Trabalhadores da CAB entram em greve em Cuiabá. Grevistas cobram reajuste salarial de 8%, além dos 6% de perdas inflacionárias. Presidente do Tribunal do Trabalho, desembargador Edson Bueno, limita direito de greve dos trabalhadores e quer 50% da categoria trabalhando nas estações de tratamento. LEIA A DECISÃO

Desembargador Edson Bueno limita direito de greve dos trabalhadores da CAB em Cuiabá by Enock Cavalcanti

 Os grevistas da CAB, em Cuiabá, reivindicam a aprovação de um piso salarial de R$ 1.019,00. Hoje, o piso é de apenas R$ 834.

Os grevistas da CAB, em Cuiabá, reivindicam a aprovação de um piso salarial de R$ 1.019,00. Hoje, o piso é de apenas R$ 834.

Funcionários da CAB Ambiental, empresa responsável pelo abastecimento de água na capital, entraram em greve nesta sexta-feira (02) por tempo indeterminado. Eles alegam que não houve avanços nas articulações quanto o aumento salarial da categoria, que já é discutida há alguns meses.

Segundo o secretário do Sindicato dos Trabalhadores de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de Cuiabá (Sintaesa), Clei Roberto, os trabalhadores pedem um aumento salarial de 15%, no entanto, conforme ele, a empresa oferece somente o acréscimo de 5,4% de perdas inflacionárias. “A inflação é um número ficcional. A água aumentou absurdamente neste último mês, o bolsa família teve um acréscimo de 10%. Entendemos que devemos ter um aumento digno, de acordo com as nossas necessidades”, disse Roberto.

Atualmente, um funcionário da CAB ganha R$830 bruto, com a aprovação do aumento o salário passaria para R$ 1.019,00.

Uma reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT) foi marcada para esta segunda-feira (05), para decidir o futuro da greve dos trabalhadores.

Atendimento à população

Apesar da paralisação, Roberto assegurou que a população de Cuiabá não será prejudicada com a falta de abastecimento de água. Ele afirmou que equipes de distribuição e produção nas principais áreas da capital continuam em atividade normalmente.

Como o caso da região da avenida 8 de Abril, no qual a Secopa causou a quabra de uma rede de abastecimento de água, próxima ao córrego. A CAB e o sindicato informaram que o fornecimento dos bairros Beira Rio, Centro Sul, Dom Aquino, Grande Terceiro, Jardim Europa, Praeirinho, Praeiro, São Mateus e Porto está temporariamente suspenso até a manutenção da tubulação. A previsão para conclusão está prevista para hoje (02), no período da tarde. No entanto, a volta será gradativa, uma vez que demora cerca de 48 horas para que o abastecimento volte ao normal.

Liminar

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) , desembargador Edson Bueno, concedeu liminar limitando o direito de greve dos trabalhadores da Cab Ambiental. Segundo o documento, os funcionários ligados ao Sintase deverá manter no mínimo 50% dos empregados em exercício das atividades essenciais, que são nas Estações de Tratamento de Água, Captação e Centro de Controle Operacional.

Já nas de atendimento ao público, corte, faturamento e arrecadação, o número de trabalhadores não pode ser menor que 30%.

Outro lado

Em nota, a concessionária disse que a proposta apresentada pelo sindicato está além da realidade praticada no país, com percentual de reajuste de mais de duas vezes sobre o valor da inflação acumulada.

Conforme ainda em nota, a empresa apresentou uma proposta no dia 1º de abril deste ano, mas não houve uma contraproposta dos trabalhadores quanto às negociações e manteve, assim, a proposta inicial.

“A inflexibilidade do sindicato fica clara, uma vez que as discussões estavam em andamento, pois a empresa foi comunicada no dia 30 de abril, via telefone, a participar de uma mesa de negociações junto ao Ministério Público do Trabalho, que ocorrerá na próxima segunda-feira, 5 de maio, onde o MPT será o mediador conforme solicitação do Sintaesa”, afirmou.

“Dessa forma, resta evidente que o processo negocial não foi encerrado. E a paralisação das atividades foi uma medida extrema adotada pela assembleia/sindicato, sem aguardar uma definição ou interrupção negocial de ambas as partes, o que não ocorreu”, declara.

FONTE FOLHA DO ESTADO

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TRT/MT fixa percentual de trabalhadores que devem se manter em atividade

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT), desembargador Edson Bueno, atendeu parcialmente os pedidos formulados pela CAB Ambiental em Ação Cautelar ajuizada nesta sexta-feira (2) na Justiça do Trabalho devido à greve de seus trabalhadores.

Na decisão liminar, o magistrado determinou ao Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de Cuiabá (Sintaesa) que garanta a manutenção em atividade de 50% dos empregados dos setores de reservatórios/boosters, estação elevatória (nos quais estão equipamentos que precisam ficar ligados todo o tempo para evitar falta d’água), nas estações de tratamento (ETA Central, ETA Porto, ETA Tijucal), Centro de Controle Operacional, entre outros.

Já nos setores de atendimento/corte (que incluem respostas a solicitações e reclamações); faturamento, leitura e arrecadação (nos quais são informados os valores dos serviços ao cliente e emissão de fatura) o percentual de pessoal que deve permanecer em atividade durante a greve foi fixado em 30%.

Ao fixar esses percentuais, o desembargador ressaltou que “a manutenção dos trabalhos em determinados setores da empresa justifica-se pela natureza da atividade desenvolvida pela Requerida e, ao mesmo tempo, visa evitar que o movimento grevista se desmobilize pelo seu enfraquecimento, o que dificultaria a própria negociação coletiva”.

Em caso de descumprimento desses percentuais, foi fixada multa diária no valor de 10 mil reais, em favor do Fundo Estadual de Apoio ao Trabalhador (Feat), instituído pela Lei Estadual 7.903/2003.

Audiência de Conciliação

O magistrado designou, para o próximo dia 8, a data de realização de audiência para tentativa de conciliação entre a empresa e os trabalhadores. A audiência será realizada a partir das 9 horas, no auditório 3 do TRT/MT.
(Processo PJe 0000080-12.2014.5.23.0000)

FONTE TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO

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Funcionários de concessionária de água entram em greve em Cuiabá

Categoria cobra reajuste salarial e vale alimentação.
Serviços administrativos e de manutenção foram suspensos.

Pollyana AraújoDo G1 MT

Os funcionários da CAB Cuiabá, concessionária do serviço de abastecimento de água na capital, entraram em greve nesta sexta-feira (2) por reajuste salarial e outros benefícios. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de Cuiabá (Sintaesa), a classe vem discutindo há alguns meses a aprovação de um novo piso salarial, porém, sem avanço. Por conta disso, decidiu paralisar as atividades até que a situação seja resolvida.

Até o fechamento dessa reportagem, a concessionária não havia respondido aos questionamentos do G1 acerca das reivindicações dos trabalhadores.

A categoria cobra aumento salarial de 8%, além dos 6% de perdas inflacionárias. “Há dois anos não temos reajuste, só o da inflação, mas sem ganho real”, afirmou o presidente do sindicato, Ideueno Fernandes. Os grevistas reivindicam a aprovação de um piso salarial de R$ 1.019,00. Hoje, o piso é de R$ 834.

Metade dos serviços deve ser mantida durante a greve, deflagrada por tempo indeterminado. O órgão conta com 636 funcionários, conforme o presidente do sindicato. Segundo ele, as estações de tratamento de água e esgoto continuarão a funcionar normalmente e, desse modo, à princípio, o abastecimento não deve ser afetado. Serão suspensos os serviços de manutenção de cavalete, trabalhos administrativos e comerciais, bem como a substituição de cavaletes e de leitura e emissão de fatura.

“Nossa mão de obra atua prioritariamente na construção civil, que foi valorizada nos últimos anos, mas nós não tivemos nenhum reajuste, como o setor teve”, reclamou. Ele contou que a empresa fez uma contraproposta de reajuste salarial, no entanto, de acordo com ele, a proposta foi para a reposição da inflação do período, mas que não houve ganho real.

 FONTE G1

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