SUSPEITA DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO: Major Wanderson Nunes, presidente da Associação de Oficiais da PM e Bombeiros, acusa Faiad de “fazer declarações que não correspondem à verdade” e quer investigação da OAB e do MP sobre subestabelecimento assinado pelo advogado Romão Poli Fº

 

De acordo com o major Wanderson Nunes, em nota distribuida nesta segunda-feira, "ao fazer declarações que não correspondem à verdade dos fatos, o advogado Dr. Francisco Faiad joga com as palavras e parece querer confundir os fatos e as pessoas". Ouvido pela repórter Antonielle Costa, Faiad se recusou a se manifestar sobre o assunto.

De acordo com o major Wanderson Nunes, em nota distribuída nesta segunda-feira, “ao fazer declarações que não correspondem à verdade dos fatos, o advogado Dr. Francisco Faiad joga com as palavras e parece querer confundir os fatos e as pessoas”. Ouvido pela repórter Antonielle Costa, Faiad não quis  se manifestar sobre o assunto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Membro da associação de oficiais da PM diz que Faiad mente e quer investigação

O advogado é acusado de supostamente ter falsificado um substabelecimento para atuar em um processo
Antonielle Costa
MATO GROSSO NOTICIAS

A Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso, emitiu uma nota nesta segunda-feira (12), acusando o secretário de Estado de Administração, Francisco Faiad, de faltar com a verdade. O advogado é acusado de supostamente ter falsificado um substabelecimento para atuar em um processo que discutia créditos trabalhistas de policiais militares.

Ainda na nota, a associação disse que vai cobrar da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público Estadual, a apuração dos fatos, para que se possa, então, adotar as medidas judiciais cabíveis contra aqueles que tenham incorrido em qualquer tipo de afronta às normas legais.

Veja a nota na íntegra:

A Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso vem, por meio desta, esclarecer sua posição e manifestar sua estranheza diante das notícias que dão conta de um possível substabelecimento que teria sido dado pelo advogado Romão Poli Filho ao advogado Francisco Faiad, trinta dias antes de morrer.

Esta Associação que já conta com 40 anos de atividades em Mato Grosso, sempre voltada para o interesse de seus associados, foi procurada pela família do falecido Dr. Romão, em meados de 2012. Eles buscavam informações sobre o pagamento dos precatórios dos militares já que, antes de morrer, o Dr. Romão havia dito a eles, que movia uma ação em Mato Grosso representando Policiais Militares e que essa ação era bastante expressiva e que tinha sido contratado para tal missão pela Associação dos Oficiais.

Para nós, da ASSOF, causou estranheza saber deste fato, pois, pelo que constava até então, o advogado devidamente credenciado para atuar nas Ações dos Precatórios era o advogado Francisco Faiad. Consultando os arquivos da ASSOF, todavia, verificou-se o contrário: na verdade, em 1993 a ASSOF contratou a empresa DINAMICA para ingressar com aquelas ações e o advogado que foi escolhido a época, para tocá-las, foi o Dr. Romão Poli Filho. Constatamos, a partir desta pesquisa, que o Dr. Faiad não possuía nenhuma relação com a ASSOF, nem com as ações em questão.

Ainda de acordo com os arquivos, mais precisamente no mês fevereiro de 1998, o advogado Francisco Faiad surgiu na ação, por meio de um substabelecimento sem reserva de poderes, que lhe teria sido repassado pelo advogado Romão Poli Filho que, agora, em 2012, ficamos sabendo que morreu no mês de março de 1998, acometido por um acidente vascular cerebral.

De acordo com os familiares do Dr. Romão, os substabelecimentos em questão são falsos já que o Dr. Romão esteve acamado por mais de 30 dias em um leito de UTI na cidade de Porto Alegre, enquanto o documento foi assinado e reconhecido firma em um cartório de Cuiabá, dois meses depois de sua morte. Essa noticia já vem sendo divulgada por diversos veículos de comunicação de Cuiabá.

Quanto à afirmação do advogado Dr. Faiad de que teria sido procurado pelo Presidente da Associação dos Oficiais para tratar dos honorários da família, esclarecemos que o motivo de tal visita, tanto ao Dr.Faiad quanto ao Dr. César Zilio, não foi para tratar de honorários da família do advogado, mas, sim, para questioná-los dos motivos pelos quais esses dois advogados estavam cobrando dos militares (oficiais e praças) 25 por cento a titulo de honorários advocatícios, uma vez que, no contrato original, lavrado em 1993, ficara estabelecido um percentual de 10 e 15% como honorários contratuais.

Ao fazer declarações que não correspondem à verdade dos fatos, o advogado Dr. Francisco Faiad joga com as palavras e parece querer confundir os fatos e as pessoas. Entendemos, todavia, que a questão pendente em toda esta celeuma é a necessidade de se esclarecer como pode uma pessoa internada em Porto Alegre assinar um substabelecimento em Cuiabá, abrindo mão do seu direito a honorários advocatícios em uma ação já sentenciada e transitada em julgado.

Diante dessa situação insólita, a Associação dos Oficiais da PM e BM de Mato Grosso informa que pretende cobrar, tanto da Ordem dos Advogados do Brasil quanto do Ministério Público Estadual a apuração e o perfeito esclarecimento dos fatos, para que se possa, então, adotar as medidas judiciais cabíveis contra aqueles que tenham incorrido em qualquer tipo de afronta às normas legais.

No mais, nos colocamos à disposição da imprensa e de toda a sociedade para prestar todos os esclarecimentos adicionais que julgarem necessários.

Cuiabá, 12 de agosto de 2013.

MAJOR PM WANDERSON NUNES DE SIQUEIRA
PRESIDENTE DA ASSOF

Outro lado

Ao Mato Grosso Noticias, Faiad afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto

1 Comentário

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  1. - IP 186.218.198.125 - Responder

    – Se é advogado…suspeite…duvide…eita raça de gente que não vale nada!

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