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TJ derruba liminar de Ornellas que soltara 7 traficantes

Policia se mobiliza, agora, para voltar a prender os traficantes liberados liminarmente pelo desembargador Manoel Ornellas, que compõe o Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

A PEDIDO DO MPE
TJ derruba liminar que soltou sete traficantes
Antonielle Costa

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso derrubou nesta quarta-feira (20) a liminar que garantia a soltura de sete pessoas acusadas de tráfico de drogas, entre elas um homem já condenado a 18 anos de prisão. A decisão acatou um pedido do Ministério Público Estadual que recorreu do despacho dado pelo desembargador Manoel Ornellas, em regime de plantão.

Dentro os soltos estão: o fazendeiro Adalberto Pagliuca Filho, apontado como líder da quadrilha, a esposa dele, Regina Célia Cardoso Pagliuca, 3 filhos, Adalberto Pagliuca Neto (filho), Elaine Cristina Pagliuca da Silva, Regis Aristide Pagliuca, o genro, Joelson Alves da Silva, e Lori Gasparin. Eles foram presos com mais 45 pessoas, durante uma operação da Polícia Federal em 2011.

No pedido de soltura que foi acatado por Ornellas, o advogado dos acusados, Leandro William Desto Ribeiro, destacou que a mudança de comarca, de Porto Esperidião (326 km a oeste da Capital) para a Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado, afrontava o direito dos acusados ao devido processo legal. Além disso, Ribeiro salientou que várias provas usadas para embasar a ação foram consideradas nulas por outras decisões.

Em sua decisão, Ornellas pontuou que a mudança de comarca gerou outros atos que podem ser considerados como coação. “É evidente a demora na tramitação dos autos, não obstante ao número de réus para apurar 2 fatos, uma vez que eles já estão presos há mais de ano, inclusive rés do sexo feminino que foram indiciadas apenas em escuta telefônica”.

Com a nova decisão, os acusados serão procurados pela polícia.

Prisões

Em novembro de 2011, a Justiça de Mato Grosso, por meio do juiz de Porto Esperidião, Fernando Fonseca Melo, expediu 49 mandados de prisão preventiva, dos quais 28 foram cumpridos no Estado. Parte dos acusados, 14 no total, já estavam detidos e por isso os mandados foram cumpridos dentro da prisão.

Além da prisão dos acusados de ser traficantes, a PF apreendeu 15 carros de luxo, um jet ski, sete armas, R$ 1,1 mil, 49 munições, vários computadores e notebooks munições e 8 Kg de cocaína apreendidos na fazenda do acusado.

Entre os carros, haviam modelos como um Volkswagen Amarok, C4 Palas e Ford Fusion. Conforme a Polícia Federal, os membros da quadrilha, que atuava em 11 Estados, tinham o costume de ostentar riqueza. O fazendeiro Alberto Pagliuca foi apontado pela PF como o líder do bando de traficantes.

3 Comentários

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  1. - IP 177.17.207.41 - Responder

    Responsabilização nas constas desse desembargador!! Tanto por sua “celeridade” no plantão, quanto pelo gasto que agora o governo vai ter para mobilizar a polícia em busca dos bandidos. Esse togado precisa ser penalizado, no mínimo, no bolso. Quando falam em ausência de controle externo das decisões judiciais, tem-se que limitar apenas quanto à decisão, não quanto aos procedimentos escuros que levam à decisão. Ou seja, tem que responsabilizar!!

    • - IP 201.15.105.146 - Responder

      Você é louco, responsábilizar o desembargador!! Como é burro, dá zero pra ele!! Acorda Alice, você está no país das maravilhas!!

  2. - IP 177.64.229.238 - Responder

    É lamentável que o poder esteja nas mãos de pessoas mal preparadas e mal intencionadas.
    Esse senhor conhecido no meio como o MOA, esta direto envolvido em polêmicas e ninguém competente toma uma providência para puní-lo, basta lembrar do caso da menor que cobra até hj na justiça o direito de fazer com que ele faça o teste de DNA da criança que ela diz ter com ele dela, e não sei por quê? Ele consegue ficar enrolando e não vai fazer o teste, se um cidadão comum hj se negar a fazer o teste do bafômetro, ele vai preso, e ainda o cidadão comum, ja teria sido conduzido de forma coercetiva. Quem não deve não teme.
    Por que ele não analisa então os coitados presos por roubar “galinhas”, se é que vcs me entendem, éééé… isso mesmo…, Aqueles que estão mofando na cadeia. a muito mais de ano.
    Fica o questionamento de um cidadão comum.

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