PREFEITURA SANEAMENTO

Supremo Tribunal Federal decreta que PT não formou quadrilha. Estamos vivendo o dia em que o Supremo começou a purgar os crimes da sua politização. A enorme tranquilidade e elegância de Luis Roberto Barroso, enfrentando as barbaridades de Joaquim Barbosa, mostram mais uma vez que os verdadeiramente corajosos não são os que berram, mas os que se escudam na força das suas convicções. LEIA INTEGRA DOS VOTOS DE BARROSO E CELSO DE MELLO NOS EMBARGOS INFRINGENTES CONTRA CRIME DE QUADRILHA

NASSIF: “CORAJOSOS NÃO SÃO OS QUE BERRAM”

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Com a declaração, o jornalista Luis Nassif critica o comportamento do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que interrompe votos, se levanta e demonstra nervosismo quando é contrariado pelos colegas na Corte; corajosos, segundo Nassif, são “os que se escudam na força das suas convicções”, como fez ontem o ministro Luís Roberto Barroso

 

247 – Corajosos “não são os que berram”, mas “os que se escudam na força das suas convicções”, avalia o jornalista Luís Nassif, em artigo publicado emseu blog. Com a declaração, ele critica o comportamento do presidente do STF, Joaquim Barbosa, e elogia o ministro Luís Roberto Barroso, quem, segundo ele, agiu com “enorme tranquilidade e elegância” diante das “barbaridades” de Barbosa. Leia abaixo:O dia em que o Supremo começou a purgar os crimes da sua politizaçãoNão existe maior prazer ao verdadeiramente intelectual do que o de desvendar de forma simples enigmas aparentemente complexos. Foi o sentido do voto do Ministro Luis Roberto Barroso ontem, no STF (Supremo Tribunal Federal). Didaticamente, desnudou a enorme politização em que o STF se meteu no julgamento da AP 470.A acusação apontou dois crimes conexos: corrupção e quadrilha. Cada qual implica no agravamento da pena original. Primeiro, Barroso mostrou a incongruência do crime de quadrilha ter provocado agravamento muitíssimo maior da pena do que o crime de corrupção. “Considero, com todas as vênias de quem pense diferentemente, que houve uma exacerbação nas penas aplicadas de quadrilha ou bando”.Depois, com extremo didatismo, expôs as razões desse exagero: “A causa da discrepância foi o impulso de superar a prescrição do crime de quadrilha e até de se modificar o regime inicial de cumprimento das penas”.Os números apresentados por Barroso, mostrando até onde chegariam as penas se a dosimetria do crime de formação de quadrilha fosse minimamente razoável, desvendou de maneira elegante uma verdade crua: os ministros do STF, que votaram em favor das penas fixadas, fizeram uma conta de chegada para aplicar a pena, fugindo da análise objetiva da lei.Não se tratava de jornalistas tentando expor as manipulações de um processo eminentemente político, mas de um dos mais respeitados juristas do país desnudando a manobra de seus pares, alguns atuando politicamente, outros deixando-se levar para não se expor ao achincalhe da mídia.Chamou a atenção a inacreditável falta de percepção da Ministra Carmen Lúcia. Seu aparte a Barroso lembrou alguns quadros de programas humorísticos visando rebaixar as mulheres. A troco de quê Barroso calculou como seriam as penas, sem os agravantes da formação de quadrilha, se ele votou pela não aceitação do crime de quadrilha, indagou ela.Apenas confirma o despreparo que tem marcado seus votos em casos menos polêmicos, como os de deficientes. E comprova que a falta de cuidados de Lula, com o STF, não se restringiu às nomeações de Joaquim Barbosa, Dias Toffoli e do inacreditável Luiz Fux.

A enorme tranquilidade e elegância de Barroso, enfrentando as barbaridades de Joaquim Barbosa, mostram mais uma vez que os verdadeiramente corajosos não são os que berram, mas os que se escudam na força das suas convicções.

A desmoralização de Barbosa e da campanha midiática começou quando confundiram a mansidão educada de Lewandowski com falta de determinação; aumentou quando imaginaram que apertando, Celso de Mello cederia, sem entender que Mello tergiversa, sim, mas para buscar o reconhecimento da história, não do momento. E amplia-se agora, quando Joaquim Barbosa provoca Barroso e recebe, em troca, argumentos mansos, educados sem que Barroso recue um milímetro de sua posição.

Não foi de graça que Barbosa se exasperou e acusou Barroso de fazer um discurso político. Valeu-se da velha manha de sujeito que grita “pega ladrão” minutos antes de ser desmascarado.

 

 

 

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Mensalao

 

STF absolve réus do mensalão do crime de formação de quadrilha

Com a decisão da Corte, Dirceu e Delúbio deixam de cumprir pena em regime fechado

Ricardo Brito e Mariângela Gallucci – O ESTADO DE S PAULO

Brasília – Com os votos dos ministros Teori Zavascki e Rosa Weber, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela absolvição de oito condenados do processo do mensalão pelo crime de formação de quadrilha, em sessão realizada nesta quinta-feira, 27. Ao todo, seis ministros reverteram a condenação e cinco votaram pela manutenção da pena.

 

Teori e Rosa Weber momentos antes do início da sessão - Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão
Teori e Rosa Weber momentos antes do início da sessão

Com a maioria formada, ex-ministro José Dirceu e ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares garantem direito a cumprir pena em regime semiaberto. Assim, será permitido aos dois, com autorização judicial, trabalhar fora da cadeia. Delúbio já está trabalhando e Dirceu aguarda decisão.

Em seu curto voto, a ministra Rosa Weber disse continuar “convencida” de que não ficou configurado o crime de formação de quadrilha. “O ponto central da minha divergência é conceitual. Não basta que mais de três pessoas pratiquem delitos. É necessário mais. É necessária que se faça para a específica prática de crimes. A lei exige que a fé societatis (da sociedade) seja afetada pela intenção específica de cometer crimes”, afirmou.

Rosa Weber disse que não identificou à luz da prova dos autos o dolo de criar ou participar de uma associação criminosa autônoma para a prática dos crimes.

Teori Zawaski seguiu a linha de raciocínio já apresentada pelo ministro José Roberto Barroso, de que houve desproporcionalidade na aplicação das penas por formação de quadrilha. Na sua avaliação, o diagnóstico correto é de que houve uma reunião de práticas criminosas diferenciadas que tinham como objetivo a obtenção de vantagens indevidas para interesses específicos dos envolvidos, e não perturbar a paz pública – uma das interpretações .

O relator dos recursos, ministro Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Joaquim Barbosa votaram pela manutenção da condenação do julgamento realizado dois anos atrás. Além de Teori e Rosa Weber, votaram pela absolvição Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Barroso, Ricardo Lewandowski.

FONTE ESTADÃO

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STF absolve Dirceu, Genoino e outros seis réus do crime de quadrilha

Diante da decisão, ex-ministro da Casa Civil cumprirá pena em regime semiaberto, e não no fechado. Joaquim Barbosa diz que absolvição lança por terra todo o trabalho primoroso do Supremo, realizado em 2012

Diego Abreu

Amanda Almeida

CORREIO BRAZILIENSE

O Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu nesta quinta-feira (27/2), por seis votos a cinco, oito réus do processo do mensalão que haviam sido condenados em 2012 pelo crime de formação de quadrilha. Entre os beneficiados estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o empresário Marcos Valério. Eles foram julgados novamente por terem apresentado embargos infringentes, recursos cabíveis para aqueles que receberam ao menos quatro votos pela absolvição.

A absolvição mantém Dirceu e Delúbio no regime semiaberto. Se as condenações fossem mantidas, ambos passariam para o regime fechado, no qual benefícios externos como trabalhar fora são vetados. Inicialmente condenado a 10 anos e 10 meses de prisão, o ex-ministro da Casa Civil cumprirá somente a pena de 7 anos e 11 meses de cadeia pelo crime de corrupção ativa, já que acabou absolvido da acusação de quadrilha. Ele está preso no Complexo da Papuda, mas aguarda transferência para o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), pois recebeu proposta para trabalhar em um escritório de advocacia.

Os dois primeiros a votar na sessão desta quinta, Teori Zavascki e Rosa Weber manifestaram-se pela absolvição dos réus, formando a maioria necessária de seis votos. Os votos deles se somaram às posições de Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

%u201CNão está demonstrada a presença do dolo específico da criação de crime de quadrilha. Um crime cometido por três ou cinco pessoas não significa que tenha sido cometido em quadrilha%u201D, disse Zavascki. Rosa votou na sequência e foi enfática contra a condenação por quadrilha. %u201CNão basta para configuração deste delito que mais de três pessoas pratiquem delitos. É necessário que esta união se faça para a específica prática de crimes.%u201D

Votaram contra a absolvição dos réus o relator dos embargos infringentes, Luiz Fux, além dos ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Marco Aurélio manifestou-se também no sentido de reduzir as penas, o que poderia leva-las a prescrição, mas frisou que manteve a condenação dos réus por formação de quadrilha.

Gilmar Mendes frisou que o conceito de paz pública não se reduz a crimes violentos, mas também delitos cometidos nos %u201Csubterrâneos do poder%u201D. %u201CNão tenho dúvida de que está caracterizado neste caso de forma clara o crime de quadrilha%u201D, afirmou. Marco Aurélio também sustentou a existência de uma quadrilha no escândalo de compra de apoio parlamentar ao primeiro mandato do Governo Luiz Inácio Lula da Silva. %u201CHouve permanência, houve estabilidade e houve, acima de tudo, incindível entrosamento. Não tivesse a mazela sido escancarada, o governo atual no Brasil seria outro%u201D, disse Marco Aurélio.

O decano do STF, Celso de Mello, que, no ano passado deu o voto decisivo para que os embargos infringentes fossem considerados cabíveis, manifestou-se pela manutenção da condenação dos oito réus. Ele fez um duro discurso contra os mensaleiros, a quem chamou de %u201Cdelinquentes%u201D e %u201Cmeros e ordinários criminosos comuns%u201D.

Último a votar, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, não poupou críticas ao colegiado e afirmou que o resultado do novo julgamento %u201Clançou por terra todo o trabalho primoroso levado a cabo por esta Corte no segundo semestre de 2012%u201D. Ele lamentou a validade dos embargos infringentes. %u201CInventou-se um recurso regimental totalmente a margem da lei, com o objetivo de reduzir a nada o trabalho que fora feito.%u201D

%u201CEsta é uma tarde triste para este Supremo Tribunal Federal, porque com argumentos pífios foi reformada, foi jogada por terra, extirpada do mundo jurídico, uma decisão plenária sólida, extremamente bem fundamentada que foi aquela tomada por este plenário no segundo semestre de 2012%u201D, destacou Joaquim Barbosa.

Os réus absolvidos da acusação de quadrilha são: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Kátia Rabello e José Roberto Salgado. Todos estão presos em regime semiaberto ou fechado, com exceção de Genoino, que cumpre prisão domiciliar.

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EMBARGOS INFRINGENTES

Condenados no mensalão não formaram quadrilha, decide STF

Por Livia Scocuglia e Felipe Luchete

A maioria do Supremo Tribunal Federal decidiu que oito condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, não cometeram crime de formação de quadrilha. Com o placar de seis votos a cinco, o entendimento que prevaleceu na sessão desta quinta-feira (27/2) foi de que os envolvidos não se reuniram para a prática de crime — condição para que a formação de quadrilha fosse caracterizada.

Os ministros Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki e Rosa Weber votaram pela absolvição do crime de quadrilha e, portanto, pelo provimento dos Embargos Infringentes. Vencidos, então, os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello votaram pela condenação dos réus.

Na prática, o entendimento diminui a pena estabelecida pelo Plenário no julgamento do caso e permite que fiquem de fora do regime fechado o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, cujas condenações transitadas em julgado somam menos de oito anos de prisão.

Argumentos
Segundo Fux (foto), relator dos infringentes, a formação de quadrilha existe mesmo se os envolvidos se reuniram a princípio para fins legais. Para ele, os condenados associaram-se em um “projeto deliquencial” e sabiam da divisão de tarefas dos demais integrantes para manipular o Legislativo.

O ministro Teori Zavascki foi o primeiro a ler o voto nesta quinta-feira (27/2). Ele apontou a diferença entre formação de quadrilha e cooperação para o crime e decidiu que, no processo do mensalão, houve reunião de pessoas para práticas criminosas. “Um crime cometido por três ou cinco pessoas não significa que tenha sido cometido em quadrilha”, disse o ministro. Ele votou pela absolvição dos réus.

Em seguida, e com o mesmo entendimento de Zavascki, a ministra Rosa Weber disse que continuava convencida de que não houve crime de formação de quadrilha. Segundo ela, formação de quadrilha requer que a união de pessoas se faça para a prática de crime. Ela aceitou os recursos pela absolvição dos réus pelo crime de formação de quadrilha por atipicidade de conduta. A partir daqui, mesmo faltando os votos de três ministros, a maioria no STF já havia decidido pela derrubada do crime de quadrilha.

“Chega de ironia e de blasfêmia”, disse o ministro Gilmar Mendes ao votar com a certeza de que houve o crime de formação de quadrilha. Para ele, a gravidade dos fatos atenta contra a paz pública, por isso as penas deveriam servir para retribuir o mal causado e impedir a prática de novos crimes. O ministro afirmou ainda que o Brasil saiu “fortalecido” do julgamento do mensalão.

Durante o voto, Gilmar Mendes (foto) comparou o caso do mensalão ao do deputado federal Natan Donadon, condenado à prisão pela prática dos crimes de formação de quadrilha e peculado em 2013 na Ação Penal 396 e que teve o seu mandado cassado pela Câmara. “Certamente seríamos forçados a conceder Habeas Corpus de ofício ou levar ao Juizado de Pequenas Causas”, ironizou.

Logo em seguida, o ministro Marco Aurélio afirmou que houve formação de quadrilha, mas votou pela diminuição da pena. Ele fundamentou o voto no sentido de que houve a “permanência, estabilidade e entrosamento” quanto à prática do crime.

Marco Aurélio criticou a atual composição da corte que, segundo ele, fez “do dito pelo não dito”, já que, na primeira fase do julgamento — com os ministros Ayres Britto e Cezar Peluso —, os réus foram condenados por formação de quadrilha. E agora, com os ministros Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, a decisão da maioria levou à absolvição do crime.

No mesmo sentido, Celso de Mello votou pela condenação dos réus por formação de quadrilha — crime que, segundo ele, por sua simples existência, constitui “agressão permanente contra a sociedade civil”. O ministro disse que os réus são “delinquentes, agora condenados travestidos então da condição de altos dirigentes governamentais”.

Por último, o presidente da corte, ministro Joaquim Barbosa, disse que foi formada uma “maioria de circunstância” para acabar com o julgamento anterior. Segundo ele, o objetivo foi de “reduzir a nada” o trabalho que fora feito. Ele disse que os crimes contra o sistema financeiro nacional de corrupção ativa e passiva e peculato estão provados e documentados. “Como sustentar que isso não configura quadrilha?”, questionou.

Barbosa chamou de “argumentos espantosos” aqueles que entenderam que não houve formação de quadrilha e que se “basearam apenas em cálculos aritméticos e em estatísticas totalmente divorciadas da prova dos autos, da gravidade dos crimes praticados e documentados”, afirmou. Em relação ao “entendimento implícito” dos ministros de que para haver a formação de quadrilha os membros devem viver do crime, Barbosa afirmou então que esse tipo penal só poderia ser cometido por “desempregados” ou “marginais”.

Embargos Infringentes
Ao rejeitar entendimento do relator dos Embargos Infringentes, ministro Luiz Fux, a maioria da corte descartou ainda a imputação de crime de quadrilha ao publicitário Marcos Valério e a seus ex-sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, além dos ex-dirigentes do Banco Rural Kátia Rabello e José Roberto Salgado. Todos já estão no regime fechado, mas a defesa conseguiu diminuir a pena fixada, com a tese de que os autos da AP 470 não comprovam a existência de quadrilha.

Os oito réus tiveram direito aos Embargos Infringentes porque, no julgamento sobre o mérito da AP 470, haviam conseguido ao menos quatro votos a favor da absolvição especificamente para o crime de quadrilha. A maioria dos advogados seguiu o argumento de que não há provas de quadrilha nos autos e que os clientes se reuniram para atividades lícitas, seja um partido ou uma empresa. Marcelo Leonardo (foto), defensor de Marcos Valério, afirmou que as agências de publicidade DNA e SMP&B desenvolviam trabalhos regulares, com propagandas premiadas.

Ainda está na pauta do STF a análise de Embargos Infringentes que questionam a condenação por lavagem de dinheiro do ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP), do ex-assessor do PP João Cláudio Genu e de Breno Fishberg, ex-sócio da corretora Bônus Banval — que, segundo o Ministério Público Federal, foi usada para a prática de lavagem.

Bate-boca
O julgamento havia começado na quarta-feira (26/2) e a sessão foi encerrada com quatro votos a favor da absolvição e apenas um contrário. Na ocasião, o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, abriu um bate-boca no Plenário após o ministro Luís Roberto Barroso apresentar tese de que o crime de quadrilha já prescreveu.

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BARROSO LEMBROU QUE A JUSTIÇA TRABALHA COM PROVAS, DIZ PML

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E não com “exemplos” e “símbolos”, afirma o colunista da IstoÉ Paulo Moreira Leite; “Sem resposta de conteúdo para uma mudança que, se for confirmada no dia de hoje, como tudo indica, representará um avanço do julgamento da AP 470 na direção correta, alerta-se para o risco simbólico, para o exemplar”, escreve o jornalista em artigo

 

 

247 – Em seu voto na sessão desta quarta-feira, o ministro Luís Roberto Barroso lembrou que “a Justiça precisa ser justa” e que “trabalha com fatos e provas, em vez de ‘exemplos’ e ‘símbolos'”. “A prioridade dos exemplar e dos símbolos é assim. Substitui o fato pela versão”, opina o jornalista Paulo Moreira Leite, da revista IstoÉ, em novo artigo. Leia a seguir:

A OPORTUNA LIÇÃO DE BARROSO
Ministro lembrou que Justiça trabalha com fatos e provas, em vez de “exemplos” e “símbolos”

POR PAULO MOREIRA LEITE, na Istoé

 

O ministro Luiz Roberto Barroso deu uma aula de justiça, ontem.

Desde o início da ação penal 470 nós ouvimos a tese de que o país precisava de um julgamento exemplar. O argumento é que estávamos diante de uma denúncia histórica, cujo resultado teria um grande efeito simbólico.

Barroso disse:

“Antes de ser exemplar e simbólica, a Justiça precisa ser justa, sob pena de não poder ser nem um bom exemplo nem um bom símbolo”.

É isso mesmo.

Sob a presidência de Carlos Ayres Britto, que deu início ao julgamento da AP 470, falava-se tanto no caráter “simbólico” e “exemplar” da decisão que até imaginei que o STF preparava uma mudança de função e endereço.

Em vez de permanecer na Praça dos Três Poderes, como um dos Poderes da República, com o dever constitucional de zelar pelo cumprimento das leis, pretendia mudar-se para o divã do psicanalista Carl Jung, e passar a debater o efeito de suas sentenças sobre o inconsciente coletivo do país. Seria uma ótima diversão para todos — menos para os réus e para quem compreende o papel da Justiça na vida de hoomens e mulheres.

A prioridade dos exemplar e dos símbolos é assim. Substitui o fato pela versão.

Há um truque, aqui.

O papel de elaborar versões, nas sociedades contemporâneas, não é para qualquer um. Nosso divã de psicanalista coletivo encontra-se nos meios de comunicação, que nos dizem quem são os heróis, os bandidos, o certo e o errado. Vale o que escrevem, argumentam, explicam. Criam os mitos e, como dizia Jung, os arquétipos.

É através dessa opinião publicada – que os ingênuos confundem com opinião publica – que se forma o exemplar e o simbólico.

É por isso que nossos psicanalistas estão lá, noite e dia, nos jornais, na TV, para repetir suas histórias.

Sem resposta de conteúdo para uma mudança que, se for confirmada no dia de hoje, como tudo indica, representará um avanço do julgamento da AP 470 na direção correta, alerta-se para o risco simbólico, para o exemplar.

Estranho que até agora ninguém tenha falado no “cultural.”

Evita-se perguntar por que ocorre uma mudança, quais seus motivos reais.

Todo esforço consiste em evitar perguntas incômodas e questóes de fundo.

Tenta-se fugir da fraqueza notória nos argumentos da denúncia. Pretende-se ignorar a insuficiência das provas para colocar um cidadão por dois ou três anos na prisão – como se uma existência humana, se o direito a liberdade e a presunção da inocência, fossem questões menores, que podem ser jogadas para lá ou para cá, ao sabor das convenientes do dia e, especialmente, da noite dos símbolos e exemplos.

Em vez de estimular a razão, nossos psicanalistas querem estimular o medo, a mais perigosa das emoções do mundo político.

O que o povo vai pensar? O “povo”. Não o povo, aquele que não é bobo.

O nome deste processo é marketing.

A base desse raciocínio é inconfessável. Tenta-se convencer um país inteiro que sua população não está preparada para assistir a demonstração de que o STF, o “exemplo,” o “símbolo”, também pode errar e, quando isso acontece, este erro deve ser corrigido.

Querem fazer a educação através do mito e não pela razão.

Essa pedagogia implica em enxergar a população brasileira como uma aglomeração de homens e mulheres incapazes de compreender seus direitos e lutar por eles. Por isso nem sempre é preciso respeitar a vontade popular nem a soberania dos poderes que emanam do povo.

Diante de pessoas que não podem tomar decisões por conta própria e necessitam de tutores e mestres para apontar o caminho do certo e do justo, nossos psicanalistas podem mais.

Vamos entender de uma vez por todas: quem fala no exemplar e no simbólico está dizendo que a mentira pode ser útil, o erro pode ser necessário, a Justiça pode ser apenas uma aparência – desde que sirva a seus propósitos.

É este o debate. E, após tantos momentos de treva, parece haver um pouco de luz.

 

 FONTE ISTOÉ

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Barbosa, a marionete do golpe, morreu pela boca

Enviado por , no blogue O CAFEZINHO

O escritor argentino Ricardo Piglia, num de seus ensaios, propõe uma tese segundo a qual um conto oferece sempre duas histórias. Uma delas acontece num descampado aberto, à vista do leitor, e o talento do artista consiste em esconder a segunda história nos interstícios da primeira.

 

Agora sabemos que não são apenas escritores que sabem ocultar uma história secreta nas entrelinhas de uma narrativa clássica. O ministro Luís Roberto Barroso nos mostrou que um jurista astuto (no bom sentido) também possui esse dom.

Esta é a razão do ridículo destempero de Joaquim Barbosa. Esta é a razão pela qual Barbosa interrompeu o voto do colega várias vezes e fez questão de, ao final deste, vociferar um discurso raivoso e mal educado.

Barbosa sentiu o golpe.

Houve um momento em que Barbosa praticamente se auto-acusou: “o que fizemos não é arbitrariedade”. Ora, o termo não fora usado por Barroso. Barbosa, portanto, não berrava apenas contra seu colega. Havia um oponente imaginário assombrando Barbosa, que não se encontrava em plenário, mas ele sentiu sua presença enquanto ouvia Barroso ler, tranquilamente, seu voto.

O oponente imaginário são os milhares de brasileiros que vem se aprofundando cada vez mais nos autos da Ação Penal 470, acompanhando os debates do Supremo Tribunal Federal, ajudando alguns réus a pagar suas multas, dando entrevistas bem duras em que denunciam os erros do julgamento, e constatando, perplexos, que houve, sim, uma série de erros processuais e arbitrariedades.

Barroso contou duas histórias. Uma delas, no primeiro plano, era seu voto. Um voto tranquilo e técnico. Só que nada na Ação Penal 470 foi tranquilo e técnico, e aí entra a história subterrânea, por trás do cavalheirismo modesto de Barroso.

E aí se explica a fúria de Barbosa.

A história secreta contada por Barroso, com uma sutileza digna de um escritor de suspense, de um Edgar Allan Poe, com uma ironia só encontrada nos romances de Faulkner ou Guimarães Rosa, é a denúncia da farsa.

Aos poucos, essa história subterrânea virá à tôna. Alguns observadores mais atentos já a pressentiram há tempos.

O novo ministro, antes mesmo de ingressar no STF, entendeu que há um muro de ódio e violência à sua frente, construído ao longo de oito anos, cujos tijolos foram cimentados com preconceito político, chantagens, vaidade e uma truculência midiática que só encontra paralelo nas grandes crises dos anos 50 e 60, que culminaram com o golpe de Estado.

Sabe o ministro que não é ele, sozinho, que poderá desconstruir esse muro. Em entrevista a um jornal, o próprio admitiu que estava assustado com a violência da qual já estava sendo vítima: o médico de sua mulher, sem ser perguntado, disse a ela que não tinha gostado do voto de seu marido, e suas filhas vinham sendo questionadas na escola por colegas e professores.

O Brasil vive um tipo de fascismo midiático cuja maior vítima (e algoz) é a classe média e os estamentos profissionais que ela ocupa.

É a ditadura dos saguões dos aeroportos, das salas de espera em consultórios médicos, dos shows da Marisa Monte.

Nos últimos meses, eu tenho feito alguns novos amigos, que tem me dado um testemunho parecido. Todos reclamam da solidão. A mãe rodeada de filhos “coxinhas”. O pai que é assediado, às vezes quase agredido, pelas filhas reacionárias. A executiva na empresa pública isolada entre tucanos raivosos. Alguns, mais velhos, encaram a situação com bom humor. Outros, mais jovens, vivem atordoados com as pancadas diárias que levam de seus próximos.

No entanto, o PT é o partido preferido dos brasileiros, ganha eleições presidenciais, aumenta presença no congresso e pode ganhar novamente a presidência este ano, até mesmo no primeiro turno.

Por que esta solidão se tanta gente vota no partido?

Claro que voltamos à questão da mídia, que influencia particularmente as camadas médias da sociedade, à esquerda e à direita. A maioria da classe média tradicional, hoje, independente da ideologia que professa, odeia o PT, idolatra Joaquim Barbosa, e lê os livros sugeridos nos cadernos de cultura tradicionais.

Eu conheço um bocado de artistas. Hoje são quase todos de direita, embora a maior parte se considere de esquerda. Todos odeiam Dirceu, sem nem saber porque. E me olham com profunda perplexidade quando eu tento argumentar. Como assim, parecem me perguntar, com olhos onde vemos rapidamente nascer um ódio atávico, irracional, como assim você não odeia Dirceu?

Eu tento conversar, com a mesma calma de Barroso, mas não adianta muito. Eles reagem com agressividade e intolerância.

Pessoas em geral pacatas se transformam em figuras raivosas e vingativas. O humanismo, que tanto fingem apreciar nos europeus, mandam às favas ao desejar que os réus petistas apodreçam no pior presídio do Brasil.

Eu mesmo costumo usar os mesmos termos de Barroso. “Respeito sua opinião”, eu digo. Às vezes até procuro elogiar o interlocutor, numa tentativa ingênua e canhestra de quebrar a casca de ódio que impede qualquer diálogo. Não adianta. Qual um bando de Barbosas, eles respondem, quase sempre, com grosserias e sarcasmos.

Quantas vezes não vivi a mesma situação de Barroso? Às vezes, inclusive, aceitei teses que não acreditava, violentei-me, num esforço desesperado para transmitir uma pequena divergência, uma singela ideia que foge ao script da mentalidade de um interlocutor cheio de certezas.

Entretanto, a serenidade estóica e elegante de Barroso significou uma grande vitória para nós, os solitários, os que arrostamos as truculências diárias da mídia e de seu imenso, quase infinito, exército de zumbis.

Porque encontramos um igual.

Encontramos alguém que sofre, que tenta expor uma ideia diferente, e recebe de volta uma saraivada de golpes de quem não aceita ser contestado.

Não confundamos, contudo, elegância com covardia. Não se pode exigir a um homem que derrube sozinho uma muralha desse calibre. Esse trabalho não é de Barroso. Será um esforço coletivo, que já estamos empreendedo. Barroso encontrará forças em nossas ideias.

Mesmo que ele tenha de fazer algum recuo estratégico, como aliás já fez, ao condenar Genoíno, será para avançar em seguida.

Mas a função de um juiz do STF não é defender uma classe. Não é defender a rapaziada que frequenta o show da Marisa Monte e lê os editoriais de Merval Pereira. Não é se tornar celebridade ou “justiceiro”. A função de um juiz é ser justo e defender tanto as razões do Estado acusador quanto os direitos dos réus.

Quando Getúlio deu um tiro em si mesmo, ele deixou um recado, no qual há referências algo misteriosas a “forças” que se desencadearam sobre ele.

Como que antevendo o que continuaríamos a enfrentar, durante muito tempo, o velhinho ainda tentou, em sua dolorosa despedida, nos consolar:

“Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado.”

E cá estamos, Getúlio, diante das mesmas forças obscuras. Diante da mesma truculência, das mesmas arbitrariedades, que dessa vez encontraram voz na figura, trágica ironia, de um negro. Do primeiro negro que nós, o povo, nomeamos para o STF, mas que preferiu se unir aos poderosos de sempre, aos donos do dinheiro, aos barões da mídia, à turma do saguão do aeroporto…

É positivamente curioso como os ministros da mídia demonstram auto-confiança, arrogância, desenvoltura. Gilmar Mendes, Barbosa, Marco Aurélio Mello, dão entrevistas como se fizessem parte de uma raça superior. São campeões de um STF triunfante, que prendeu os “mensaleiros”.

Enquanto isso, os outros ministros agem com humildade, discrição, prudência. Barroso lê seu voto com voz quase trêmula, e pede reiteradas desculpas por cada mínima divergência. Nunca se ouviu um ministro pedir tantas vênias como Barroso. Nunca se viu um juiz fazer tantos elogios àquele mesmo que o destrata sem nenhuma preocupação quanto à etiqueta de um tribunal.

Mas o que Barroso pode fazer? Não faríamos o mesmo? A situação de Barroso é quase a de um sertanejo humilde, argumentando em voz baixa diante de seu patrão.

Sintomático que Luiz Fux, que aderiu também à Casa Grande, tenha citado Lampião para designar a “quadrilha dos mensaleiros”. O mundo dá tantas voltas, e retorna ao mesmo lugar. Virgulino Ferreira da Silva, o terror do Nordeste, o maior dos facínoras, quem diria, seria comparado a José Dirceu! É o tipo de comparação que não dá para ouvir sem darmos um sorriso triste e malicioso.

Não foi Virgulino igualmente o maior herói do sertão? Não foi ele o maior símbolo das injustiças e arbitrariedades que se abatiam, dia e noite, sobre um povo sofrido e miserável?

Evidentemente, não existe comparação mais idiota. Dirceu é um homem de paz, que acreditou na democracia e na política. Lampião foi um bandido que desistiu de qualquer solução política ou pacífica para seus problemas.

Mas também Fux, sem disso ter consciência, trouxe à baila uma história subterrânea, soterrada sob sua postura covarde de um juiz submetido aos barões de sempre: Lampião provou ao Brasil que não existe opressão sem resistência, mesmo que na forma de banditismo. Esta é a lei mais antiga da humanidade. A resistência e o heroísmo nascem da opressão e da arbitrariedade, como um filho nasce da mãe e do pai.

A campanha de solidariedade aos réus petistas foi a prova disso. Mas não vai parar aí. Ao chancelar uma farsa odiosa, arbitrária, truculenta e, sobretudo, mentirosa, o STF produziu milhares de Virgulinos. Só que não são Virgulinos por serem bandidos ou violentos. São Virgulinos exatamente pela razão oposta: a coragem de lutar de maneira pacífica e democrática.

É a coragem, sempre, a grande lição que o mais humilde dos cidadãos dá aos poderosos. É a coragem que faz alguém se insurgir contra a opinião do ambiente de trabalho, da família, do condomínio, dos saguões dos aeroportos, e assumir uma posição política independente, inspirada unicamente em sua consciência.

É a coragem, enfim, que faz os olhos de Barroso irradiarem um brilho de confiante serenidade. Sua voz pode tremer, mas não por medo. Treme antes pelo receio de escorregar um milímetro no fio da navalha por onde caminha, entre o desejo de falar duras verdades a um tratante e a determinação de manter uma elegância absoluta.

Barroso sequer consegue usar o pronome “seu” ao se referir a Barbosa, com medo de cometer um deslize verbal. Se Barbosa fosse uma figura serena, amiga, Barroso não teria esse escrúpulo. Tratando-se de um oponente sem caráter, sem moderação, e ao mesmo tempo tão incensado e blindado pela mídia, Barroso tem de tomar um cuidado máximo. Tem de tratá-lo com respeito até mesmo exagerado. Barroso sabe que Barbosa é vítima de megalomania e arrogância messiânica, que sofre de uma espécie de loucura, uma loucura perigosíssima, porque protegida pelos canhões da imprensa corporativa.

Ao contestar tão ofensivamente o teor do voto de Barroso, ao acusá-lo, de maneira tão vil, Barbosa disparou um tiro no próprio pé. Ganhará, ainda, um bocado de palmas dos saguões aeroportuários, mas haverá mais gente erguendo a sombrancelha, desconfiada de tanta fanfarronice e falta de modos.

Barroso deixou que Barbosa morresse como um peixe, pela boca.

Foi a vitória da serenidade sobre o destempero, da delicadeza sobre chauvinismo, do respeito à divergência sobre a intolerância.

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Barbosa ao lado de seu patrão, um dos Marinho (eles não tem nome próprio)

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Luis Roberto Barroso derruba condenação por Formação de Quadrilha no Julgamento do Mensalão by Enock Cavalcanti

Celso de Mello não acolhe Embargos Infringentes (crime de formação de quadrilha) by Enock Cavalcanti

41 Comentários

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  1. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Cinismo não é tranquilidade.

    Supremo não decretou que o PT não formou quadrilha. Supremo não apreciou o mérito porque a pena prescreveu, portanto os petralhas jamais se livrarão da pecha.

    Agora, o mais grave mesmo é ver os petistas, os petralhas, os filopetistas e os filopetralhas, comemorarem porque o STF não teria reconhecido que a sua cúpula formou quadrilha, mas apenas corrompeu, foi corrompida e praticou peculato.

  2. - IP 200.96.244.2 - Responder

    Vergonha ! Aquela foto do início fala por si só. Todos bandidos.

  3. - IP 177.132.245.44 - Responder

    Verrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrgonha!

  4. - IP 177.64.249.233 - Responder

    a gente percebe, agora, o enorme desserviço prestado por julgadores como joaquim barbosa e gilmar mendes à justiça brasileira. essa gente precisa ser banida do supremo para que o tribunal recupere sua credibilidade.

    • - IP 177.132.245.44 - Responder

      Que pessoa isenta.Isenta desinformada e vendida.Senão por dinheiro,pelas mentes,pois as pessoas de bem distinguem o que é certo ou errado,As do mal, geralmente não tem essa noção.E por não ter, ficam sempre do lado torto da vida.VAI SILVIA MARIA SER TORTA NA VIDA!

    • - IP 177.221.96.140 - Responder

      que serviço que O Zé Dirceu, Delúbio e o Genuíno prestaram para o Brasil heim, Silvia Maria petista???

      Foram tão bons serviços prestado que estão presos.

  5. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Meu herói Zé Dirceu não praticou o crime de formação de quadrilha, ele apenas corrompeu os parlamentares.

    Essa gente é injusta e ignora que o crime do duas-caras não é formaçao de quadrilha, mas é outro ainda mais grave, com pena maior.

  6. - IP 189.31.39.201 - Responder

    E ali, depois da aula ministrada nos fundamentos do voto, se ouviu muito pranto e ranger de dentes! O Brasil deve ir se acostumando com as lições do professor Barroso. Chegou ao STF no momento certo e vai dar novo sentido e outra direção ao Poder Judiciário.

  7. - IP 201.67.99.236 - Responder

    Bem dos ministros com carteirinha do pt já era de se esperar , mas destas distintas senhoras……Foi triste.
    Interessante são os petralhas comemorarem “Que não houve formação de quadrilha”. É mesmo hilário.
    – Eles roubaram sim! ( Diz um petralha )
    – Mas não formaram quadrilha ! ( Diz outro petralha)
    Sei. Isso tá parecendo o caso do Português , que flagrou a mulher com o amante no sofá , e depois de pensar culpou o sofá pela traiçào.
    Essa “turma” ofendeu a república , corrompeu , desviou do erário e tariu uma naçào inteira , e com ou sem formação de quadrilha são CRIMINOSOS CONDENADOS.

  8. - IP 189.96.85.185 - Responder

    Essa trupe de tucanos na Net acha que Barroso e Teori são paus mandados e MarcoAurelio Collor de Melo e Gilmar Mendes são santos. Barbosa, esse troglodita seria Deus. Dá nojo ver os comentários de gente ignorante….

    • - IP 177.221.96.140 - Responder

      Como levar a sério o Ademar, se ele acha que até o ex-deputado Petralha João Paulo cometeu um crime desculpável por roubar pouco.

      • - IP 179.114.179.89 - Responder

        Eu já disse que os anônimos são iguais aqueles mascarados violentos que atrapalham os protestos . Acho que são até piores, pois, são mais covardes.

        • - IP 177.221.96.140 - Responder

          Covardia com o povo brasileiro é escrever artigos minimizando a culpa de bandidos condenados, como Zé DIrceu, Zé Genoino e companhia.

  9. - IP 201.67.99.236 - Responder

    O Luiz Fux , durante 38 minutos desmontou elegantemente essa tese de que não houve formação de quadrilha ( petistas assistam e tentem entender).
    Mais a mlehor foi do Marco Aurélio:
    “Nada mais são que meros e ordinários criminosos comuns” – ministro Celso de Mello sobre os mensaleiros.
    Ha!Ha!Ha!Ha!Ha!Ha!Ha!Ha!Ha!

    Mais um pouco……
    Ha!Ha!Ha!Ha!Ha!Ha!

    Criminosos comuns viu petralhas.
    C.O.M.U.N.S

    • - IP 179.114.179.89 - Responder

      Fux então é um exemplo …kkkk… Conseguiu o cargo no Supremo, dizendo que “matava no peito esse processo” ou seja, além de vendilhão, traiu a palavra empenhada. M. A. Collor de Mello, colocado no STF pelo Caçador de Marajá, seu primo. Dias atrás liberou os altos salários no Congresso, o safado. Três-tês estes teus heróis heim Ruas….

  10. - IP 189.59.41.202 - Responder

    Barroso:

    “Antes de ser exemplar e simbólica a justiça precisa ser justa.”
    “Precisamos discutir o argumento, não a pessoa. É assim que se vive civilizadamente”.
    “O esforço pra depreciar o próximo é um déficit civilizatório”.

    Tofolli:
    “Nós todos ouvimos V. Exa. votar horas e horas, dias e dias, sem interrompê-lo…”
    “… Vamos ouvir o voto de nosso colega. Vossa Excelência não quer deixar ele proferir o voto, só porque o voto discorda da opinião de Vossa Excelência…”
    “… É disto que se trata. Vossa Excelência não quer deixar o colega votar porque Vossa Excelência não concorda com Sua Excelência”

    E o pretenso Ditador, pretenso Rei, pretenso dono do STF ainda teve que ouvir isso ao final:

    Barroso:

    “Para mal dos pecados de Vossa Excelência, o meu voto vale tanto quanto o de Vossa Excelência”.

    E assim a turma do ódio, sem votos e sem propostas, segue espumando rumo a mais uma derrota eleitoral. Não perceberam que a maioria dos Brasileiros não suporta o ódio, a raiva. Que cada xingamento, ofensa, expressão de intolerância e desrespeito com quem pensa diferente deles, os isola ainda mais.

    Coitados.

    • - IP 177.221.96.140 - Responder

      Que papagaiada, um filopetralha comemorando a absolvição de seus s ídolos pelos crimes menos grave, enquanto permanece a condenação dos mais graves.

      Afinal que motivo, eles têm para comemorar?

      O Zé Dirceu, por exemplo, se livrou da irrisória oena de formação de quadrilha, mas teve confirmada a corrupção.

      Zé Dirceu é corrupto transitado em julgado. é criminoso transitado em julgado. E os filopetralhas estão comemorando a condenação dos chefes.

  11. - IP 189.59.57.193 - Responder

    REALMENTE BARROSO A JUSTIÇA TRABALHA COM PROVAS E ETICAMENTE ESTARIA PROIBIDO DE VOTAR,

    Escritório do ministro Barroso faturou R$ 2 milhões sem licitação em agosto

    EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE

    DE LICITAÇÃO Nº 103/2013 – UASG 910809

    Nº Processo: IN-011-3-0103 . Objeto: Contratação de serviços de

    consultoria jurídica na celebração do compromisso arbitral com relação

    aos pleitos do CETUC no âmbito do Contrato SUP2.0.5.2000.

    CI de Caracterização: CI – PCJ – 396/13, de 29.07.13. Parecer Jurídico:

    CI – PCJL – 656/13, de 29 .07.13. Aprovada pela RD –

    0400/13, de 06.08.13. Total de Itens Licitados: 00001 . Fundamento

    Legal: Art. 25º, Inciso II da Lei nº 8.666 de 21/06/1993. . Justificativa:

    Contratação de serviços tecnicos especializados em arbitragem.

    Declaração de Inexigibilidade em 29/07/2013 . ANDREI

    BRAGA MENDES . Consultor . Ratificação em 06/08/2013 . JOSIAS

    MATOS DE ARAUJO . Presidente . Valor Global: R$

    2.050.000,00 . CNPJ CONTRATADA : 39.093.331/0001-59 LUIS

    ROBE RTO BARROSO E ASSOCIADOS- ESCRITORIO DE ADVOCA.

    Então é isso: o escritório do ministro Luis Roberto Barroso ganhou, sem licitação, mais de R$ 2 milhões em agosto desse ano. Sério? Não acreditei. Fui checar no site do Diário Oficial da União. E está lá! É verdade mesmo. Não tem montagem, photoshop, nada disso!

    Não faria acusações levianas, naturalmente. Claro que o escritório renomado e respeitado no mercado pode ter merecido tal montante por seus serviços prestados e tudo mais. Só fica aquela dúvida no ar. Puxa vida, coincidências existem. Mas que desempenho do “novato” no julgamento dos embargos infringentes, não é mesmo?

    Tags: Barroso, mensalão

    • - IP 177.64.224.174 - Responder

      jonny, deixa de bobagem, se a gente for falar de possiveis acordos escusos, que tal falar dos acordos do joaquim barbosa com a rede globo que empregou seu filho lá na emissora preferida pela ditadura militar?

  12. - IP 177.201.98.227 - Responder

    Se ele ( o ministro Barroso) tivesse votado contra os mensaleiros , este site e outras midias de defesaa petista estariam atacando ele como um cão danado.
    Algum petralha aí para se manifestar?

    • - IP 177.64.224.174 - Responder

      o tucano roberto ruas anda cada vez mais delirante. agora, tenta raciocinar em cima de hipóteses, como se o ministro barroso pude agir como joaquim barbosa. vai se catar, roberto. quem se comporta como cão danado é voce.

  13. - IP 189.59.69.195 - Responder

    A tese do Exmo Min. é ilária. As instituições as quais faziam parte os envolvidos não foram constituídas para prática do crime, o que portanto desconfigura a formação de quadrilha que seria uma instituição criada especificamente para esse fim.
    Resumindo, os membros da quadrilha devem criar um estatuto e registrar em um cartório que a finalidade dela é cometer crimes, senão não existe quadrilha.
    Supremo político dá nisso.

    • - IP 179.114.179.89 - Responder

      Desculpa Geronimo, mas hilária é essa tua conclusão. Não te sabia expert também em Direito Penal …

      • - IP 177.221.96.140 - Responder

        Olha aí o Ademar na defesa de um partido que se tornou um antro de corrupção, peculato, desvio de dinheiro público e outros crimes.

        Hilário é o Ademar que comemora a abolvição de seus ídolos do crime menos grave de formação de quadrilha, enquanto é confirmada a condenação pelos crimes mais graves como corrupção ativa, corrupção passiva, peculato.

        O Ademar filopetista e filopetralha é realmente uma figura hilária.

    • - IP 177.201.98.227 - Responder

      Jeronimo
      Você está equivocado .
      Os membros da quadrilha criaram sim um estatuto ., registraram em cartório e tudo mais meu caro.
      Essa firma é o partido que está no poder, eles até cuidaram de aparelhar o STF .
      Diga vai , se essa não é de longe a melhor quadrilha que se viu neste país?

      .

    • - IP 200.140.17.193 - Responder

      Ih Gerônimo, nem adiante responder pro Ademar. Ele pena para passar na oab. Esse sim não entende nada de direito. Ademar, seu frustrado!

  14. - IP 177.64.224.174 - Responder

    ao mostrar que não houve formação de quadrilha, a nova maioria do stf está nos mostrando que a velha maioria se comportou de forma canalha, nojenta, vendida, condenando as lideranças petistas apenas para atender às ordens da imprensa golpista que já matou getulio vargas, já derrubou joão goulart e continua tentando golpear o governo do pt. só que agora os tempos são outros e o povo brasileiro não é bobo, está atento, e não vai deixar golpes como esses se repetirem no brasil

  15. - IP 179.254.46.180 - Responder

    O Ministro mostrou a que veio, deve fazer parte da quadrilha…sem mais comentário……

  16. - IP 201.15.103.226 - Responder

    É depois dessa vou passar a acreditar que existe papai noel e que o coelhinho da páscoa bota ovos de chocolate

  17. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Os petralhas foram condenados. Já era. O PT perdeu o selinho.

  18. - IP 200.101.30.54 - Responder

    Que vitória maravilhosa dos Guerrilheiros José Dirceu, Genoíno e seus companheiros contra essa Direita safada e metida a moralista!!!Viva os que lutaram para derrubar a Ditadura de 64 e abaixo os babacas e pulhas que se serviram dela!!!

    • - IP 189.59.53.254 - Responder

      Vitória?,Eles ESTÃO presos.Perdeu a noção?Corrupção e peculato, desvio de dinheiro publico! Uma vergonha, guerrilheiros ,de esquerda e LADRÕES. Saíram ganhando?Você Luciana que não tive o desprazer de te conhecer é SEM noção e mal- informada.Mas ,tem e deve comemorar,afinal o seu Brasil e o de muitos de vces, continua o mesmo:sujo e sem caráter!

    • - IP 179.254.49.27 - Responder

      Perfeito, Luciana Arruda.

  19. - IP 201.15.103.178 - Responder

    É UMA VERGONHA MUNDIAL O STF , CLARO, OS MINISTROS QUE VOTARAM PELA NÃO FORMAÇÃO DE QUADRILHA DOS CONDENADOS DO MENSALÃO. AGORA POSSO AFIRMAR QUE APÓS 52 ANOS DE IDADE COMEÇO A TER VERGONHA DE VER DECISÕES DESSA NATUREZA. JÁ TINHA COMIGO A IMPRESSÃO DE QUE OS CARGOS DO STF SÃO DE FATO POLÍTICOS, OU PARA OS POLITIQUEIROS, PORÉM, TINHA CONVICÇÃO DE QUE OS MEMBROS DA SUPREMA CÔRTE DO BRASIL RESPEITASSEM O SENTIMENTO DO POVO (MAIS DE CENTO E NOVENTA MILHÕES) E DE FATO DESSEM UMA RESPOSTA AOS AGENTES PÚBLICOS POLÍTICOS QUE SE DÃO A DELIQUÊNCIA, O QUE NÃO ACONTECEU NO CASO DO MENSALÃO NO JULGAMENTO CONSTANTE DA MATÉRIA EM COMENTO. É TRISTE. A PARTIR DE HOJE TEREI POSICIONAMENTO DIFERENTE EM RELAÇÃO A SUPREMA CÔRTE. DE OUTRO GIRO, PARABENIZO O EXCELSO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA E ROGO A DEUS QUE LHE PROTEJA DURANTE TODA VIDA, PRINCIPALMENTE ENQUANTO ESTIVER NA SUPREMA CÔRTE. QUE DEUS DÊ TAMBÉM A RECOMPENSA AOS DEMAIS MEBROS DA CORTE DE ACORDO COM O QUE MERECEREM. QUE JUSTIÇA SEJA FEITA. “QUEM VIVER VERÁ”. ESTOU COM VERGONHA. SOU BRASILEIRO E ESPERO QUE O JUDICIÁRIO SEJA UM DIA INDEPENDENTE E FORTE E RESPEITE OS NACIONAIS QUE COMPÕEM A NAÇÃO. FAÇAM DE FATO E DE DIREITO JUSTIÇA E EM TEMPO RAZOÁVEL, POIS JÁ SE PROFERIZAVA QUE COM O TEMPO TUDO PRESCREVERIA. VERGONHA MUNDIAL. COMENTO COMO BRASILEIRO EM PLENO GOZO DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS (MAURÍLIO RODRIGUES DE MATTOS), AUXILIAR DA JUSTIÇA MATO-GROSSENSE HÁ MAIS DE TRÊS DÉCADAS.

    • - IP 179.254.49.27 - Responder

      Maurílio misturou Política com Religião e sobrou excomunhão e profetismo para todo mundo… Maurílio, foi apenas um julgamento que começou a colocar a coisa no devido lugar. O bom cabrito não berra…

    • - IP 189.59.53.162 - Responder

      “RESPEITASSEM O SENTIMENTO DO POVO”.

      O “POVO”, Maurílio, expressa seus sentimentos apertando o botãozinho da urna>confirma.
      Não tome a minoria barulhenta ou o seu círculo de amigos como “POVO”.

      A democracia se expressa pela vontade da MAIORIA, não pela vontade de quem grita mais.

      Em outubro vc vai ter a sua oportunidade de votar no Playbloy das Gerais ou no Eduardo traíra. E se ” O POVO” não estiver a fim de continuar com a Dilma, ele vai se expressar lá. E se estiver a fim de continuar, vai se expressar da mesma forma. Sem a necessidade de pretensos porta vozes como vc, Joaquim barbosa, quem quer que seja.

  20. - IP 177.201.98.227 - Responder

    Quando essa silvia petralha aí acima , diz “o povo nào é bobo e está atento”, a qual povo será que ela se refere?
    Provavelmente deve ser o povo “culto e politizado”que assiste BBB , ou o programa do ratinho. Ou seria os sindicalistas azeitados por verbas públicas?
    Abra o olho dona , esse governo espúrio e amigo de ditaduras , banqueiros e grande conglomerados USA o povo incauto e aparvalhado para elegê -lo e depois de dar umas esmolinhas os abandona .
    Este país precisa de um governo , que governe para a classe média tambem dona e não só para empresários , sindicalistas e miseráveis.
    Acorda , e tente dissipar a cegueira delirante que te faz enchergar só o que convém.

    • - IP 179.254.49.27 - Responder

      Virou conversa de ruas…

    • - IP 189.59.53.162 - Responder

      Todo mundo que eu conheço que gosta de BBB fica o dia todo vociferando contra o PT no “feicibuque”.
      E é enXergar, não enCHergar

  21. - IP 189.59.53.254 - Responder

    “CORAJOSOS SÃO OS QUE NÃO SE VENDEM”.Viu Nassif,Enock,Silvia Maria,Luciana “et caterva “.Se vendem,e posam de bons moços e moças!

  22. - IP 189.31.55.129 - Responder

    ESSE MINISTRO JOAQUIM BARBOSA É UMA FALÁCIA. TRAMITA NO CNJ AÇÃO ADMNISTRATIVA EM DESFAVOR DO MINISTRO FALCAO QUE PREVARICOU E ENTROU NO CASO DE QUADRILHA DO CASO BANCO DO BRASIL E O MINISTRO TIDO COMO SÉRIO NÃO PUNE NA PROPRIA CARNE COM NITIDIO CORPORATIVISMO. APOS ESTA DO STF SOMENTE CREIO EM DEUS E EM PAPAI NOEL.

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