Stábile dribla audiência porque estaria morando em Miami

Evandro Stábile, desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso enquanto responde ação por possivel envolvimento com venda de sentença, já foi presidente do Tribunal Regional Eleitoral

Evandro Stábile, desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso enquanto responde ação por possvel envolvimento com venda de sentenças, já foi presidente do Tribunal Regional Eleitoral

JUDICIÁRIO / ACUSADO DE VENDA DE SENTENÇA
Fora do país, Stábile não comparece em audiência no TJ

Advogado informou que ele chega ainda hoje em Cuiabá

Antonielle Costa
MATO GROSSO NOTICIAS

Acusado de venda de sentenças, o desembargador Evandro Stábile não compareceu a audiência marcada para esta sexta-feira (14), na presidência do Tribunal de Justiça.

De acordo com a assessoria do presidente do TJ, Orlando Perri, Stábile – por meio de seu advogado – protocolou uma petição informando que está fora do país e que chegará em Cuiabá ainda hoje, sendo assim, pediu que a audiência fosse remarcada.

Informações de bastidores dão conta de que ele mora em Miami com sua família.

A nova data ainda será definida. A audiência é relativa a um processo que tramita em segredo de justiça, protocolado em 2012. Desde 2010, Stábile está afastado de suas funções por decisão do Superior Tribunal de Justiça.

O desembargador é acusado de integrar um suposto esquema de venda de sentenças no âmbito do Tribunal de Justiça e do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.

As acusações vieram à tona um ano após ele assumir o comando do TRE, durante a Operação Asafe, deflagrada em maio de 2010 pela Polícia Federal. Durante a ação, nove pessoas foram presas e foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão, inclusive, na residência do próprio desembargador.

Na ocasião, vários objetos foram apreendidos, entre eles, quatro discos rígidos, sete pen-drives, um notebook, 62 disquetes de computador, 24 CD’s-ROM, uma espingarda calibre 22, quatro relógios da marca Rolex, R$ 60 mil, 4.682 dólares e 8.750 euros em espécie, além de documentos diversos.

Logo após a operação, ele foi afastado do TJ por determinação da ministra Nancy Andrighi e desde então ingressou com vários recursos, tanto no STJ quanto no Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de retomar as funções. Até o momento, nenhum pedido foi acatado.

Ação penal

Em dezembro de 2012, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu uma ação penal que complica ainda mais a situação do magistrado. Conforme o Mato Grosso Noticias apurou, o afastamento deve ser mantido até o final do processo, que pode resultar na perda do cargo – no caso de uma possível condenação.

Stábile foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF). Logo depois, a ministra do STJ, Nancy Andrighi, abriu prazo de 15 dias para apresentação da defesa, para que então a denúncia fosse levada Corte Especial para julgamento. A instauração da ação penal foi por decisão unânime.

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Morando no exterior, Stábile não comparece em audiência na presidência do TJ-MT

Da Redação – Katiana Pereira

DO OLHAR DIRETO

Morando no exterior, Stábile não comparece em audiência na presidência do TJ-MT

O desembargador afastado Evandro Stábile, investigado por suposta venda de sentença, não compareceu ao gabinete do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), desembargador Orlando Perri, para prestar depoimento sobre o processo que responde por corrupção passiva.

Olhar Jurídico esteve no gabinete do presidente da Corte na manhã desta sexta-feira (14), às 10h30 horário em que a audiência teria inicío,  e a assessoria informou que o advogado de Stábile requisitou o cancelamento da tomada de depoimento pelo fato do desembargador não estar em território nacional.

Acusado de venda de sentença, desembargador de MT recebeu mais de R$ 1,3 milhão líquido do Tribunal

A defesa anexou ao requerimento uma cópia da passagem aérea de Stábile, informando que ele vai embargar para o Brasil ainda nesta sexta-feira. Não foi agendada outra data para a instrução. Conforme já revelado pelo site, Stábile foi intimado por edital por não residir no Brasil. O magistrado possui residência em Cuiabá, mas estaria morando há mais de três anos no estado da Florida (EUA).

As acusações contra Stábile vieram à tona um ano após ele assumir o comando do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), durante a Operação Asafe, deflagrada em maio de 2010 pela Polícia Federal. Durante a ação, nove pessoas foram presas e foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão, inclusive, na residência do próprio desembargador.

Um levantamento feito pelo Olhar Jurídico revela que o desembargador Stábile, afastado das funções desde 2010 por acusação de venda de sentença, recebeu nos anos de 2012, 2013 e 2014 o valor de R$ 706.693.71 líquido em salários pagos pelo Tribunal.

Somente em 2012 o TJ-MT passou a disponibilizar os salários de seus servidores na página institucional, por esse motivo o portal não informa dos recebimentos dos anos anteriores. No entanto, a reportagem apurou o recebimento de Stábile entre os anos de 2010 e 2011, período que já estava afastado, foi de cerca de R$ 650 mil líquido. Dessa forma, o montante recebido nos quatro anos em que está afastado chega a cifra de R$ 1.356.694,17 milhão.

Desde seu afastamento, a defesa de Stábile ingressou com vários recursos, tanto no STJ quanto no Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de que o magistrado retomasse às suas funções. Até o momento, nenhum pedido foi acatado.

3 Comentários

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  1. - IP 201.2.22.27 - Responder

    Dispensa comentários, o silencio é a melhor saída.

  2. - IP 201.22.173.16 - Responder

    Se a justiça não consegue resolver problemas com seus membros, tendo todo o aparato e provas nas mãos, imaginem os do cidadão comum.

  3. - IP 201.15.105.146 - Responder

    Nem vou rir, vai que é doença!!!!

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