Usando denúncia velha e arquivada, segundo o parlamentar, Chico de Góis, jornalista de O Globo, inclui, no livro “Os ben$ que fazem os políticos”, o deputado Wellington Fagundes entre políticos com enriquecimento suspeito, conseguido depois que assumiram mandato e representação popular. Tranquilo, Wellington diz que jornalista usou dossiê que adversários fizeram contra ele, no longínquo ano de 2004. Com forte espírito democrático, completou: “Não tenho nada contra o jornalista e não gosto de briga. Ele tem direito de escrever o que quiser”

wellington fagundesO deputado Wellington Fagundes é um democrata que devemos admirar. Isso fica patente diante de sua reação ao livro “Os ben$ que os políticos fazem“, da autoria do jornalista Chico de Góis, que é da equipe de reportagem de O Globo, lançado aparentemente aproveitando a onda do Mensalão e a atual propensão da maioria das pessoas de bater na classe política e reforçar o preconceito da população contra a representação popular. Mas contra as pretensas revelações de Chico de Góis e essa sua biografia não-autorizada, Wellington Fagundes teve reação altaneira: “”Não tenho nada contra o jornalista e não gosto de briga. Ele tem o direito de escrever o que quiser.” Procurado por Chico de Góis, antes do lançamento do livro, para esclarecer os fatos listados, Wellington conta que não deu atenção porque não se tratava de coisa que o preocupasse. “Se fosse algo novo, teria respondido, mas não era o caso”.  Segundo ele, as pretensas revelações de Chico de Góis sairam “de um dossiê que fizeram contra mim em 2004, quando fui candidato a prefeito de Rondonópolis. Não tem nada de novo”. O livro está nas livrarias, à disposição dos interessados, sem sofrer qualquer questionamento de Wellington que adota, assim, postura bem diferenciada de C hico Buarque, Caetano Veloso e demais artistas do Procure Saber . O autor, Chico de Góis não será alvo de qualquer retaliação por parte do parlamentar do PR. Perfeito, Wellington Fagundes, perfeito. (EC)

 

Livro sobre políticos ricos cita Wellington

Obra de jornalista mostra políticos que enriqueceram após entrar na vida pública

RODRIGO VARGAS
DIÁRIO DE CUIABÁ

Um livro que conta a história de políticos que enriqueceram no exercício dos mandatos, lançado ontem em Brasília, dedica um capítulo inteiro à evolução patrimonial do deputado federal Wellington Fagundes (PR).

Escrito pelo jornalista Chico de Gois, repórter da sucursal do jornal O Globo na capital federal, “Os ben$ que os políticos fazem” (280 páginas / Editora Leya) descreve o parlamentar mato-grossense como um “midas em certos negócios”.

“É a história de um político que aumentou muito o seu patrimônio, sempre sob desconfiança de irregularidades. Procurado, não explicou como conseguiu tanto dinheiro assim”, disse o autor, em entrevista ao Diário.

A reportagem teve acesso às 16 páginas que tratam de Fagundes. Em um trecho, Gois descreve como “muito expressivo” o incremento no total de bens declarado por ele à Justiça Eleitoral nas campanhas de 2006 e 2010: de R$ 681 mil para R$ 7,2 milhões, ou 958%.

“No período de quatro anos, Wellington se tornou um grande criador de gado – adquiriu 4.802 cabeças de bovinos, que, segundo informou, somavam R$ 3,3 milhões”, diz o livro. “Em 2010, o deputado também passou a ter dinheiro em conta corrente, um patrimônio que, em outras declarações, não havia sido informado”.

O livro enumera empresas (hotéis e emissoras de rádio e TV, entre outras) registradas em nome da mulher, dos filhos e de um sobrinho do congressista.

“Na cidade [Rondonópolis], todos comentam, com certeza, que o parlamentar é proprietário de várias emissoras de rádio e TV. Oficialmente, nada aparece em seu nome”, diz.

Além de Fagundes, o livro aborda os casos de outros nove políticos brasileiros. Para definir os “alvos”, Gois conta que decidiu limitar o universo de pesquisa a políticos com mandato no Legislativo (Congresso, assembleias e câmaras das capitais) e que tivessem tido variação patrimonial acima de R$ 1 milhão.

Segundo ele, o resultado do levantamento mostrou que os políticos “não se preocupam com a transparência”. “Quando confrontados, dizem apenas que tudo está declarado à Receita Federal. Mas os eleitores não têm acesso ao Imposto de Renda”, relata.

Gois critica, ainda, a Justiça Eleitoral, por não verificar adequadamente as informações apresentadas pelos candidatos. “A declaração é apenas uma burocracia a mais para o candidato, porque a justiça eleitoral não verifica se o que ele informa está correto”.
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Deputado diz que denúncia é ‘velha e arquivada’

DIÁRIO DE CUIABÁ
O deputado Wellington Fagundes disse ontem que o capítulo escrito pelo jornalista Chico de Gois a seu respeito tem como base uma “denúncia velha e já arquivada”.

“Tudo isso saiu de um dossiê que fizeram contra mim em 2004, quando fui candidato a prefeito de Rondonópolis. Não tem nada de novo”, minimizou.

Segundo ele, suas declarações de renda foram “auditadas pela Receita Federal” após a denúncia.

“Não encontraram nenhum indício de irregularidade. Tanto que o Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público foram unânimes pelo arquivamento”, disse.

No livro, o autor lista dez perguntas que foram encaminhadas à assessoria do deputado, mas que não tiveram resposta. Fagundes disse que os questionamentos “não mereciam nem resposta”.

“Se fosse algo novo, teria respondido, mas não era o caso”, argumentou.

Sobre o fato de ter sido citado entre políticos que enriqueceram de forma “suspeita”, o congressista disse ver com “naturalidade” a situação. “Não tenho nada contra o jornalista e não gosto de briga. Ele tem o direito de escrever o que quiser.” (RV)

2 Comentários

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  1. - IP 189.59.53.78 - Responder

    Ué,não tô entendendo.Se é mentira é ofensa.Se é ofensa,cabe retratação e processo por danos morais.Quer dizer que o dep. vai dispensar essa possibilidade?Mas como ele é magnânimo e bonzinho!

  2. - IP 200.242.94.131 - Responder

    Um babaca esse chico góis, pagos pelos que realmente enriqueceram para escrever um livreto sobre seus adversários. Se fosse m livro de verdade deixaria de fora as grandes figuraças da política nacional???

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