida com recursos públicos desviados, oriundos de “esquema” montado e alimentado com dinheiro público”.

Bloqueio e afastamento

Na ação civil pública por improbidade administrativa, o Ministério Público pede o bloqueio dos bens na ordem de R$ 12 milhões do governador Silval Barbosa (PMDB), do senador Blairo Maggi (PR), deputado José Riva (PSD), do conselheiro do TCE, Sérgio Ricardo, e do suplente de deputado Leandro Soares (PSD), filho de Alencar Soares.

O MPE requer o imediato afastamento de Sérgio Ricardo da função de conselheiro do TCE que não preencheria os requisitos para o cargo, uma vez que, a adquiriu por meio de uma prática corrupta, tornando-se assim sem credibilidade e reputação ilibada.

Lavagem de dinheiro

Conforme a investigação do Ministério Público, o conselheiro aposentado Alencar Soares, “lavou” a quantia de R$ 4 milhões usando contas bancárias de dois filhos e de uma empresa jurídica. O inquérito da Polícia Federal e o Ministério Público indicam que Alencar usou as contas de Leonardo Soares e Leandro Soares, Alexandre de Freitas Bezerra e a Paz Administradora.

Em depoimento, o empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, conhecido como Júnior Mendonça, informou que foi o responsável pelo levantamento do dinheiro. Durante uma viagem a Àfrica do Sul da comitiva do governo do Estado, Alencar Soares revelou que o então governador Blairo Maggi (PR) afirmou que não gostaria de vê-lo fora da Corte de Contas.

Por sua vez, Alencar informou que já havia recebido R$ 2,5 milhões antecipados de Sérgio Ricardo e gasto a quantia. Ao retornar para Cuiabá, o secretário de Fazenda na época, Éder Moraes, entrou em contato com Junior Mendonça. Em uma conversa no seu gabinete, Eder afirmou “estamos precisando resolver um assunto de R$ 2,5 milhões, que Blairo Maggi determinou que resolvesse”.

Dias após, Alencar Soares entrou em contato com Júnior Mendonça para recuperar um cheque no valor de R$ 2,5 milhões e foi orientado a efetuar quatro depósitos na conta da empresa PAZ Administradora. Inicialmente, foram depositados 3 cheques nos valores de R$ 300 mil, R$ 200 mil e R$ 250 mil, respectivamente. Um quarto cheque foi depositado em nome de terceiro no valor de R$ 1,750 milhão na conta da PAZ Administradora.

Em março de 2010, Eder Moraes novamente se encontrou com Junior Mendonça e informou que o compromisso de Blairo Maggi com Alencar Soares seria de R$ 4 milhões e precisaria de R$ 1,5 milhão. Saindo de lá, Junior Mendonça se reuniu com Alencar Soares que orientou a pagar parte em espécie e outras em depósitos bancários.

No dia 1º de abril de 2010, Junior Mendonça recebeu um e-mail de Leandro Soares interceptado pela Polícia Federal informando uma conta corrente para depósito. A PF apreendeu na Operação Ararath, na casa de Eder Moraes, uma planilha indicando pagamento de R$ 4 milhões que seriam destinados a Alencar Soares e outra tabela indicando R$ 1,5 milhão. Além disso, foram encontrados documentos na casa de Alencar Soares como comprovantes de depósitos bancários referentes a quantia.

MP pede anulação da indicação, nomeação e posse de Sérgio Ricardo no Tribunal de Contas by Enock Cavalcanti

9 Comentários

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  1. - IP 189.31.40.179 - Responder

    Muitos desses promotores e procuradores de justiça, inclusive os dois procuradores gerais de justiça que, há 10 anos, vêm se alternando no comando do MPE, desde a posse do Blairo Maggi como governador do Estado de Mato Grosso, deveriam responder, pelo menos, pelo crime de PREVARICAÇÃO! Não dá para acreditar que nenhum deles nunca sequer suspeitou das gritantes irregularidades alardeadas aos quatro cantos, inclusive, pela própria imprensa local, que vive mamando nas tetas do poder público estadual e comendo nas mãos desses políticos corruptos, cuja rapinagem e ladroagem começam a vir à tona. Até um cego consegue ver que o MPE sé começou a apurar esses crimes depois que o MPF entrou em cena. O que dizer, por exemplo, da promotora de justiça que chegou a pedir o arquivamento de uma ação contra o Blairo, no Escândalo dos Maquinários, por “falta de elementos indiciários”, sendo que, na Operação Ararath, foram colhidos quilos e quilos de documentos mais que suficientes processá-lo? E o Marcos Regenold??? Será que ele dava cobertura, sozinho, para a quadrilha que ainda está aí no poder? Que tal uma delação premiada pra ele, também, senhores procuradores da república? com a palavra, o MPF!

    • - IP 177.221.96.140 - Responder

      Gostei de saber que o nome “indignado” está está sendo usado por outras pessoas para fazer comentários.

      Porém agora, acho que vou ter que usar outro nome para comentar, para que não aja confusão.

    • - IP 177.221.96.140 - Responder

      Retificando, para que não haja confusão.

  2. - IP 177.203.42.53 - Responder

    Além do mais, quantas e quantas vezes o cargo de Conselheiro do Tribunal Faz de Contas do Estado de Mato Grosso foi preenchido por pessoas despreparadas e que nao possuíam os requisitos mínimos necessários para exercerem tão importante cargo para a democracia, nesses últimos anos, sem nenhuma intervenção do MPE, como Fiscal da Lei?

  3. - IP 189.59.42.21 - Responder

    Vou repetir,em 2002,essa família MAGGICA,não aparecia nem entre as 100 mais ricas do Brasil,por coinscidência,em 2012,isto é,10 anos após os 8 anos de mandato, ela é listada pela FORBES,como a SÉTIMA família mais rica do Brasil.Nunca na história de MT teve um governo tão sujo e corrupto como o desse senhor,inúmeros secretários presos ,outros indiciados,outros foragidos,enfim, a sua gestão é um passeio pelo código penal.PURA VERDADE!Agora, acusado de ser avalista de compra de vaga no pau de galinheiro em que se transformou o TCE.Acabaram-se os homens de bem,o que temos são esses canalhas que tripudiam sobre a pobreza brasileira, e o que é pior :GRANDES POSSIBILIDADES DE DAR EM NADA!

  4. - IP 187.5.87.163 - Responder

    Tem um rapaz que foi escolhido para ser conselheiro do TCE que, quanto ao requisito Notório Saber Jurídico, acho que não sabe nem o que é direito, nem o que é esquerdo. É o que fez o MPE para impedir a sua posse? NADA!!!

  5. - IP 189.59.51.241 - Responder

    E o MPE como de praxe chegando atrasado e com muito barulho. No final, como de costume tudo se ajeita. Alguém duvida? Isso é Brasil.

  6. - IP 189.10.10.186 - Responder

    É o Enock requentando a matéria… Está faltando assunto? Que tal colocar aqui alguma noticia relacionada aos precatórios da Andrade Gutierres, como sugeriu um amigo aqui do site? Ou, então, que tal nos brindar com alguma crônica deliciosa sobre esta data tão especial para a humanidade? Feliz Nata a todos!!!

  7. - IP 189.59.37.235 - Responder

    O Blairo Maggi é homem de muita capacidade e assim ele é aliado do PT no governo federal, junto com Maluf, Jader Barbalho,Sarney, Collor, Renan e outros.

    E é aliado no governo federal junto com o Enock, que também é do PT, né?

    Enock, os alados petistas, tais como Pagot, e Silval, dizem muito sobre a ética petista.

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