gonçalves cordeiro

UM OUTRO MATO GROSSO É POSSÍVEL: Paulo Brustolin, no comando da Secretária da Fazenda, dá exemplo para as demais autoridades públicas de Mato Grosso. Profissional de sucesso, resolveu dispensar o uso de carro oficial e vai para o trabalho usando seu próprio veículo. Vejam, senhores e senhoras desembargadores, senhores e senhoras promotoras de Justiça, que usar o próprio veículo e deixar de ficar tentando mamar “auxilio transporte” nos cofres da Viúva, não desonra ninguém.

 

 

Paulo Brustolin

Paulo Brustolin

A notícia não ganhou destaque nos jornais amigos e nos sites amestrados. Pelo contrário. Vi que no “Folha Max”, o Claudio Moraes, numa atitude estranha, fez até uma crítica babaca contra a atitude do secretário, como se ele estivesse incorrendo em um ato de “demagogia”. Ora, Cláudio Moraes, vá se catar.

O fato é que o secretário de Fazenda do Governo de Mato Grosso, Paulo Brustolin, que veio dos quadros diretores da Unimed, em Cuiabá, onde pontificava como executivo muito bem remunerado, acaba de adotar uma atitude que, no meu humilde entendimento, o honra muito.

É que o Paulo Brustolin resolveu dispensar o uso do carro oficial que a administração de Pedro Taques lhe garantiria se ele assim o quisesse. O Paulo não vai sobrecarregar o tão sobrecarregado cofre do Estado com esta despesa. Imagino que um executivo de tanto sucesso ( o professor Gabriel Novis Neves me sugeriu que o salário do Brustolin, na Unimed, superava a casa dos 6 dígitos), disponha de poderosos e luxuosos veículos motorizados de sua propriedade à sua disposição. Por que, então, insistir em ser conduzido, daqui prali, em veículo chapa branca, com motorista à sua disposição?

A cabeça do Paulo Brustolin, ao que parece, se move por conceitos bem diferenciados daqueles que movem a cabeça da maioria dos desembargadores, desembargadoras, juízes e juízas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que, muito recentemente, a gente viu no noticiário, se mobilizando para garantir o recebimento de um auxilio transporte de R$ 3,3 mil, todo mês, que seriam sacados dos cofres públicos. Não fosse a reação da ministra Nancy Andrighi, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, lá de Brasília, e essa sangria desatada estaria instalada, consagrando mais um privilégio para nossa elite judiciária em meio à realidade tão conflitada de Mato Grosso e do Brasil.

Quanto aos promotores e procuradores de Justiça, bem, ao que consta, esses continuam “mamando” tranquilamente e há muito tempo a sua verba extra para transporte e outros que tais, como se fossem uma espécie de marajás pantaneiros. Tem gente que não se emenda.

Paulo Brustolin, com essa sua recusa a usar uma das “carruagens reais” à disposição do núcleo duro do Poder Executivo, reage à atitude insensata de uns e outros que parece que não estão nem aí para a paçoca. Merece, por isso, nosso respeito.

Pouco sei do desempenho dele na Secretaria da Fazenda. Não gostei do fato dele ser um dos secretários que vem respaldando o arrocho salarial patrocinado pelo governador Paulo Taques em cima dos policiais civis e já acenando com mais arrocho para cima de outras categorias de servidores públicos.

Mas, à medida que Paulo Brustolin, nesse episódio dos carros oficiais, demonstra que não é uma pessoa deslumbrada,  replicando aqui o gesto que tanto destacou o jornalista e hoje senador Reguffe (PDT) lá em Brasília, já fico com esperança de que ele possa ser também um homem incapaz de contribuir para a exploração insensata dos demais servidores em nome de etéreas “razões de Estado”. Quem sabe.

Por isso, nesta quinta-feira, quando o encontrei no restaurante Okada, no CPA, em nome desta muda esperança, fiz questão de saudá-lo.

5 Comentários

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  1. - Responder

    NÃO SE PODE NEGAR QUE É UMA BOA ATITUDE ESTA DO SECRETÁRIO. MAS ENOCK…. PROMOTORES E PROCURADORES DE JUSTIÇA NÃO POSSUEM CARRO OFICIAL E RECEBEM LEGALMENTE O AUXILIO TRANSPORTE….. NÃO SE PODE POR ISSO QUALIFICÁ-LOS COMO “MARAJÁS PANTANEIROS”… ISSO É OFENSIVO E ALTAMENTE DEMAGÓGICO

  2. - Responder

    Estou de acordo. Estado tem que pagar salário, subsídio, contraprestação pelo trabalho. Qualquer outro auxílio (transporte, moradia, creche[sim, creche], alimentação etc) é benefício desvirtua a igualdade em relação ao povo, que em regra não ganha nada disso pelo seu trabalho. É desnecessário e é cortesia com o chapéu alheio, pois são abomináveis benefícios pagos com dinheiro público.

  3. - Responder

    Sou da opinião de Pedro Taques deveria incentivar os secretários a irem trabalhar de bike ou Nike . Um dia vai correndo o outro pela ciclovia que é o que deveria virar aquele corredor do VLT fantasma. Pronto, falei!

  4. - Responder

    Bike ou Nike ! amei …kkkkkkk

  5. - Responder

    A imprensa noticiou que o Secretário Brustolin deixou um salário de de R$ 50.000,00 na UNIMED para receber um remuneração de cerca de R$ 20.000,00 como titular da SEFAZ, ou seja ele está tendo uma perda de cerca de R$ 30.000,00 mensais, R$ 390.000,00 anuais ou R$ 1.560.000,00 em quatro anos de Governo.

    Faço votos de que essa perda de remuneração de R$ 1.560.000,00 em quatro anos seja por amor a Mato Grosso!!!

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