ORGANIZAÇÃO DOS SERVIDORES PARA VENCER ARROCHO SALARIAL DE ZÉ PEDRO TAQUES: Trabalhadores da Saúde decidiram, sob comando do Sisma, pela greve a partir de 14 de julho. Sisma puxa mobilização promovendo assembleia geral descentralizada na capital e no interior, nos 15 escritórios e 4 hospitais regionais. “A lista com 17 itens de reivindicações da categoria não proporcionou uma agenda positiva junto ao governador e por isso a greve, que é um instrumento legítimo do trabalhador para garantir seu direito”, anuncia Oscarlino Alves, presidente do Sisma que, em 15 de maio, no Palácio Paiaguás já dissera a Zé Pedro Taques que servidores da Saúde estão cansados de serem deixados pra trás

Greve-na-saude
O setor mais dinânimo do sindicalismo mato-grossense ganha força com a decisão tomada, na sexta-feira (26), pelos trabalhadores da Saúde que decidiram em Assembleia Geral da categoria pela paralisação dos trabalhos a partir do próximo dia 14 de julho e a manutenção de estado permanente da assembleia. A decisão foi tomada pelos servidores em Assembleia Geral descentralizada, puxada pelo Sisma e pelo seu presidente, o combativo sindicalista Oscarlino Alves, realizada de forma simultânea na capital e interior. Em Cuiabá foram realizadas três Assembleias, sendo duas no período matutino [Complexo do Cermac e Ciaps Adauto Botelho] e uma no período vespertino [SES – Nível Central]. Já no interior foram realizadas Assembleias no período matutino e vespertino nos 15 Escritórios e nos 4 Hospitais Regionais.

sisma em caceres

A categoria teve, assim, a oportunidade de debater, em forma de roda de conversas, em reuniiões com expressiva participação da base sindical, sobre os 7 pontos de pauta levantados pela Diretoria Executiva dentro do cenário atual da Saúde. Foram debatidas a tomada de decisão unilateral por parte da Gestão, sem consultar previamente o Conselho Estadual de Saúde, as condições de trabalho e estruturação física das unidades, os Modelos de Gestão Hospitalar em estudo pela Gestão (Consórcios, PPP´s, entre outros), a necessidade urgente da realização de Concurso Público, o descumprimento da Lei nº 8.278/2004 [que trata do Reposição Geral Anual – RGA] com o parcelamento do reajuste inflacionário de forma impositiva e do tratamento desigual dos Poderes frente a reposição.

O presidente do Sisma, Oscarlino Alves buscou sanar as dúvidas dos trabalhadores que ainda se sentiam temerosos quanto à greve, até mesmo por medo de sofrer represálias por parte da Gestão. “O Sindicato está aqui para lutar pelos direitos dos trabalhadores e reivindica-los sempre que necessários. Atualmente o Sisma conta com 3 escritórios de advocacia compondo a Assessoria Jurídica, aos quais buscamos sempre para embasar as tomadas de decisões, de forma coesa, com embasamento jurídico e atendendo todos os princípios legais”, explicou.

Uma atitude combativa e corajosa do Sisma que busca, assim, caminhar em cada tomada de decisão com a sua base sindical.

sisma em sorriso
Os trabalhadores da Saúde reivindicam melhores condições de trabalho e tratamento isonômico a todos os poderes. “Temos apontado os problemas que vão desde problemas com a estrutura física, mobiliários, falta de medicamentos e insumos, recursos humanos. Esses apontamentos foram feitos de forma administrativa com o atual governo, desde a época da transição. Protocolamos diversos documentos contendo as necessidades da Saúde. A lista com 17 itens de reivindicações formulados pela categoria não proporcionou uma agenda positiva junto ao governador do Estado de Mato Grosso e por isso a deflagração da greve. Pois é um instrumento legítimo do trabalhador para garantir seus direitos”, disse Oscarlino.

Dessa forma, o que se percebe é que a tentativa do governador Zé Pedro Taques de cooptar o movimento dos servidores não teve sucesso, já que a reação contra o autoritarismo da gestão já ficou patente através das manifestações de servidores do Detran, da Sema, da Educação, da Segurança Pública, da Unemat e, agora, da Saúde.

 

Oscarlino, em 15 de maio, com o governador Zé Pedro Taques

Oscarlino, em 15 de maio, com o governador Zé Pedro Taques

 

Trabalhadores da Saúde estão cansados de serem deixados pra trás

Devemos recordar, agora, que, no encontro dos sindicalistas com o governador Pedro Taques e seus secretários, em 15 de maio, o presidente do Sisma, sindicalista Oscarlino Alves quebrando o protocolo, e já demonstrando o ardor com que defende os interesses de sua categoria, pediu a palavra e explanou as dificuldades vividas pelos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) em aceitar a proposta de pagamento parcelado da reposição das perdas inflacionárias. “Os profissionais do SUS Estadual vem sofrendo com 12 anos de desmonte do Sistema, sem condições mínimas de trabalho e com as Organizações Sociais gerenciando as unidades hospitalares do Estado, e há mais de 13 anos sem concurso público, com 55% de cargos vagos”, salientou.

Oscarlino explicou ainda que atualmente 2.126 trabalhadores das OSS ocupam de forma indevida vagas na Saúde, e contribuem para o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), ou seja, com os aposentados do INSS. A Saúde em 2014 foi à única categoria que recebeu reajuste de forma parcelada, sendo a primeira na folha de dezembro de 2014. “Já economizamos para os cofres públicos e estamos sendo parceiros do atual governo. A segunda parcela do reajuste firmado na Lei 10.079/2014 será acrescida a folha de outubro deste ano, sendo assim fica difícil aceitar 50% do INPC para maio de 2015, aguardando receita futura e só receber reajuste em outubro de 2015”, desabafou.

Oscarlino Alves, em 15 de maio, com o secretário da Casa Civil, Paulo Taques

Oscarlino Alves, em 15 de maio, com o secretário da Casa Civil, Paulo Taques

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