VAMOS EM FRENTE, BRASIL: Enquanto a presidente Dilma reforça presença brasileira na cúpula das nações, em encontro com um respeitoso Barack Obama, mobilização atucanada pelo 3º turno, mesmo com sectário e manipulador engajamento da mídia golpista, perde força neste final de semana em todo País. Aécio Neves jogou a toalha e se esconde, novamente. Com fuga de tucanos, só restou à massa que bate cabeça pelas ruas aplaudir o notório Jair Bolsonaro

Dilma e Obama: presidenta brasileira se impõe cada vez mais como uma das mais importantes líderes da "nueva América Latina"

Dilma e Obama: presidenta brasileira se impõe cada vez mais como uma das mais importantes líderes da “nueva América Latina”

O terceiro turno eleitoral, na disputa pela presidência do Brasil, pretendido pelos tucanos e sua reacionária área de influencia, vai perdendo força por todo o Brasil, apesar do evidente e esperado engajamento da mídia corporativa.

Em Belo Horizonte, conforme informa o isento Congresso em Foco, houve uma concentração de aproximadamente 3 mil pessoas e Belém, no Pará, de outras 4 mil. Ao menos pela manhã, essas manifestações documentam um claro enfraquecimento das mobilizações contra o governo federal e contra o governo legítimo da presidenta Dilma, em comparação com os protestos de 15 de março, quando o investimento golpista atingiu seu auge.

Em Brasília, por exemplo, os atos reuniram entre 45 e 50 mil pessoas em março e os números mais vibradores deste domingo falam em 25 mil brasileiros influenciados pelas teses golpistas. Já se vê que novos e crescentes investimentos se farão necessários para tentar provocar uma retomada da onda golpista nas ruas do Brasil.

Na capital federal, os protestos começaram por volta das 9h30 e terminaram aproximadamente às 12hs, uma hora e meia antes do previsto. O sol forte atrapalhou as mobilizações. O tempo também foi o responsável por atrasos nas manifestações em São Luís, no Maranhão, onde, por causa das chuvas, o início do protesto sofreu um atraso de uma hora. Na capital maranhense, os atos reuniram 300 pessoas, conforme a PM.

Ainda em Brasília, sempre conforme o Congresso em Foco, dois grupos de manifestantes em Brasília entraram em confronto, quando a marcha começava a ocupar a frente do Congresso Nacional. A briga começou por que algumas pessoas se irritaram com um grupo ligado à Ordem Dourada do Brasil, formada por militares da reserva que defendem a “intervenção militar Constitucional”.

Movimentos pelo Brasil não repetem adesão de março – é o que registra, também, o Zero Hora, que pontifica pelo PIG em Porto Alegre mas parece ter um desconfiômetro que funciona melhor do que o de seus pares. A forçação de barra, exaltativa dos atos deste domingo ficam por conta, claro, por veículos de ponta do PIG, como Folha de S. Paulo, O Globo, Estadão. Só que, como se sabe, o Partido da Imprensa Golpista não fala mais sozinho – e o esvaziamento das mobilizações golpista não tem como se esconder.

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Por Maíra Teixeira e David Shalom – iG São Paulo

O ato dos Revoltados Online estava previsto para começar às 11h, mas o caminhão de som atrasou e só chegou meio dia

Com diária de R$ 8 mil, caminhão de som foi pago por cerca de 40 integrantes do Revoltados Online
Maíra Teixeira/iG

Com diária de R$ 8 mil, caminhão de som foi pago por cerca de 40 integrantes do Revoltados Online

“Aqueles que achávamos que seriam nossos líderes, FHC, Aécio e Álvaro Dias estão escondidos”, disse Wilson Gandolfo Filho, empresário e integrante do grupo Revoltados Online. De acordo com o manifestante, é preciso ir às ruas contra a corrupção.

 

“Queremos o impeachment da Dilma, o fim das urnas eletrônicas, que o governo dos Estados Unidos já comprovou que a empresa que faz as urnas frauda os votos. Queremos o Toffoli fora do STF”, afirmou. Em linhas gerais, o movimento pede que o os políticos venham para as ruas lutar com o povo e não fiquem nos caminhões de som.

O ato dos Revoltados Online estava previsto para começar às 11h, mas o caminhão de som atrasou e só chegou meio dia. Em razão do atraso, o evento só começou por volta das 13h30, com o Hino Nacional. O grupo se concentra na região da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, esquina com a Avenida Paulista, em São Paulo.

Segundo Marcelo Reis, líder do Revoltados Online, o movimento é apartidário e a estrutura montada para o ato deste domingo (12) foi divido por cerca de 40 pessoas. O aluguel do caminhão de som custou R$ 8 mil de acordo com ele.

Trânsito

Por volta das 12h30, todas as estações de metrô permaneciam abertas. O acesso à Avenida Paulista pela Avenida Brigadeiro Luiz Antônio está fechado na altura da Alameda Santos. No início da tarde, a Paulista permanecia aberta, mas a CET sinalizou que deve fechar a avenida conforme começarem a chegar mais manifestantes. A quadra do MASP já está fechada para carros. A ciclo faixa de domingo segue funcionando. Poucos carros circulam no local.

IMAGENS: Veja fotos dos protestos contra o governo Dilma pelo Brasil:

Deputado Bolsonaro é ovacionado por manifestantes em São Paulo. Foto: Maíra Teixeira/iG
Manifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />
. Foto: David Shalom/iG São Paulo
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Manifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />
. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas
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Diversos grupos protestam contra o governo na praia de Copacabana, zona sul do Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Diversos grupos protestam contra o governo na praia de Copacabana, zona sul do Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Manifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo . Foto: David Shalom/iG São Paulo
Manifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo . Foto: David Shalom/iG São Paulo
Manifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo . Foto: David Shalom/iG São Paulo
Manifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo . Foto: David Shalom/iG São Paulo
Com diária de R$ 8 mil, caminhão de som foi pago por cerca de 40 integrantes do Revoltados Online. Foto: Maíra Teixeira/iG
Caixão com bandeira do Brasil é levado por manifestante, durante protesto na Praça da Bíblia, em Goiânia. Foto: Reprodução/Instagram
Foto de Francieli Juliani mostra as manifestações em Brasília. Foto: Reprodução/Instagram
Movimento #TôNaRua acompanha os protestos em Brasília. Foto: Reprodução/Instagram
Mulher exibe cartaz durantes as manifestações de 12 de abril. Foto: Reprodução/Instagram
Foto de Helena Verônica Drabzi mostra os protestos em Copacabana, Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/Instagram
Manifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />
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Apesar do sol forte, os manifestantes aderiram ao protesto deste domingo (12) em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília
Brasília: como se viu no protesto de 15 de março, os manifestantes adoraram o verde e o amarelo. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA
Em Brasília, o acesso dos manifestantes à Praça dos Três Poderes foi bloqueado pela polícia. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília
Faixas e cartazes contra o governo foram o principal acessório dos manifestantes em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília
Em Brasília, manifestantes se reuniram na Esplanada dos Ministérios. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília
Em Brasília, a segurança do protesto contra o governo foi reforçada com cerca de 2 mil policiais. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília
Brasília: roupas nas cores nacionais e o Hino do Brasil fizeram parte da manifestação. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília
Em Brasília, os manifestantes partiram da Praça do Museu em direção a Esplanada dos Ministérios. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília
Aldeia antiga no México está encoberta por seis metros de lava<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />
. Foto: INAH
Brasília: maioria pediu a saída de Dilma e o fim da corrupção. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA
Ao todo, 3 mil militares foram mobilizados para acompanhar as manifestações em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ato organizado pelas redes sociais transcorre em clima pacífico, com muito pais acompanhados dos filhos também em Brasília. Foto: Valter Campanato/ABr
A população de todo o Brasil sai as ruas, pela segunda vez, para protestar contra o governo federal. Em Brasília, protesto começou pela manhã. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
Cerca de mil  pessoas, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, se concentram na manhã deste domingo (12) na Praça do Museu, região central de Brasília. Foto: Rafaela Felicciano/JBr
protestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahia
protestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahia
protestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahia
protestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahia
protestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahia
protestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahia
protestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahia
Um mini trio elétrico chegou ao local da manifestação, em Salvador, por volta das 9h30. Foto: iG Bahia
Em Salvador, na Bahia, os manifestantes começaram a chegar por volta das 9h. Foto: iG Bahia
Na Bahia, manifestantes seguram cartazes contra Dilma Rousseff e o ministro Dias Toffoli, do STF. Foto: iG Bahia
No Farol da Barra, em Salvador, a faixa inclui o PT e a prefeita de Dias D'Ávila, entre os criticados. Foto: iG Bahia
Na segunda manifestação em Salvador, na Bahia, é maior o número de pessoas com cartazes. Foto: iG Bahia
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ANTI-DILMA

Imagens descrevem parte do combustível que move manifestantes na Avenida Paulista

Preconceito, desinformação, ódio de classe, ideologia, revolta com a corrupção, anticomunismo, indignação e outros sentimentos que podem ser vistos e dispensam palavras
por Redação RBA 
MARCIA MINILLO/RBA
Reforma política

Um grupo caprichou nas cores e na conclusão de que o país não precisa de reforma política. Basta tirar a Dilma

MARCIA MINILLO/RBAReforma política
Mas há quem defenda que a reforma política é necessária
MARCIA MINILLO/RBASeletivo
Manifestante empunha faixa que resume como quer acabar com a corrupção
MARCIA MINILLO/RBAFora Dilma
Aguardando carregamento da página, dois terços da operação em andamento, conforme deu no Datafolha

quatro-dedos.jpg

MARCIA MINILLO/RBATerceirização
O metalúrgico Maurício Pereira da Silva talvez participe também da paralisação do dia 15 contra o PL 4.330
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Os golpistas perderam a vergonha

Por Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho:Às vésperas das marchas do dia 12, a Folha publica uma malandríssima pesquisa em que aponta um suposto apoio da população ao “impeachment” da presidenta Dilma.Malandríssimo por duas razões: para tentar estimular as manifestações de domingo, e porque a própria pesquisa induz as respostas.

Eles manipulam a opinião pública, depois fazem pesquisas para avalizar o resultado da sua própria manipulação.

É um jogo perfeito. Perfeitamente canalha.

A grande mídia tem escondido a operação Zelotes e o Suiçalão (o último pegou os próprios donos da Folha, os donos da RBS e a viúva de Roberto Marinho), e feito uma cobertura totalmente enviesada da Lava Jato, onde as delações contra o PT viram manchetes garrafais; as contra o PSDB são descaradamente omitidas.

Pior, a pesquisa chega exatamente no momento em que o governo começa a virar o jogo, com a nomeação de Michel Temer para a articulação política do governo e a solução dos problemas da Petrobrás.

O governo Dilma completou 100 dias e, aos trancos e barrancos, vai entrando nos eixos, superando os tropeços políticos do caminho, e iniciando uma agenda positiva.

A mídia, que passou a demitir em massa, está desesperada, e tenta a sua última cartada.

Nelson Rodrigues dizia que os idiotas perderam a modéstia.

Poderíamos parafraseá-lo e afirmar que os golpistas perderam a vergonha.

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Maioria apoia abertura de processo de impeachment, mostra Datafolha

RICARDO MENDONÇA
EDITOR-ADJUNTO DE PODER

Quase dois terços dos brasileiros (63%) afirmam que, considerando tudo o que se sabe até agora a respeito da Operação Lava Jato, deveria ser aberto um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

O desconhecimento a respeito do que aconteceria depois disso, porém, é grande.

No grupo dos que defendem a abertura de um processo que, no fim, poderia resultar na cassação da petista, só 37% sabem que o cargo de presidente ficaria com o vice. Quando instados a mencionar o nome do vice, metade desse subgrupo erra.

Conclusão: só 12% dos eleitores brasileiros são a favor de um processo de impeachment contra Dilma, estão conscientes de que o vice assumiria o cargo e sabem que o vice é Michel Temer (PMDB).

As conclusões são de pesquisa Datafolha finalizada na sexta-feira (10), dois dias antes das manifestações programadas contra a presidente para este domingo. O instituto ouviu 2.834 pessoas. A margem de erro é de dois pontos.

Dilma não é investigada pela Operação Lava Jato, que descobriu a existência de um vasto esquema de corrupção na Petrobras, mas o Ministério Público Federal afirma que parte da propina paga pelas empresas que participaram do esquema foi repassada na forma de doações ao PT.

Embora o maior grupo da população apoie a abertura do processo de impeachment –posição que nenhum partido relevante defende explicitamente até agora–, a maioria (64%) não acredita no afastamento de Dilma. Menos de um terço (29%) acham que a presidente seria afastada.

O apoio aos protestos contra a presidente é alto (75%), assim como a taxa de eleitores que associam Dilma ao escândalo de corrupção na Petrobras, objeto da investigação da Operação Lava Jato.

Para 57%, Dilma sabia da corrupção na estatal e deixou acontecer. Outros 26% opinam que ela sabia, mas nada poderia fazer para impedir.

A pesquisa mostra também que a Lava Jato pode estar alterando a percepção dos brasileiros a respeito dos problemas do país. Pela primeira vez, o tema corrupção aparece empatado com saúde na liderança do ranking de maiores preocupações. Para 23%, o maior problema é a saúde. Para 22%, corrupção.

O instituto apurou um empate também –este no limite da margem de erro– ao simular uma nova eleição presidencial. Se Dilma fosse cassada e novas eleições fossem convocadas hoje, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) alcançaria 33% das intenções de voto contra 29% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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MAIS INFORMAÇÃO

Globonews lê cartazes contra Dilma e pelo impeachment, mas não a faixa que defende ao mesmo tempo a Globo e o golpe militar

publicado em 12 de abril de 2015 às 14:25

Captura de Tela 2015-04-12 às 14.01.03

por Luiz Carlos Azenha, no blogue Viomundo

Do ponto-de-vista numérico, as manifestações do 12 de abril foram um tremendo fracasso.

Segundo o UOL, do diário conservador Folha de S. Paulo, eram 52 mil pessoas em todo o Brasil às 14 horas.

No entanto, na Globonews, das Organizações Globo, os protestos foram um tremendo sucesso.

“Tranquilidade”, “família”, “verde-amarelo” e outras descrições anódinas marcaram a descrição feitas pelos repórteres da emissora, que se misturaram aos manifestantes.

Nunca antes na História deste País a Globo tinha feito o que vem fazendo: ir a uma manifestação, ler de forma seletiva os cartazes e permitir que o som natural vaze na transmissão, com gente gritando “Fora Dilma”, “Fora PT” e outras palavras de ordem.

Vocês já viram a Globo fazer isso num protesto do MST ou contra o tucano Geraldo Alckmin? Jamais.

É óbvio que a notícia do dia, de que as manifestações fracassaram do ponto-de-vista numérico, não dominou a cobertura. Por que fracassaram? Cansaço? Indiferença? Dissensão interna? A Globonews simplesmente se esqueceu da verdadeira tarefa do jornalismo, que é esclarecer.

A certa altura, uma repórter em São Paulo fez referência ao fato de que os diferentes carros de som na Paulista utilizavam diferentes palavras de ordem. Mas, ficou nisso. Não entrou em detalhes. Por motivos óbvios: alguns destes carros de som pedem intervenção militar, o que não se enquadra no que a Globo acha aceitável mostrar aos que estão em casa.

A Globo não leu, por exemplo, a faixa que aparece acima, fotografada pelo Leandro Prazeres, do UOL, em Brasília.

Notem o detalhe: além de pregar o golpe, a faixa assume a defesa da Globo (no canto inferior direito) com a frase “a mídia sob ataque”.

Globo e golpe militar, tudo a ver!

Ainda que involuntariamente, no entanto, a Globonews acabou mostrando a intolerância que foi a marca do 15 de março e esteve de volta hoje, nas ruas: em Copacabana, um homem de camisa vermelha foi perseguido por manifestantes e teve de sair escoltado pela Polícia Militar.

É isso mesmo: um homem de camisa vermelha, aparentemente com uma grife no peito, sem qualquer relação com o PT ou com algum partido comunista.

Um simples homem de camisa vermelha, cujo cerco resume o que a Globonews não mostrou: “intolerância” e “golpismo” andaram juntos com “tranquilidade” e “família”.

PS do Viomundo: A Globonews faz mais que cobrir o evento, faz a convocação de quem está em casa ao enfatizar a todo o momento que “tem mais gente chegando”, “famílias inteiras”, etc.

5 Comentários

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  1. - IP 179.216.213.56 - Responder

    Manifestação boa são as de 100 pessoas da cut né, isso quando não pagam a “diária manifestante” para alguns coitados!

  2. - IP 177.132.241.178 - Responder

    E o que ENOCK do PT acha dos 60%de ruim e péssimo do desgoverno DILMA, revelados na última pesquisa data folha.Analise para nós, estamos loucos para saber sua opinião, aliás, do Ademar,do Ceará ,”et caterva”.FALA CACETE!

  3. - IP 201.47.154.3 - Responder

    O Governo Federal e o PT se afundando naquilo que eles mais gostam e os petistas e petralhas comemorando com a merda entrando pelo nariz.

  4. - IP 201.15.64.76 - Responder

    Para o blogueiro e o “escrivinhadô” do artigo , protesto legitimo só os PAGOS com lanche pão com salame, aos meia duzia que comparecem em nome do pt ( in memoriam) ; os “destrói plantação “do mst e os gatos pingados do tal de fica dillma.

  5. - IP 187.6.74.168 - Responder

    Nossa Enock…. antigamente tinha grande apreço por você, mas com o tempo e esse puxa saquismo seu….. tá difícil, hein ?!?

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