VÁRZEA GRANDE – UM POR TODOS E TODOS CONTRA OS CAMPOS

Partidos "traídos" se unem em torno de projeto de poder

Por Johnny Marcus

A desistência do deputado estadual Maksuês Leite (PP) da pré-candidatura à prefeitura de Várzea Grande causou o maior fuzuê no meio político al otro lado del rio. Ontem a tarde nove agremiações (PT, PMDB, PMN, PSL, PTB, PPS, PV, PSDB e PC do B) se reuniram na Câmara Municipal de Vegê na tentativa de construção de uma candidatura comum em contraponto ao pré-candidato democrata Júlio Campos e ao prefeito e (ainda) candidato à reeleição Murilo Domingos.

As lideraças políticas presentes não pouparam críticas à "traição" de Maksuês Leite. Canalha, moleque, irresponsável e vendido foram alguns dos "elogios" feitos ao deputado pepista. "Política é feita por homens com agá maiúsculo e não por covardes", disparou Mateus Magalhães, do PSL. Para o vereador petista Serginho Carismático não há motivos para se preocupar porque "Maksuês não é nada". Zelandes Santiago, também do PT, sentenciou: "Ele se vendeu".

Lázaro Donizete, presidente do PT várzea-grandense, usou os 80% de aprovação do presidente Lula na cidade e os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para lançar o seu próprio nome como terceira via. Só que o vice-prefeito Nico Baracat (PMDB) também aspira a vaga. Mateus Magalhães, do PSL, idem. E o PSB escolhe até quarta-feira entre Hernan Escudeiro e Marly Tomás.

Por várias vezes foi dito que o momento é de esquecer as vaidades e os projetos pessoais para que a coligação seja bem sucedida. Contudo, ninguém conseguiu responder com clareza como será escolhido esse candidato de consenso.

A trinca traída (PT, PMDB e PMN), convenhamos, está pagando pelo apoio precipitado e sem critério ao PP. Lázaro Donizete (PT) declarou "que nosso apoio baseava-se numa agenda que ainda seria construída". Nico Baracat (PMDB) afirmou "que nosso único ponto em comum com o PP era o desejo de derrotar os Campos" e Adão Barbosa (PMN) disse "que o que nos atraiu foi o novo. Tanto do ponto de vista político quanto da juventude de Maksuês".

Como se vê pelas respostas dos dirigentes, em nenhum momento houve um entendimento que tivesse como base um projeto de governo para a cidade de Várzea Grande. A construção era em cima única e exclusivamente de um projeto de poder. E do ponto de vista político, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. O professor e doutor em jornalismo pela UFMT, Roberto Boaventura explica: "Um projeto de poder responde à uma lógica internacional que pretende ser única para o planeta – que é o projeto neo-liberal. Nesse sentido, qualquer projeto que venha de encontro a isso, já desde o início tem dificuldade de seguir adiante. O que existe no Brasil são projetos de poder. O que mudam são as siglas, porque na essência os partidos polítics são rigorosamente os mesmos".

 

 

 

 

 

 

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