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Trabalhadores e trabalhadoras nas ruas, contra as OSs e as terceirizações. Além do Palácio Paiaguás, manifestantes protestaram diante da Federação de Indústrias de Mato Grosso. Nova manifestação acontecerá dia 30

Nesta terça-feira, dia 6 de agosto, Dia Nacional de Luta contra o PL 4330, como em todo o país, a Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT/MT), as demais Centrais Sindicais e os movimentos sociais em Mato Grosso também foram às ruas dizer “NÃO” ao nefasto PL 4330, do deputado Sandro Mabel (PMDB/GO).

Para o presidente da CUT/MT, João Luiz Dourado, o PL 4330 – o PL da Terceirização – não pode ser aprovado. “O PL precariza as relações de trabalho. Implanta a interposição fraudulenta da mão-de-obra”, afirma Dourado.

Os/as trabalhadores/as se concentraram na praça Ulisses Guimarães, às 15h, e saíram, às 16h30, em caminhada pelo Centro Político Administrativo de Cuiabá. A primeira parada foi em frente à Federação das Indústrias do Mato Grosso (FIEMT) para dizer aos patrões que a classe trabalhadora não aceita o PL 4330 que acaba com os direitos trabalhistas e com o trabalho decente. “Queremos aqui fazer uma manifestação contra a Federação das Indústrias que querem aprovar esse projeto que rasga a CLT”, disse João Dourado.

Durante a caminhada a coordenadora geral do Sindicado dos Trabalhadores em Educação na Universidade Federal de Mato Grosso (Sintuf/MT), Léia de Souza Oliveira denunciou o estrago que a terceirização está fazendo na Universidade Federal de Mato Grosso. “O PL 4330 é um mal que assola todo o serviço público federal. Hoje, estamos com a ameaça eminente da instalação de empresa privada que vai gerir o Hospital Universitário, terceirizando os serviços de saúde. Aliás, essa empresa é uma nova forma de terceirização, é uma quarteirização, pois a empresa poderá contratar outra empresa de serviços terceirizados para estar gerindo uma área estratégica que é a saúde pública. Hoje a UFMT possui em seu quadro de funcionários mais de 30% terceirizados, precarizando as relações de trabalho em áreas estratégicas”, denunciou a coordenadora do Sintuf/MT.

“Achamos que esse PL 4330, se for aprovado, vai tirar de cena a possibilidade de termos um Estado referenciado socialmente, com políticas públicas na área de educação e saúde, que de fato incluam a cidadania que se encontra excluída desses mínimos direitos de cidadania”, concluiu Léia.

A segunda parada foi em frente à Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso para protestar contra as Organizações Sociais na Saúde (OSS). Um modelo de gestão adotado no Governo Silval Barbosa que transfere recursos públicos da SUS para essas organizações empresariais.

A primeira parada da manifestação puxada pelas Centrais Sindicais, em Cuiabá, foi em frente à Federação das Indústrias do Mato Grosso (FIEMT) para dizer aos patrões que a classe trabalhadora não aceita o PL 4330 que acaba com os direitos trabalhistas e com o trabalho decente. "Queremos aqui fazer uma manifestação contra a Federação das Indústrias que querem aprovar esse projeto que rasga a CLT", disse o presidente da CUT/MT.

A primeira parada da manifestação puxada pelas Centrais Sindicais, em Cuiabá, foi em frente à Federação das Indústrias do Mato Grosso (FIEMT) para dizer aos patrões que a classe trabalhadora não aceita o PL 4330 que acaba com os direitos trabalhistas e com o trabalho decente. “Queremos aqui fazer uma manifestação contra a Federação das Indústrias que querem aprovar esse projeto que rasga a CLT”, disse o presidente da CUT/MT.

A caminhada terminou na porta do Palácio Paiaguás. As Centrais Sindicais e os Movimentos Sociais cobraram do governador Silval Barbosa o fim das OSs na saúde e a aprovação da Lei de Iniciativa Popular que revogam as leis complementares 150/2004 e 417/2011 (leis garantem a contratação das Organizações Sociais na Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso). As entidades que formam o Comitê em Defesa da Saúde Pública conseguiram coletar mais de 30 mil assinaturas de apoio a Lei de Iniciativa Popular.

Outra cobrança feita ao governador diz respeito aos recursos da educação. O governador e os deputados aplicaram um golpe, de forma sorrateira, retirando do texto da Constituição Estadual a obrigatoriedade de aplicar os 35% dos recursos próprios do Estado na educação, conforme prevê o texto constitucional de Mato Grosso.

O secretário de comunicação da CUT/MT, Robinson Ciréia, que fez parte da coordenação da caminhada, encerrou o ato diante do Palácio Paiaguás, informando ao governo e aos deputados que as centrais sindicais e os movimentos sociais voltarão às ruas no dia 30 de agosto. “Os trabalhadores da educação entram em greve dia 12 de agosto, os servidores da UFMT param dia 30 e vamos parar mais categorias para voltar aqui, no dia 30 de agosto, para cobrar o fim das OSS na Saúde, exigir a aplicação dos 35% dos recursos do estado na educação”, afirmou o dirigente cutista encerrando a manifestação.

fonte SINTEP MT

1 Comentário

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  1. - IP 179.216.197.88 - Responder

    tbém sou contra a tercerização, eles não tem nenhum compretimento com o serviço público e tratam os funcionarios efetivos com o maior desrespeito. Pronto falei mesmo . kkkkkkkkk

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