Um apelo ao Ministério Público Federal: divulgue logo parecer sobre denúncias de fraudes à licitação, operadas à sombra da OAB-MT. Essa demora do MPF em se pronunciar está levando a categoria dos advogados daqui a situação inusitada: ter como candidatos, advogados suspeitos de participarem de esquema criminoso!

A secretária-geral adjunta e um conselheiro federal e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal por suspeita de fraudes em licitações. O caso está sendo investigado desde o início do ano e até agora não se tem um parecer definitivo do MPF sobre a questão: houve ou não houve fraude a licitação neste caso, levado ao MPF pelos integrantes da Ong Moral – o Movimento Organizado pela Moralidade Publica e Cidadania?

As eleições para renovação da diretoria da OAB, em Mato Grosso, estão prestes a acontecer e o MPF, ao invés de colaborar para desanuviar o ambiente na Ordem, esclarecendo devidamente os fatos, parece que vai empurrando a investigação com a barriga e, com isso, se estabeleceu uma situação espantosa, em nosso Estado: a eleição na OAB será realizada  no próximo dia 23 e cerca de 8 mil advogados e advogados que estão adimplentes com a entidade e em condições de participar das eleições estão sendo constrangidos a comparecerem às urnas com uma nuvem plúmbea de suspeição a pairar sobre algumas de suas figuras mais proeminentes, já que a fraude, ao que se denuncia e até agora não foi esclarecido pelo MPF, envolveria até mesmo o atual presidente da seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil.

É situação, sem dúvida nenhuma, esdrúxula. Logo na categoria dos advogados, que tem entre seus compromissos a lisura nos negócios públicos!

A própria Ordem dos Advogados, que prescreve e defende tantos afastamentos provisórios nos demais poderes, não foi capaz, em Mato Grosso de fazer o seu dever de casa, afastando aqueles profissionais colocados em suspeição, a partir do inquérito instaurado pelo Ministério Público!

Doutos e respeitados profissionais, como Renato Gomes Nery, Paulo Taques, Edaurdo Mahon, João Celestino Corrêa da Costa, ergueram suas vozes para defender o afastamento preventivo. Mas a seccional da OAB fez ouvidos de mercador a estas prédicas moralizadoras. Imaginava-se, então, que o MPF agiria com celeridade, para propiciar importante contribuição à depuração dos processos de gestão da Ordem dos Advogados em nosso Estado.

Mas qual! O MPF parece atingido e contaminado pela mesma prática que também tanto censura, pelo Brasil afora, na prática cotidiana do Poder Judiciário! A lerdeza, a atuação imprecisa e sem prazo claro de conclusão!

Fica, então, o apelo desde humilde advogado e cidadão-blogueiro e militante da Ong Moral ao Ministério Público Federal: coloque logo tudo em pratos limpos.  Acenda uma luz na escuridão!

Nós que lutamos por Eleições Municipais Limpas, queremos também Eleições Limpas, na OAB, sem a participação de possíveis advogados fichas sujas. Para que isso aconteça, é imprescindivel que o MPF se manifeste o quanto antes.

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