PREFEITURA SANEAMENTO

STJ pede aval da Assembléia para processar Silval por peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Deputados caititus aproveitam a deixa para propor barganhas nada republicanas ao Paiaguás. E a grande mídia se mantém calada e, certamente, bem recompensada!

Deputados que apoiam Lúdio e deputados que apoiam Mauro devem se juntar para impedir ação penal contra governador. A ação, movida pelo MP, tenta por em pratos limpos todos fatos relativos aos rombos nos cofres da Assembléia Legislativa

Meus amigos, meus inimigos: como sempre, o fato está sendo escondido pela nossa grande mídia. Nesse início de semana, todavia, um novo confronto marca os bastidores da política, em Mato Grosso. De um lado, os deputados caititus de nossa Assembléia Legislativa, com suas goelas sempre largas, comandadas pelo deputado superprocessado José Geraldo Riva (PSD). Do outro lado, o sempre acuado e inexpressivo governador Silval Barbosa (PMDB), que deve estar se divertindo muito com a atual propaganda eleitoral do candidato petista Lúdio Cabral (PT), em Cuiabá, na disputa do segundo turno, propaganda na qual Silval é mostrado como uma espécie de grande estadista, grande realizador, um homem ao lado de quem vale a pena fazer política.

Claro que Lúdio Cabral e seus marqueteiros estão exagerando. Silval Barbosa, na realidade, vem se afirmando como um dos piores administradores e articuladores políticos que já passaram pelo Governo de Mato Grosso. Mas, como ele tá que tá com Ludio que tá que com Dilma, etc, etc, a campanha do PT, infelizmente, vende ilusão para o povo menos informado, notadamente o povo das periferias, que não acompanha os bastidores política com muita atenção, já que a luta pela sobrevivência lhe cobra um preço muito escorchante.

Mas deixemos o nariz de cera de lado e vamos aos fatos: na semana passada, o ministro Massami Uyeda, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), encaminhou ofício à Assembleia Legislativa de Mato Grosso pedindo autorização para prosseguir com ação penal impetrada pelo Ministério Publico Estadual, através do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, contra o atual governador de Mato Grosso Silval Barbosa, por seu envolvimento naqueles mesmos rombos que já valeram tantos processos contra o super processado deputado Riva, o conselheiro Bosaipo e, pelo menos, mais 20 pessoas, entre deputados e servidores da Assembléia. O STJ já enviara ofício à Assembléia em maio e agosto deste ano de 2012, com o mesmo pedido – como informa a repórter Catarine Piccioni (Olhar Direto), lá de Brasilia. A Assembléia vem fazendo corpo mole e o presidente Riva não coloca o pedido do ministro Uyeda em votação, vai empurrando com barriga.

Para a próxima terça-feira, dia 22, está marcada uma reunião entre o governador vacilão do PMDB, Silval Barbosa e os deputados caititus da Assembléia. Ninguém, entre as pessoas informadas sobre esta reunião, duvida que vá ser mais uma sessão de barganha política. Para votar contra o pedido do STJ, o que se sussurra nos bastidores da Assembléia, é que Riva e seus caititus vão cobrar que o Governo do Estado libere mais grana para eles, sob a forma de emendas parlamentares. E vejam só que absurdo:  até mesmo a reestruturação do MT Saúde,já aprovada em primeira votação, e que envolve a garantia de atendimento médico-hospitalar a milhares de familias de servidores em nosso Estado, também entra nesse leilão que os deputados pretendem impor ao governador, na terça – reunião estrategicamente marcada para acontecer em meio aos tiroteios pirotécnicos do segundo turno entre Lúdio e Mauro Mendes.

Um detalhe muito importante e que deveria estar pautando as equipes de reportagem de toda a nossa imprensa, se essa imprensa cumprisse com suas responsabilidades: o Superior Tribunal de Justiça quer avançar com processo contra o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa por fraude em licitação, lavagem de dinheiro decorrente de crime contra a administração pública, supressão de documentos, peculato, ordenação de despesa não autorizada e formação de quadrilha. Como se vê, denuncias da maior gravidade.

Silval pode vira réu por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

Lavagem de dinheiro. Peculato. Formação de quadrilha.  Denuncias da maior gravidade. Os mesmos crimes pelos quais figuras como Pedro Henry, José Dirceu, José Genoino, etc, etc, estão sendo denunciados lá em Brasilia, no rumoroso processo do Mensalão, que também tem merecido espaços generosos na imprensa de Mato Grosso e virou matéria de destaque no Jornal Nacional nessas últimas semanas. Só que na hora de falar da lavagem de dinheiro que acontece aqui, da formação de quadrilha que acontece aqui, bem debaixo do nosso nariz, nossa midia faz ouvido de mercador. E a equipe comandada pelo Ulisses Serotini, na Tv Centro América, não alerta a equipe comandada pelo William Bonner, lá na Rede Globo: tem um fato aqui que desdobra esse assunto do Mensalão!

Pior: os deputados caititus, na Assembléia Legislativa, são os primeiros a se calarem. E aí, nessa omissão, se misturam os deputados que apoiam Lúdio com os deputados que apoiam Mauro Mendes, mostrando que, muito provavelmente, são todos eles farinha do mesmo saco. A guerrinha no programa eleitoral, geralmente, é só confronto para inglês ver. Sim, porque, pelo que tenho visto, fazendo boca de siri sobre o processo contra Silval Barbosa também estão parlamentares como Percival Muniz, Emanuel Pinheiro e Luciane Bezerra, que evitam qualquer referencia ao fato em seus pronunciamentos na tribuna e em suas declarações à imprensa. Farinha do mesmo saco – para azar do povo de Mato Grosso que é quem paga a conta. Toda essa dinheirama, entre excessos de arrecadação e emendas parlamentares, sim, saem do bolso dos contribuintes que parecem investir numa espécie de saco sem fundo.

Não seria também o caso dos nossos deputados federais e senadores discutirem estas questões, pressionando a Assembléia Legislativa, para que a autorização para o processo contra Silval seja dada e se possa ter todos os esclarecimentos possíveis sobre os rombos da Assembléia, com a punição exemplar de todos aqueles que forem responsabilizados pelos crimes denunciados pelo MP? Puxa vida, estes processos sobre os rombos na Assembléia já se arrastam há tantos e tantos anos, minha gente!

O fato que percebo é que jornais amigos e jornalistas amestrados também não perguntam nada a ninguém – e o assunto fica escondido, tratado de forma ocasional e não contínua,  enquanto o povo dança nas ruas em torno das campanhas de Lúdio Cabral e Mauro Mendes. Influenciar e decidir sobre o verdadeiro poder, em Mato Grosso, é coisa para poucos e bons.

Restam, então, os cidadãos. Diante destes fatos, o que é que os cidadãos podem fazer? Aguardo pelos comentários dos cidadãos. Ou será que os cidadãos também vão se calar?

14 Comentários

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  1. - IP 177.17.204.120 - Responder

    Uma dica seria matar algum jornalista. Pois, assim a Globo Nacional acordaria e viria apurar os fatos que a Centro América não mostra a ela. Ai ela faria uma grande reportagem como fez no caso “O Comendador”.

  2. - IP 201.2.20.198 - Responder

    O fato é que o Riva virou dono de MT. Corre nos bastidores que a decisão que o mantinha no cargo foi revogada e ninguém divulga nada pq será? Como ele irá autorizar processo contra o sogro do filho?

  3. - IP 189.102.61.208 - Responder

    Você acha que repassam 30 milhões para assembleia a titulo de excesso de arrecadação a troco de que? Mensalão!

  4. - IP 186.213.226.150 - Responder

    Enock, eu não sei se vc sabe mas A SESSÃO QUE VAI JULGAR ESSA AUTORIZAÇÃO É SECRETA!!! Interessa para nós eleitores sabermos EM QUE SENTIDO OS DEPUTADOS ESTADUAIS VOTARÃO. Quero saber em especial COMO VOTARÁ O SUPLENTE ALEXANDRE CÉSAR. Será que ele terá coragem de votar pela autorização? Vamos fazer campanha: NÃO AO VOTO SECRETO NAS SESSÕES IMPORTANTES COMO ESSA. Cadê o combativo MCCE???Vamos lá Ceará, queremos ver se seu Deputado Alexandre César vai votar “Alinhado”….

  5. - IP 200.17.60.247 - Responder

    Enock,

    Um acordo horroroso entre o péssimo governador Silval e o “coronelão” Riva para que as investigações contra número 1 de MT são prossigam no STJ? São esses os políticos que o povo de Mato Grosso escolheu? Realmente, a grande mídia e também os veículos de comunicação local escondem da sociedade toda podridão que deveria ser mostrada ao povo… Essa herança maldita do Blairo para o povo dessa terra…

  6. - IP 177.5.81.131 - Responder

    É decepcionante deparar com a cena deprimente que presenciei na última quinta-feira (18) na AL, praticamente vazia, que nos faz repensar que sustentamos uma maioria de “mercenários públicos”. Muito mais frustrante foi ver um grupo de adolescentes do ensino estadual, monitorado por um professor, que pela experiência de vida acreditou que seria uma aula construtiva levá-los para conhecer o processo legislativo do estado (Veja vídeo no site do Sintap-MT) e estes formadores de opinião terem quer ir embora sem nada a acrescentar neste sentido por parte dos legisladores, com a forte impressão de que o estado está abandonado neste aspecto, acorrentado num enredo de interesses políticos corruptivos.Ao serem questionados sobre o “por quê” de uma postura tão irresponsável, negligente e até mesmo covarde para com os cidadãos matogrossenses, essencialmente os eleitores que o colocaram no cargo que ocupam, os deputados saem pela tangente, se fazendo de surdo-mudos e cegos ao quadro gritante que eles mesmo vêm construindo. Estes, não são “réus primários” neste tipo de crime para com a sociedade, já que tem sido rotina a falta de quorum num dos poucos dias normais de trabalho na Casa Legislativa, para um grupo “seleto” eleito pelo povo, em que a metade de um total aparece, bate ponto, e fica uma minoria de deputados evasivos, com desculpas “esfarrapadas”, justificando a não votação de nenhuma pauta. Os verdadeiros motivos a multidão que os elege está alheia; e é por isso que, diante de uma vasta mídia devemos parabenizar e apoiar cidadãos-jornalistas como nosso colega Enock, que fazem a diferença em meio à esse contexto midiático gigantesco, porque corajosa e aprofundadamente descortinam a nuvem de fumaça corruptível que toma conta dos poderes, tentando varrer a lama podre que se instala no sistema estatal – e quiçá nacional – como exemplo para sua própria categoria e à massa que decide o futuro de nossos políticos em todo o país.

    Caro e nobre colega, os remos que verdadeiramente dão braçadas contra a corrupção e a favor de justiça ainda são poucos e o barco que leva os verdadeiros patriotas justiceiros é pequeno, ante a um extenso mar com ondas turvas de lama, alvoroçadas por cofres públicos, que se juntam veementes neste foco e crescem seu volume atrelados à esta ganância sem fim, engolindo a massa gradativamente excluída deste imenso aglomerado de águas outrora límpidas. Entretanto, é a sua voz, e ao certo que de alguns poucos corajosos, que ecoa nesta imensidão marítima e os contados braços que remam numa embarcação rumo ao incerto, que apesar de aparentemente inexpressíveis, remo a remo irão afundar de vez todas as ondas gigantes que enlameiam nossas águas. PARABÉNS ENOCK! (Alexandra Araújo/Jornalista/Assessora Sintap-MT)

  7. - IP 177.41.88.219 - Responder

    Quero sua ajuda Enock, pois desejo ANULAR O MEU VOTO. VOTO NULO JÁ! PARA CHAMAR A ATENÇÃO DO MUNDO. Veja bem: de um lado MAURO MENDES apoiado por Blairo Maggi, Pagot, Antero de Barros, Wilson Santos, Chico Galindo,… de outro lado LÚDIO CABRAL apoiado por Carlos Bezerra, Riva, Éder Moraes, Silval,… Vale lembrar que Pagot, Éder e Silval é cria do Blairo…TÁ DIFÍCIL! TÁ DURO DE VOTÁ! UM SAFO AQUI! OUTRO SAFO LÁ! PRA MELHORAR CUIABÁ! VOTO NULO JÁ!

    • - IP 177.17.204.10 - Responder

      João Antonio, não se perturbe por tão pouco. Entendo que o voto tem que ser consciente. Porem, se os partidos ou os candidatos não respeitam a opinião publica, fazendo todo e qualquer tipo de “alianças”, nós cidadão eleitores não somos também obrigados a engolir sapos.

      Em 2006 escrevi dois artigos tratando deste tema. Um escrito em 16/08/2006 e outro no dia 12/09/2006 . Talvez, eles possam ainda que passado 12 anos, servir de reflexão:

      Voto consciente é voto nulo

      Em 16/08/2006

      É normal em ano eleitoral o acirramento dos debates políticos nos mais diferentes segmentos sociais. No calor dessas discussões, os trabalhadores poderão observar com mais atenção o antagonismo irreconciliável dos interesses de classes. Este período é excelente para os setores explorados desmistificarem a “pregação” abstrata da classe dominante de que vivemos numa democracia na qual todos os “cidadãos” são iguais perante a lei com os mesmos direitos e deveres.

      Com o circo eleitoral já instalado e tendo o voto como panacéia para todos os males, está montado o cenário perfeito para refletirmos com profundidade se realmente temos um governo do povo, pelo povo e para o povo. Vai ser aí, no meio das mentiras e palhaçadas dos comícios ou dos programas eleitorais, que iremos nos perguntar: Afinal, o Artigo 1° da nossa Constituição que afirma que o Brasil se constitui em Estado Democrático e de Direito, tendo como fundamento a cidadania e a dignidade da pessoa humana, é verdadeiro ou apenas uma ficção?

      Nas campanhas eleitorais se revelam mais claramente os interesses ocultos das elites governantes. É nesse período, que o maquiavelismo corrupto dos politicóides profissionais fica mais nítido, visto que eles escancaram, sem nenhum pudor, suas demagogias e cinismos. Portanto, esse momento exige de cada um de nós uma especial atenção.

      Os graves problemas sociais somados à imoralidade reinante em todos os escalões da república, convidam-nos a uma reflexão não apenas da estruturação social, econômica e administrativa dessa sociedade hipócrita, mais principalmente do atual modelo de representação política.

      Refletindo juntos, os explorados, os excluídos e humilhados desse sistema poderemos descobrir se há ou não política além do voto. Juntos haveremos de compreender claramente que: eleição é o mensalão dos ricos, o voto é a migalha dos pobres. Caminhando e refletindo juntos podemos ir mais longe ainda para afirmar com convicção que: Voto consciente é voto nulo.

      Independentemente dos mandarins desse Estado gostarem ou não, votar nulo é a maneira pacífica e legítima do povo dizer não a este sistema corrupto e opressor que se tornou legal. Votar em candidatos, votar em branco ou anular o voto são manifestações da vontade dos eleitores prevista na legislação.

      No curtíssimo momento em que o “cidadão” entra na “cabina indevassável” e, por alguns segundos da sua vida ele exerce, como dizem, a sua mais “plena soberania”, ele pode digitar o que ele quiser na urna. Só não pode, é claro, despedaçar a maquinazinha.

      O coerente da nossa parte seria a total abstenção ao voto, porem somos obrigados por lei a praticar este ato tão inútil para promover qualquer transformação efetiva da sociedade. Mesmo assim, votando nulo, estaremos dando os primeiros passos rumos ao voto facultativo. Não importa em quem se vota, continuar participando desse processo falsamente democrático, com o voto impositivo, é legitimar e avalizar as políticas nefastas que aí estão. No entanto, com a força do voto nulo, estaremos exigindo uma profunda reforma política, já que os politiqueiros carreiristas não têm autoridade moral para fazê-la.

      É claro que os profissionais da politicagem, sejam eles da direita ou da esquerda, domesticada, fascista ou pseudo-socialistas, se irritarão quando o assunto em discussão for o voto nulo. É que, esta casta de usurpadores privilegiados, fez da representação política um negócio lucrativo e ilícito; de enriquecimento rápido e fácil para eles, seus familiares e apaniguados. Evidentemente esses aproveitadores jamais irão aceitar perder as tetas gordas do poder.

      Esta irritação já é bem visível em Mato Grosso. É como se votar nulo não fosse uma opção legítima do eleitor consciente. Esses falsos democratas, guardiões da democracia dos ricos já se apresentam por aí como verdadeiros cães de guarda do dito voto útil. Segundo eles, a proposta do voto nulo, “atenta contra a principal e talvez a única arma do eleitor: o voto”. Só que esquecem de avisar que o voto útil pode ser também uma arma apontada contra o próprio eleitor.

      Como se já não bastasse a obrigação de votar, fazendo de um direito, um dever, ainda há aqueles que querem nos fazer acreditar que devemos votar em qualquer um, nem que seja no menos pior. Esses parecem não se lembrar que mesmo os menos ruins, quando eleitos pioram. O voto obrigatório não combina com democracia. Voto obrigatório é ditadura disfarçada, que no Brasil, passou a ser sinônimo de garantia democrática.

      Geralmente esses os fascistas aparecem vomitando sapiência, como se eles soubessem tudo, enquanto nós, “pobres diabos”, nada soubéssemos. Para eles somos apenas os Zé-manés, as Marias, as Amélias, os Paraíbas, os Cearás, uns João-ninguém, os desavisados da vida. Os fascistas não conseguem esconder o seu desprezo com os trabalhadores. Eles não têm a menor consideração para com a classe que lhes alimenta e lhes servem, do nascimento até a morte.

      Porque será que esses sabichões facistóides ficam tão raivosos quando propomos discutir o voto nulo? Será que não confiam mais em seus currais eleitorais, nos eleitores de cabrestos e nos seus votos comprados? Não importa! O importante é reafirmar que sem liberdade para o eleitor decidir conscientemente, se deseja ou não votar e como votar, a democracia se resumirá nesse arremedo que aí está.

      Já que fizeram do direito de votar uma obrigação; pelo fim dos sanguessugas, dos mensalões, dos valeriodutos, dos caixas dois e dos quinhentos anos de patifarias, e por democracia de fato, conscientemente votarei nulo como um dever.

      * ANTÔNIO CAVALCANTE FILHO

      O voto nulo consciente

      Em 12/09/2006

      Diante das patifarias que há décadas, para não dizer há séculos, vêm se perpetuando na história do nosso país, o voto útil, se seguido à risca os padrões da moralidade e da ética, é uma das tarefas mais árduas que o eleitor terá que executar no momento de votar. É bom lembrar que “tempo de eleições é tempo de ilusões”, como bem demonstrou um dos mais lúcidos filósofos do existencialismo Jean-Paul Sartre no artigo “Eleições: armadilha para tolos”.

      A primeira falácia eleitoreira é a de que o voto nulo anula o cidadão. Além de ser uma grande bobagem, é de uma cretinice sem dimensão. No sistema onde o voto é obrigatório, o voto nulo é a saída coerente para o eleitor que não compactua com as práticas daqueles que utilizam os seus mandatos para roubarem os cofres públicos. Mas não é só isso, o voto nulo é também um questionamento firme contra a política econômica e social, tanto a de ontem quanto a de hoje, que tem privilegiado os ricos e esmagado a classe trabalhadora.

      Portanto, o voto nulo, mais que um simples protesto contra os politiqueiros que fazem cambalachos nas licitações públicas para receber comissões, propinas e “salários” extras, é a forma corajosa de denunciar, desmascarar e principalmente, a de não legitimar um sistema tão podre.

      Quem se esquiva das suas responsabilidades como eleitor, e se declara covarde, são exatamente aqueles que com o seu voto útil continuam legitimando os que se locupletam nas posições privilegiadas do poder para aumentar seu patrimônio pessoal, às custas de um povo que vive em condições de vida precárias e humilhantes.

      A postura do eleitor consciente deve ser a mesma do consumidor exigente. Se vamos comprar um produto, é lógico que devemos exigir a boa qualidade, validade e garantia daquilo que vamos pagar. Se os fabricantes ou vendedores não nos oferecem nenhuma segurança, é normal que nos reservemos ao direito de não comprar tal mercadoria.

      Assim também deve proceder o eleitor consciente. Se nenhum dos candidatos satisfaz as minhas exigências, não sou obrigado a votar em qualquer um. Essa conversa fiada de que temos que votar, nem que seja no menos pior, foi o que levou o país ao fundo do poço.

      Seguindo esse raciocínio, fica claro que nada pode me obrigar a continuar legitimando, com o meu “voto útil”, um sistema corrupto e injusto com o qual não concordo. Com isso quero dizer que votar nulo significa afirmar que sou contra toda a podridão, e não apenas contra este ou aquele político podre.

      Ao negar o atual modelo político, econômico e social, o voto nulo irá passo a passo preparando o terreno onde florescerá uma nova sociedade, um outro Brasil. Ao contrário de anular o “cidadão”, como pregam os “guardiões” da democracia dos ricos, o voto nulo consciente é uma via pacífica para a construção da democracia direta e participativa, o espaço saudável de consolidação da verdadeira cidadania.

      A segunda falácia eleitoreira, tão boba ou cínica quanto a primeira, é a de que “quem anula o seu voto não tem o direito de cobrar dos eleitos”. Ora, se votar nulo não desobriga o eleitor de pagar os arrojados impostos, como também não o exclui da lista dos contribuintes, nem tampouco de cumprir as leis feitas pelos eleitos, fica claro que esta “pregação” é totalmente falsa, para não dizer idiota. Isso é lógico.

      O fato é que o voto nulo é um direito legítimo previsto na legislação. Isso quer dizer que quem vota nulo continuará gozando plenamente dos seus direitos políticos, podendo fiscalizar, cobrar e exigir a boa aplicação do dinheiro público que é de todos nós.

      Finalizando, o voto nulo é voto consciente. È um grito profundo contra a corrupção, a impunidade e as injustiças. O voto nulo consciente é muito mais, é uma das variedades das “sementes de transformação”. Estamos todos na mesma corrente, como diz o nosso hino: “Esse é o nosso país, essa é a nossa bandeira. É por amor a essa pátria Brasil que a gente segue em fileira“.

      * ANTONIO CAVALCANTE FILHO —

  8. - IP 189.75.99.174 - Responder

    riva é réu no mesmo processo. Na cabeça de quem ele mesmo vai autorisar os seus anões a processa-los? Povão axorda. Isso aqui é terra de ninguem. riva é o nosso Al Capone. Ele é o nosso Eliot Ness bugre. O Ness que faz roubos!

  9. - IP 189.75.99.174 - Responder

    Rrsrsr! Autorizar é com (Z)!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  10. - IP 200.163.83.120 - Responder

    Que voto nulo que nada, cambada! Votem em quem vocês sabem que presta! Apenas façam isso, oras!
    Quanto a TV Centro América, nao e a toa que a Assembléia de MT investe milhões e milhões em verbas mensais para propagandas oficiais. Mensalão para a Imprensa? Quem vai investigar? Cade a PF? Cade o Ministerio Publico? Ou serão também apenas mais um bando de caititus do brejo?

    • - IP 177.17.204.10 - Responder

      Oras, Enockinho…..Me fala ai, sabichão, quem é que presta?

      • - IP 201.67.101.2 - Responder

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Quem . Quem . Quem???????

  11. - IP 200.163.83.120 - Responder

    Eu tenho um tio que quer ser candidato. Rs.

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