VELHA POLÍTICA: Mauro já está atrás de beijo do Silval

Mauro e seu vice, Malheiros, repetindo o roteiro davelha política e desprezando o recado das urnas, já estão interessados em uma reaproximação com o governador Silval, depois dos embates eleitorais, jogando criticas e denúncias para debaixo do tapete. Otaviano Pivetta, reeleito prefeito de Lucas, discorda

A velha política gosta muito de apelar para o pragmatismo. É o  que se vê, novamente, em Cuiabá, onde o candidato do PSB, Mauro Mendes, eleito prefeito de Cuiabá, e seu vice, o deputado João Malheiros (PR) já dão sinal de que estão querendo voltar às boas, depois dos arranca-rabos que marcaram a campanha eleitoral em Cuiabá, com o governador Silval Barbosa.

Os esclarecimentos cobrados do Governo do Estado, certamente, serão deixados de lado, talvez até as ações levadas à Justiça contra Éder Moraes, porque, apesar do discurso, a velha política não sabe governar sem um conchavo nos bastidores.

Em entrevista ao Olhar Direto nesta segunda, Malheiros defendeu uma reconciliação quase que imediata com o governo contra a campanha de Mauro fez tantas denúncias com argumento singelo: “Silval é meu amigo”.

Na coletiva que deu à imprensa, na sede da produtora que fez sua campanha, também nesta segunda, Mauro Mendes, indagado por este blogueiro, procurou negar qualquer richa mais séria com o atual governador de Mato Grosso. “Só fiz uma crítica ao Governo, no caso dos repasses para a Saúde”.

Quem votou sonhando com o fortalecimento de um bloco de Oposição, que articularia os deputados do PSB e do PR na Assembléia e os novos prefeitos eleitos, com uma rearticulação do Mato Grosso Muito Mais, no rumo de 2014, pode ir botando a viola no saco. Pelo menos se depender do ímpeto de Mauro Mendes.

João Malheiros quer conciliar e se alinhar.

Mauro Mendes quer conciliar e se alinhar.

Desfeita a mesa da entrevista, o prefeito eleito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, para consolo deste blogueiro, disse que a minha argumentação estava correta. “O Mauro, inclusive, demorou a bater neste governo que é o pior governo que já vi em Mato Grosso, em todos estes anos em que estou aqui.  O certo é continuar questionando o governo e com dureza. Se a pergunta fosse pra mim é o que eu ia dizer”, pontuou Pivetta. Para brecar o alinhamento já em andamento, talvez a ação de políticos menos pragmáticos, como o Pivetta demonstra ser, neste momento, seja fundamental. Ou toda a disputa política que marcou a campanha em Cuiabá foi só para ingles ver.

Ou isso, ou a deputada Luciane Bezerra (PSB) continuará a ser uma voz isolada e quase sempre anulada na Assembléia.

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ENTENDA O CASO

Após eleição, Malheiros defende ‘reconciliação’ com o governo: ‘Silval é meu amigo’

LUCAS BÓLICO
OLHAR DIRETO

Passada a eleição e superados os argumentos de campanha, o vice-prefeito eleito de Cuiabá, João Malheiro (PR), defende a “reconciliação” do bloco com o governo do Estado, alvo de críticas na disputa feitas para atingir o candidato apoiado pelo Paiaguás.

Mendes conseguiu ‘captar’ votos de áreas onde Lúdio Cabral liderava e venceu em todas zonas eleitorais
Mauro Mendes afirma que Silval nunca teve compromisso com a capital de MT

“Da minha parte é tranqüilo porque tenho amizade com Silval [Barbosa (PMDB)] e sei o quanto Silval é focado em ajudar Cuiabá, não vejo problema nenhum, nosso relacionamento é bom, vai continuar sendo bom e quem vai ganhar isso é Cuiabá”, declarou após a totalização dos votos.

Para exemplificar o ‘alinhamento’, Malheiros lembra que fez parte do staff da atual gestão e afirma que pode ser a ponte entre a prefeitura e o Estado. “Eu posso contribuir efetivamente para que nos possamos ter uma boa relação com o governo do estado, onde o governador é meu amigo, onde eu era secretário de cultura até poucos dias, enfim, eu tenho um relacionamento afetivo com o governador, e eu tenho relacionamento impar com a Assembleia Legislativa como um todo”, declarou.

Malheiros ainda diz que fez uma disputa limpa e declara que apoiaria Francisco Vuolo (sem partido) caso o ex-republicano fosse o candidato a prefeito. Na disputa que nós tivemos com o Vuolo, eu sai da secretaria no mesmo dia que ele disse pra ele o seguinte: se ele fosse candidato a prefeito eu iria apoiá-lo, ele não sendo candidato a prefeito eu seria candidato a vice prefeito e só de Mauro Mendes”, informou.

“Isso porque eu acreditava que era o melhor para Cuiabá e o povo reconheceu isso, mas fizemos uma campanha limpa. Nós fomos com o Vuolo para a convenção municipal, que não precisava, porque eu já tinha o referendo da estadual. Fui para a convenção municipal, ganhei na convenção municipal com sobra de votos e a regional endossou”, relembra.

“Depois ele abandonou o partido e foi justamente apoiar o outro lado, um ato que não deveria ter sido feito, mas não respondo pelos atos dos outros só pelos da gente e mesmo com isso, mesmo com outras adesões que tiveram, mesmo com o Estado, com o governo federal, mesmo com a vinda de Lula, mesmo com a exploração do beijo que tanto fizeram, o povo cuiabano sobre diferenciar e escolher aquele que vai governar Cuiabá”, finalizou .

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Mauro ameniza críticas a Silval e diz que não o atacou em pleito

Nayara Araújo
RDNEWS

Na tentativa de amenizar as críticas proferidas contra o governador Silval Barbosa (PMDB) ao decorrer da campanha, o prefeito eleito no último domingo (28), Mauro Mendes (PSB), negou, durante coletiva, ter feito qualquer enfrentamento intenso a Silval. Ele pontuou que a única denúncia foi a dos repasses no valor de R$ 34 milhões para a Assembleia Legislativa, enquanto a saúde pública da Capital vivia um verdadeiro caos devido aos atrasos. Quanto as acusações de uso da máquina em prol da candidatura do vereador Lúdio Cabral (PT), Mauro se ateve apenas em dizer que o fato se tratava de uma ‘análise política’.

“Não fiz enfrentamento intenso ao Silval, a única coisa que denunciei foi o repasse para a AL, e tirando essa crítica, nenhuma outra foi feita”. O socialista reforçou ainda que pretende ter uma relação de respeito com o peemedebista,  do modo como ele entende que deve ser o convívio entre prefeito e chefe do Executivo. “Quero ser um parceiro do governador. Ele é um homem democrático e os entreveres da campanha deverão ficar no passado, temos que virar a página”

5 Comentários

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  1. - IP 189.73.215.248 - Responder

    Mauro Mendes correndo atrás do Silval para ajudá-lo a governar Cuiabá?
    Uai, ele não era auto-suficiente, não vivia condenando Lúdio que pregava colaboração, alinhamento, do governo Federal e Estadual com a Prefeitura de Cuiabá?
    Para se aproximar do Silval vai ter que sair por ai apagando do You Tube tudo o que ele falou de mal do governador, da mesma forma que Taques fez para se aproximar de Blairo Maggi?

  2. - IP 200.140.107.188 - Responder

    Uai, Enock. Quer dizer que o fato de Fernando Haddad procurar o Governador Alkmim e o prefeito Kassab seja prática da “velha política”. Menos Enock, menos!

  3. - IP 187.123.25.163 - Responder

    Uma coisa é a visita protocolar, Gabriel, a relação institucional, que todo governante deve cumprir. A idéia de alinhamento, sem dúvida nenhuma, foi uma proposta anticonstitucional assumida indevidamente como eixo da campanha do PT aqui em Cuiabá. Com um eixo que não se sustenta, onde é que a campanha poderia ir parar? Mas outra coisa, penso eu, data venia, é o Mauro Mendes, um dia depois de eleito, querer negar que fez campanha denunciando uma série de irregularidades praticadas pela administração estadual, que podem ser resumidas nos ataques cotidianos ao uso da máquina do Governo do PT-PMDB contra a sua campanha. Além do mais, um descalabro como os repasses por “excesso de arrecadação” à Assembléia do superprocessado deputado Geraldo Riva (PSD), em meio à greve crise da Saúde e do sucateamento de importantes estruturas do Estado, precisam continuar a ser cobrados e precisam ser esclarecidos – já que Lúdio se omitiu quanto a esta cobrança, durante a campanha e, espero, o Mauro não vá se omitir na pós-campanha. É preciso manter o foco no interesse da sociedade, prezado internauta, e não no interesse partidário. Para os salamaleques, existe sempre o cerimonial. Nas frentes de batalha, como nos ensinaram estrategistas como von Rommel e Napoleão Bonaparte, a melhor defesa continua sendo o ataque. Ou você acha que não começou a batalha por 2014?

  4. - IP 189.10.99.202 - Responder

    MT muito mais, quer que Silval e Riva se explodam! Vão passar o trator por cima desses dois e de todos os caititus da assembléia que tiverem com eles; Chega de noticias tentando denegrir o movimento, MAURO MENDE GANHOU, PONTO FINAL; Agora é no doze (12), quiça Silval consiga terminar seu mandato a exemplo de Riva, sendo que nesse caso, muito provavelmente vá para as grades fazer companhia pra seu parceiro de maracutaias Joaão Arcanjo Ribeiro; Não existe possibilidade de alinhamento com PMDB, o que ocorrerá é a tentativa de manter uma relação institucional, até porque, mal se passou as eleições e plantam noticias sem credibilidade de algo que se supõe; Oras, se malheiros é amigo de Silval, o problema é deles, o Prefeito é MAURO MENDES e, esse governará em prol do Povo de Cuiabá, visando construir uma oposição forte rumo a 2014, algo que nós colaboradores já estamos fazendo, não curtindo ressaca eleitoral. PEDRO TAQUES 2014, no doze!!!!!!!

  5. - IP 200.140.20.67 - Responder

    Conversas republicanas sobre os problemas relativos a Cuiabá é dever e direito dos eleitos tratar com o fraco Governo do Silval , ir na linha do Malheiros dizendo sr amigos e que vão afinar as relações é outro caso. As urnas deram respostas para essa união , ambos começam a desprezar o apoio do maior politico da capital em referência de credibilidade junto ao eleitorado , o Senador Pedro Taques. Buscar entendimento administrativo no caso estrutural da cidade é urgente realizar , fazer disso aproximação politica é um erro. Vamos aguardar mais conversas que surgiram nesse sentido para depois vermos a posição do Senador junto aos seus aliados.

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