Unimed rompe contrato de mais de 15 anos com Jornalistas

Unimed Cuiabá Notifica Sobre Rescisão de Contrato Com o Sindicato Dos Jornalistas de Mato Grosso by Enock Cavalcanti

enock cavalcanti e a unimed cuiabá

A Unimed Cuiabá e Eu

Por Enock Cavalcanti

Dia 21 de outubro a advogada Ana Paula Córdova Ribeiro que, em outros tempos, já foi minha enteada, me liga: chegou uma notificação da Unimed Cuiabá aqui em casa, dirigida a você e dizendo que o plano que a Unimed Cuiabá mantinha com o Sindicato dos Jornalistas foi extinto. Você precisa cuidar disso.

No meio de tantos problemas e desafios em minha vida, mais esse. A Unimed Cuiabá está rompendo um contrato de mais de 15 anos que mantinha com o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso. Mas não avisou ao Sindicato.

Dirigiu uma notificação a mim, a este velho jornalista de 62 anos de idade, dizendo que o plano coletivo que mantinha com Sindjor acabou. Será que a Unimed também está querendo acabar comigo?

E a Unimed Cuiabela diz, na tal notificação (veja no destaque), que se eu quiser, que vá lá na sede deles em busca de uma nova opção de plano. Sim, na Unimed Cuiabá é assim que tratam os velhos.

Na notificação, que a Dra. Ana Paula escaneou e me repassou e publico no destaque, a Unimed Cuiabá diz que manter o plano não lhe interessa mais, pois o plano que deveria reunir 25 vidas, só reúne atualmente 5. Descobri que outra das notificadas é a veneranda jornalista Lígia Lemos, mãe do Marcão. Cinco velhos jornalistas. Não consegui ainda descobrir quem são os outros três. Para a Unimed, agora, somos o mesmo que nada.

Ora, velhos jornalistas que há mais de 15 anos mantém o pagamento rigoroso de suas mensalidades, não mereceriam um atendimento de forma mais humanizada? Por que, ao invés de extinguir o plano, a Unimed Cuiabá, com benemérita paciência, não esperou o paulatino desaparecimento desses cinco últimos moicanos?

Parece que a Unimed Cuiabá tem pressa – e mandou o aviso frio, burocrático, datado de 5 de outubro mas só entregue nas mãos da empregada da Dra. Ana Paula no dia 21. Eu que me vire. A dona Ligia Lemos que se vire.

Será que ela, a Unimed Cuiabá, não poderia, decentemente, nos convidar a nós, os cinco segurados, os cinco últimos dos moicanos, e à diretoria do Sindicato dos Jornalistas para uma conversa, uma negociação prévia, antes de adotar esse rompimento unilateral do contrato?

No Judiciário brasileiro são milhares e milhares de ações envolvendo a pretensa desumanidade da Unimed. Será que vou ter que embarcar nessa canoa?

Para ainda tentar a negociação humana e prévia, que não houve, busquei saber junto ao doutor Kamil Fares, o aclamado executivo da Unimed em Cuiabá, o que estava havendo. Liguei para a Roseli Arruda, que atua no marketing da cooperativa. Não encontrei mais o número do celular do Dr. Kamil, que já entrevistara, liguei para o meu amigo dileto, o doutor Gabriel Novis Neves, que já foi sócio do dr. Kamil e imagino que seja amigo dele, em busca de uma intercessão.

A Roseli Arruda disse que ia ver quem poderia me atender e me explicar melhor o caso. Depois, não disse mais nada.

O Dr. Kamil, no primeiro momento, informou ao Dr. Gabriel que não estava sabendo do caso, iria atrás das minúcias.

Falei com o Marcos Lemos e ele me expressou a surpresa com que sua mãe, dona Ligia, recebera a notificação da Unimed Cuiabá. Ele disse que também iria procurar conversar com o Dr. Kamil.

Encontrei o ex-vereador Luis Poção e ele me informou que o Dr. Kamil está voltando ao comando da Unimed Cuiabá, a partir de 2016, retomando uma cadeira que já foi sua. Talvez nunca tenha deixado de ser sua.

O Dr. Gabriel Novis me retornou, dizendo que o Dr. Kamil retornara para ele, dizendo que o rompimento do contrato com o Sindjor se dera porque era um contrato que não atendia mais às suas especificações, não contava mais com o número mínimo de jornalistas acordados, mas que seria ofertada uma opção de migração para os contratantes que restavam, respeitando os direitos adquiridos.

Contou-me o Dr. Gabriel que, lá na sua troca de telefone com o Dr. Kamil, ele pedira que o Dr. Kamil me ligasse ou pedisse a alguém da Unimed Cuiabá que me ligasse para mostrar-me essa possibilidade de conciliação. O Dr. Kamil nem ninguém da Unimed Cuiabá me ligou até este domingo. Eu que vá atrás, não é mesmo? Prevalecem os termos da notificação. Eu sínto-me, mais do que nunca, um dos últimos dos moicanos, como no livro do James Fenimore Cooper.

Nesse meio tempo eu também falei com a senhorita Monyque Borges, que atende no SAC da Unimed Cuiabá, via 0800, contei do meu sufoco e ela disse que iria pesquisar a melhor forma de negociar uma saída para o meu problema. Pedi cópia do tal contrato, ela disse no primeiro momento que ia conseguir. Depois me ligou dizendo que a Unimed Cuiabá não dispunha da tal copia, que eu deveria pedir essa cópia junto ao Sindicato.

A jornalista Priscila Mendes, que atua na direção do Sindicato dos Jornalistas, foi quem me informou que a ruptura do contrato pela Unimed não fora formalmente comunicada à entidade. E também contou que a Unimed há um bom tempo não vinha mais aceitando a adesão de novos jornalistas dentro das condições celebradas no contrato com o Sindjor.

Vejam que toda essa negociação começou para mim na quinta-feira, 22 de outubro, quando a Dra. Ana Paula, me informou da chegada da notificação da Unimed Cuiabá à sua casa, sendo entregue pela Unimed à sua empregada, apesar de se tratar de uma notificação dirigida a mim, Enock Cavalcanti, titular do plano, onde também estão a minha filha Silvana Cordova e minha ex-mulher, a professora Olívia Córdova.

Na quinta e na sexta, fui trabalhar com estes problemas pairando sobre a minha cabeça.

No sábado e domingo, fui fazer as provas do Enem com estes problemas pairando sobre a minha cabeça.

Só na segunda-feira, no início da tarde, vou conseguir estar lá na sede da Unimed Cuiabá para saber o que eles me oferecem para substituir o meu Plano Coletivo Plus, pelo qual eu e minhas dependentes não pagávamos, por exemplo, co-participação em exames e consultas. Será que este é um dos direitos garantidos que a Unimed Cuiabá vai continuar me garantindo?

Tenho 62 anos de idade, minha ex-mulher tem 63, somos idosos, a legislação da nossa pátria nos garante uma série de direitos que espero que a Unimed Cuiabá saiba, também, preservar.

O livro do James Fenimore Cooper sobre os moicanos é um livro que li quando tinha uns 12, 13 anos. Todo mundo deveria ler. Eu gostava da série que passava na antiga TV Rio, quando eu era criança e ainda morava lá em Nova Iguaçu. Tudo isso é um retrato na parede – e eu gosto de relembrar essas coisas. A saga de Hawkeye e Chingachgook. As histórias que vão forjando nossa visão do mundo.

Será que o Dr. Kamil, em sua infância, também se emocionou ouvindo contar sobre a extinção dos moicanos? Aqui, em Mato Grosso, é importante importante falar dos paiaguás, dos bororos, dos kreen-akarore…

Voltarei ao assunto.

6 Comentários

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  1. - IP 187.123.10.79 - Responder

    Viva o SUS. Temos de lutar por um SUS único e acabar com a medicina privada.

  2. - IP 187.54.245.108 - Responder

    Bem vindo para realidade! Achou que com um telefone resolveria. Ops! Eles são obrigados a te fornecer cópia do contrato CDC.

  3. - IP 79.58.157.33 - Responder

    Tem que pagar Enock, igual a todo mundo, vc não é melhor que ninguém!!!!

  4. - IP 189.59.69.195 - Responder

    E para nós idosos, mesmo pagando um plano muito caro da Unimed, ainda temos de pagar do bolso as consultas com os nossos geriatras, pois, quase todos saíram da Unimed porque recebiam mal.

  5. - IP 177.41.87.251 - Responder

    Gente, não precisa nada disso de pagar particular de saúde.

    Vocês não se lembram que o Lullão falou que a saúde pública estava à beira da perfeição??

    Como? O Lullão estava mentindo??

    Mas vocês, não dizem que eLLe não mente??

    Ah, vocês também estavam mentindo??

    Agora, falando sério, Enock, não se deixe enrolar, procure logo um advogado e faça valer os seus direitos, pois gente não é colchão para ser desacatado depois de usado.

  6. - IP 177.3.227.45 - Responder

    Eu pago por um plano já ha 22 anos , mas confesso que estou desanimado. Hoje em dia o atendimento por plano de saude parece um SUS levemente melhor. Levemente.
    A verdade é que somos espoliados ; pelos impostos e ainda temos que pagar planos de saude ; escola particular, segurança particular, seguros…….

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