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Veja como “Fora,Riva!” unificou protestos em Cuiabá

VEJA NO VIDEO: Uma grande festa da democracia, dizia o advogado e acadêmico Sebastião Carlos. Uma manifestação popular como nunca se viu antes em Cuiabá, me garantiu o veterano jornalista Jê Fernandes, presença na praça com sua folclórica barba branca. A Marcha Contra a Violência e a Corrupção, nesta quinta-feira, 20 de junho de 2013, realmente impressionou pela quantidade e pela variedade do seu público. Uma maioria de jovens estudantes, de segundo grau e universitários. O procurador geral de Justiça, Paulo Prado, vestido a caráter, com as camisetas anti-PEC 37 comandava uma grande comitiva do Ministério Público. Marcelo Ferra, que tentou desmobilizar o MPE e tirá-lo da rua eu não encontrei. O professor Joacy Silva, vindo diretamente de Nova York, apareceu sorridente, cada vez mais anti-petista mas desdentada. O professor Robertinho Boaventura, ao lado do professor Maurélio Menezes, sonhava com o dia em que os protestos deixarão de ser simplesmente da classe média para serem do povo que, espera ele, algum dia descerá dos morros. O povo se concentrou em peso na Praça Alencastro e marchou cantando pela Avenida do CPA, numa postura meio utópica, meio anárquica, achando que não precisa de líderes para fazer valer o seu protesto – tanto que dispensou carro de som à frente da passeata e abafou as manifestações político-partidárias. Eu senti saudade do “Caminhando, cantando, seguindo a canção” e constato que essa foi uma caminhada quase sem canções. Mas havia muita gente dançando, uma garotada alegre batucando, vestida de índio. Por falta de um comando mais seguro, a manifestação teve outra ramificação, que partiu do Alencastro, subiu a Getúlio Vargas, passou pela praça do Choppão, desceu a Isaac Póvoas para só então tomar o rumo da Assembleia. Militantes partidários foram hostilizados mas a eterna musa do PT mato-grossense, a professora Enelinda Scala, distribuía beijos e flores em meio à praça Alencastro. Flávia Salem também uniformizou a sua equipe Águia, do jornal Circuito Mato Grosso e apareceu na manifestação com camisetas que bradavam: Basta! No meio da praça, firme como sempre, lá estava o intelectual Luís Carlos Ribeiro. Outros manifestantes partiram da região da Rodoviária diretamente rumo à sede do legislativo estadual. Lúdio Cabral mantinha seu jeito alegre de ser. O comerciante Paulo Gasparotto, líder do CDL, estava muito entusiasmado com a grande concentração de cuiabanos na praça. Muito cordato, o professor Euclides Lima, que traça letras em grafia delicada, sentou na calçada, e produzia cartazes aos borbotões, misturando política e poesia. Numa esquina da avenida do CPA, o empresário Aldo Locatelli me surpreendeu com lágrimas de emoção. As palavras de ordem e os gritos de protesto puxam em várias direções.A diversidade era tanta que uma garota, puxando o namoradinho pelo braço ostentava provocativo cartaz meio hilário, meio sexista, meio sem noção, dizendo que gay não precisa de cura, precisa mesmo é de piroka, assim mesmo, com k. Alguns pediam o afastamento de Dilma. Outros xingavam Blairo Maggi, dizendo que não se esqueceram do Escândalo dos Maquinários. Mauro Mendes foi muito, muito vaiado por ter feito uma redução na tarifa do transporte, em Cuiabá, que muitos apontavam como ridícula. Em meio à essa imensa diversidade, o que unificou, contudo, a galera nesta tarde e noite, em Cuiabá, foi o grito de “Fora, Riva!” e a quase unânime condenação à PEC 37, que propõe tirar do Ministério Público o direito de investigar, concentrando essa atividade apenas nas mãos da Policia. O traçado da caminhada – da Praça Alencastro até a sede da Assembleia Legislativa – já demonstrava bem o propósito dos manifestantes: expor o deputado José Geraldo Riva, deputado recentemente afastado da presidência da Assembleia por decisão judicial mas ainda exercendo o seu mandato de deputado estadual pelo PSD. Ficou patente que muita gente não entende por que Riva, já condenado por corrupção tanto no Tribunal de Justiça quanto no Tribunal Regional Eleitoral mantém-se no exercício do mandato, somando, além disso, ainda mais uma centena de processos ainda a serem julgados. Em entrevistas durante a caminhada, o advogado Bruno Boaventura, presidente, e o sindicalista Gilmar Brunetto, militante da Ong Moral, juntamente com o coordenador do MCCE em Cuiabá, Antonio Cavalcante, o Ceará, anunciavam o propósito de ingressar, nos próximos dias, com pedido para que Riva seja submetido à Comissão de Ética dada sua situação juridica que as duas entidades avaliam como insustentável.

fora riva - manifestação nas ruas de cuiabá

2 Comentários

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  1. - IP 177.193.164.193 - Responder

    nemhuma foto do “fora dilma”?????

  2. - IP 186.213.226.156 - Responder

    Pessoal, meu nome é Paulo Henrique O. Júnior, e-mail [email protected]. Remeti esta carta para a Ouvidoria e para os deputados da Assembléia Legislativa/MT bem como para alguns órgãos independentes da imprensa. Reconheço que o texto é longo e até cansativo, de qualquer forma agradeço a atenção daqueles que puderem ler. BRASIL!

    Cuiabá, 22 de junho de 2013 (sexta-feira).
    CAROS deputados da Assembléia Legislativa de Mato Grosso.
    De antemão, inicio esclarecendo que “CAROS” não quer dizer declaração de apreço ou amizade a vocês, a palavra significa o que é caro mesmo, de preço elevado, uma despesa que pesa no bolso de quem paga a conta, neste caso pesa no bolso da população, que paga CARO por resultados tão pífios produzidos por vocês. Outro detalhe, é que uso o tratamento informal de VOCÊS sem querer ofender, obviamente, mas assim faço por que o tradicional EXCELÊNCIA não lhes cabe com justiça, pois a produção da Casa não é nada EXCELENTE sob o ponto de vista da população que lhes paga os vultosos salários e benefícios, vocês recebem mês a mês vantagens que não existem em nenhum outro lugar do mundo, e convenhamos sem nenhum merecimento, mesmo porque em qualquer situação este dinheiro abusivo seria melhor empregado em favor da população. Afinal, em respeito aos votos que elegeram cada um de vocês, bem que poderiam ser mais aplicados e em honra aos votos recebidos, defenderem civicamente um melhor destino ao sofrido Estado de Mato Grosso.

    Assim, deixo a formalidade de lado, mas fiquem certos que quando fizerem por merecer, o povo terá satisfação em tratá-los de excelência, se é que isso lá tem alguma importância para alguém que realmente quer trabalhar pelo povo ao invés de ficar vivendo de títulos. Explicados estes pontos iniciais, venho informar que no dia 20.06.13 no início da noite, estivemos aí na AL/MT para uma visita cordial, sem dúvida, procurando notícias de como está indo os trabalhos da AL e ainda exigindo algumas providências. Evidentemente, não seria possível algum deputado receber a todos individualmente, afinal éramos aproximadamente 39.000 visitantes, realmente não haveria lugar para acomodar a todos confortavelmente, não é mesmo? Porém, infelizmente, o presidente da AL, preferencialmente, ou qualquer outro deputado, não tiveram a CORAGEM e espírito público suficientes para recepcionar ao ar livre os eleitores que ali compareceram, e aconteceu o que se esperava em se tratando de Brasil: as portas da AL estavam trancadas; os deputados ficaram sabendo do itinerário da manifestação contra a corrupção pelas redes sociais e sumiram do seu local de trabalho, vejam só, foi decretado ponto facultativo por causa da manifestação, se isto não é medo o que será? Assim, na dita Casa do Povo apenas nos aguardava a Polícia Militar (a qual aliás tem dobrado escala de serviço, sacrificando-se para poder acompanhar as manifestações, as quais não aconteceriam se o Brasil tivesse dirigentes e representantes públicos de qualidade).

    Assim, lamentavelmente, a visita restou frustrada, por culpa dos anfitriões, que se esquivaram de prestar contas ou de pelo menos procurarem um diálogo para saberem o que estava acontecendo, pois afinal propaga-se que ali é a Casa do Povo, mas será que é mesmo? Como poderia ser realmente se quando o povo ali comparece dá literalmente com as portas na cara? Por que a dificuldade de encontrar algum representante do povo para dialogar, para dar alguma resposta, para se explicar? Isto não seria nenhum favor, certamente, apenas obrigação de alguém que é eleito pelo povo; fiquem certos que aumentou ainda mais o descrédito da nossa Assembléia Legislativa. Ora, afinal pagamos do nosso bolso todo esse milionário aparato legislativo para sermos simplesmente esnobados? Além do mais, alguém que representa o povo tem horário para ouvir a quem representa? Vocês todos dizem nas campanhas eleitorais que estão à disposição de todos sempre que preciso, e no dia 20 de junho de 2013 foi preciso e ninguém se prontificou! Infelizmente para vocês, foi passada claramente para as 39.000 pessoas ali presentes uma imagem de medo por parte dos integrantes da A.L., pois queiram ou não queiram vocês são representantes do povo e queiram ou não queiram têm responsabilidades por isso. Mas a indagação que poderia surgir dos CAROS deputados (sendo o “caros” sempre no sentido de despesa elevadíssima, ok?), seria sobre os temas a serem tratados em uma eventual recepção democrática por parte de algum corajoso representante do povo naquela noite histórica. Pois bem, são indagações básicas que têm sido repetidas exaustivamente por longos anos e agora gritadas nas manifestações.

    Comecemos pela inacreditável situação de um deputado, José Riva, atolado até o pescoço em processos judiciais, ainda mesmo assim sendo eleito pelos seus pares para o cargo de Presidente da A.L./MT. Vocês não acham que isto é um tapa na cara de cada cidadão de bem deste Estado? Não é um escárnio hediondo contra a população? Vocês não têm senso do ridículo? Que respeito querem angariar agindo desta maneira? Foi preciso uma liminar do Judiciário para retirar o sujeito da presidência, porque vocês não somente o elegeram como o estavam mantendo no cargo; puxa vida pessoal daí não dá, haja paciência! Outra exigência, sim exigência, porque quem elege pode e deve exigir, será responder por que a A.L. não é transparente em suas contas, digo realmente transparente, melhor, absurdamente transparente, justificando e prestando contas de TUDO que é gasto ali, com atualização diária das despesas pelo menos no sítio eletrônico da A.L., por que não fazem isso? Alguém quer responder por que não é possível prestar rigorosas contas de como é realmente usado o dinheiro do povo? Dizer que o TCE fiscaliza não vale, as contas devem ser prestadas ao povo com detalhes minuciosos, além do povo que se preste contas a quem mais for entendido cabível ou a quem a lei determinar, mas o povo não pode ser o último a saber, como é feito por décadas e décadas. Alguém vai ter discernimento para mudar isto ou o silêncio sepulcral de praxe continuará a reinar?

    Outra cobrança que vem das ruas realmente é “intrigante”: por que tendo a A.L./MT estação própria de TV para divulgar seus trabalhos ainda assim precisa gastar milhões do dinheiro do povo para pagar intensa propaganda da Assembléia na TV, Rádio e Jornais? Ora, se já tem a TV própria não precisa gastar mais ainda, além do que já gasta com a própria TV, para abastecer de propaganda as TVs, Rádios e Jornais privados, isto se mostra óbvio ululante, mas mesmo assim temos milhões que poderiam ser usados em saúde, educação, segurança, saneamento, moradia, estradas etc., gastos inutilmente apenas para tentar convencer a população de que a A.L./MT é a melhor da Via Láctea! CAROS deputados, vocês acham que alguém, dotado de um mínimo de bom senso, acreditaria nestas propagandas? O descrédito de vocês é imenso, não tenham dúvida. Assim, não é por acaso que nunca vemos alguns órgãos da imprensa local divulgar as mazelas da A.L./MT, e quando o fazem é de forma circunstancial sem informar adequadamente o que está acontecendo, pois se o fizerem perdem as tais propagandas da A.L., que poderiam muito bem ser veiculadas na TV Assembléia sem despesas. Nenhum de vocês enxerga isto? Nenhum de vocês levanta a voz e exige providências contra este abuso? Dá licença!

    Outra situação que irrita sobremaneira a população, não somente os 39.000 visitantes esnobados pelos seus ditos representantes(?), é a proximidade exarcebada da maior parte dos deputados com o Executivo estadual. É uma ligação que beira à subserviência total, o que não pode acontecer em uma democracia. É preciso uma reflexão do Poder Legislativo estadual a respeito disto, não pode acontecer este monitoramento e influência do executivo sobre o legislativo, é o que se percebe, é o que a voz das ruas está trazendo, e é sempre salutar ouvir a voz das ruas, vocês sabem disso. Tomem uma posição a respeito, lutem por respeito senão nunca serão respeitados. É sabido que as manifestações não têm líderes, então que os representantes do povo corram atrás e se informem e tomem providências, mostrem a cara, façam anotações, corrijam-se sem depender de decisão judicial, mostrem a que vieram, façam mudanças urgentes! Ninguém quer representantes com medo da voz do povo, enfrentem suas responsabilidades sem temor, ouçam o clamor da população nas ruas e tomem providências, vocês estão ali para isso, exclusivamente isso, nada mais, honrem seus cargos, não se intimidem, assumam seu papel de legisladores livres sem pressões de Poderes ou grupos dominantes, reproduzam honestamente apenas as necessidades da população, não é favor, é obrigação, fiquem certos disso.

    Assim, por que não tomam a bandeira contra a corrupção, só para começar, e combatam em Mato Grosso, decididamente, esta praga que infesta o Brasil? Não é possível continuar como está, cada dia, cada semana, estoura um escândalo aqui, acolá, em todos os lugares, em TODOS os poderes estaduais e federais, dá nojo, ânsia de vômito mesmo, ver pessoas inescrupulosas surrupiando dinheiro que pertence à educação, saúde e a muitas outras necessidades deste Estado; parece uma competição da desonestidade para ver quem desvia mais dinheiro público neste Brasil, não é possível, como o país chegou a tal ponto? É preciso muita canalhice acontecer para chegar neste nível de deturpação do dinheiro público, isto é infame!

    Por sua vez, a A.L./MT também ajuda a engrossar a quantidade de escândalos, nem vou citar todos os desmandos, mas apenas uns poucos para não passar em branco, tal qual o escândalo das calcinhas, o escândalo dos cheques, a indústria das audiências públicas, o escândalo das cadeiras dos deputados, o esquema dos carros alugados… e outras muitas através dos tempos, e quanto ao destino do monstruoso escândalo das máquinas, o que a A.L./MT tem feito para acompanhar e informar a população a respeito? Não é porque está correndo na Justiça que vocês devem lavar as mãos, “alôôu” acorda A.L./MT! E outra coisa, existe ou não existe cartão corporativo na A.L./MT? Sabem aquele cartão com gastos ilimitados que alguns usam para gastos milionários sem controle algum, e daí existe? E se existe, por que existe e a prestação de contas?

    Afinal CAROS deputados, quem vocês pensam que são para cometerem ou deixarem que se cometam tantas traições ao povo deste Estado? Por que tanta arrogância e desprezo ao povo que somente é lembrado nas eleições? Onde está a honra, o civismo, o espírito público inerentes ao exercício do cargo? Por que aqueles que se dizem honestos não tomam uma posição ao invés de se omitirem? Se são honestos então venham a público e abram o jogo e cessem o silêncio, a omissão, pois a transparência é obrigação e não favor. O povo espera uma atitude imediata, uma posição clara, efetiva, contundente e produtiva dos legisladores em sua ampla atribuição constitucional; exerçam a função que lhes foi delegada pelo povo da maneira mais efetiva possível ou impossível se necessário, é esta a resposta que se espera, pois de discursos confortáveis e evasivos o povo brasileiro está cheio.

    Finalizando, a qualquer momento voltaremos na dita Casa do Povo para cobrar resultados, esperamos que alguém, preferencialmente o Presidente da A.L./MT, desta vez, tenha a CORAGEM e espírito público suficientes para receber a população, não tenham medo, somos as pessoas que os elegem, as mesmas pessoas que em tempo de eleição recebem sorrisos falsos e tapinhas traiçoeiros nas costas de pelo menos 99,999% dos candidatos, os quais após eleitos se tornam arrogantes, prepotentes e se fazem de esquecidos de seus compromissos com a população, então não temam CAROS deputados. Paulo Henrique O. Júnior – [email protected].

    P.S.: por favor, troquem a Bandeira Nacional do mastro da A.L., ela é muito pequena para a altura do mastro, logicamente sem superfaturar o preço da nova bandeira maior, peço encarecidamente

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