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Sinjusmat insiste em falar em “frustração” com relação à atual administração do TJ. Mas não pediu ainda, de volta, a placa de homenagem que deu ao desembargador Rubens de Oliveira – esse, sim, que depois de mais de 1 ano, frustrou o compromisso assumido com a categoria dos servidores

Da boca pra fora, servidores do Tribunal de Justiça reclamam da atual gestão, que não estaria atendendo aos reclamos do Tribunal. Continuo a dizer que é atitude incoerente, já que o compromisso hoje cobrado foi assinado pelo desembargador Rubens de Oliveira, enquanto presidente do TJ, em outubro de 2011 e, 1 ano e 4 meses depois, o Sinjusmat, no inicio de março deste ano de 2013, fez o maior rapapé e entregou uma placa dizendo que o desembargador Rubens foi o maior e melhor presidente do TJMT em todos os tempos, na defesa dos interesses dos servidores.

Um ano e 4 meses haviam se passado, o desembargador Rubens não cumpriu nada do que fora acordado quanto à progressão funcional que agora se reclama – e, no entanto, foi homenageado, lambido, paparicado. Ao invés de se dizer, então, frustrado com o desembargador Rubens, o Sinjusmat se curvou a ele, guardando as cobranças para fazer, agora, ao desembargador Perri, sob a desculpa de que são cobranças institucionais. Dê a essas cobranças o nome que der, fica mais que evidente que são cobranças apressadas, indevidas, injustas por que todo mundo sabe que a administração, dentro do TJ, não segue em linha reta, infelizmente.

O que analiso é que os servidores precisam botar a mão na cabeça e perceber que há incoerência nisso tudo. Me parece que muitos servidores já estão percebendo porque a “grande passeata” que o Sinjusmat anunciara para esta quinta-feira ficou só no desejo. O Sinjusmat saiu, então, das ruas e foi chorar suas pitangas no escritório do advogado Eduardo Mahon. Este é um momento delicado. Sim, ninguém quer que os servidores abram mão da defesa dos seus direitos e dos seus interesses. Mas nos parece que há muita pressa de se cobrar da atual administração, o que não se cobrou da administração anterior. No mínimo, tem que se cobrar do desembargador Rubens de Oliveira, que assinou compromisso de que faria a progressão funcional e não fez progressão funcional nenhuma, que devolva a placa pela homenagem indevida!

E que a maioria dos servidores perceba que a administração que assumiu há apenas dois meses precisa de um fôlego. Dentro desse prazo, que será então um prazo assumido pelo desembargador Perri e não pelo desembargador Rubens de Oliveira, que se cobre então com força, com muito mobilização e organização. É dessa forma, agindo com sensatez e coerência, imagino eu, que o Sinjusmat voltará a mobilizar e ser respaldado pela maioria dos servidores. Confira o noticiário. (EC)

Servidores do TJMT revelam frustação com gestão de Orlando  Perri

Da Redação – Katiana Pereira

Foto: Olhar Direto

Servidores do TJMT revelam frustação com gestão de Orlando  Perri

A comissão de greve do Sindicato dos Servidores do Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) revelou descontentamento com a gestão do atual presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando Perri. Os servidores alegaram que se sentem frustados por não terem sido atendidos no tocante ao acordo firmado em 2011, após uma greve de mais de 100 dias.

“Perri foi ótimo gestor e esperávamos que quando ele chegasse à Presidência a situação seria diferente, coisa que não aconteceu. Sabemos que a gestão dele tem pouco mais de dois meses, mas deve ser levado em conta a questão institucional. Foi feito um planejamento, firmado com um acordo com a gestão anterior e esse acordo não foi cumprido. A greve foi a única saída. Estamos frustrados”, a fala é de Rosenwal Rodrigues, presidente do Sinjusmat.
A revelação foi feita durante reunião realizada nesta quinta-feira (16) no escritório do advogado Eduardo Mahon, com a participação de um grupo de dez advogados independentes, servidores do TJMT e veículos de imprensa.
Rosenwal também criticou a atitude do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB/MT), Maurício Aude, que classificou a paralisação como extemporânea e sugeriu acionar a Justiça para decretar a ilegalidade do movimento.
“Muito me admira do Maurício Aude criticar a greve, sendo que ele estava presente quando o sindicato, Judiciário e o antigo presidente da OAB [Cláudio Stábile] assinaram o acordo. Agora quer dizer que esse acordo não vale nada? A OAB deveria representar melhor e não prestar esse tipo de papel”, sustentou.
O advogado Eduardo Mahon, que intermediou a reunião, revelou lamentar a greve e mostrou indignação com a presidência da OAB/MT, pela ameaça de pleitear a ilegalidade do movimento. “Lamentamos a incoerência da Ordem dos Advogados quanto à greve dos servidores do Poder Judiciário. Em 25 de outubro de 2011, o Pres. da OAB assinou um termo de compromisso, onde na cláusula quinta, o TJ obrigou-se a implantar o plano de progressão funcional a partir de 31 de dezembro de 2012. Agora, a Ordem sem qualquer tentativa de diálogo, atira pedras contra os grevistas. É preciso compreender que o caminho da negociação é o melhor para que a advocacia não sofra e que a greve termine, ao mesmo tempo em que o TJ cumpra seus compromissos e as leis sejam respeitadas”.
A principal exigência o dos servidores é quanto ao cumprimento da lei que instituiu o Sistema de Desenvolvimento de Carreira e Remuneração (SDCR). Com ele, a categoria teria direito a um aumento de aproximadamente 30%, o que representa cerca de R$ 1 mil. Atualmente os servidores recebem um auxílio alimentação de R$300.
O Sinjusmat aponta que o alto número de trabalhadores comissionados prejudica o cumprimento dos acordos firmados com servidores efetivos. “Ao todo o Judiciário em Mato Grosso tem 5,5 mil trabalhadores, deste 2 mil são comissionados e 60% desse efetivo atua dentro do Tribunal de Justiça. Se cortar os comissionados o orçamento seria suficiente. Tem que cortar pela raiz”, explicou Rosenwal.
Desde que a greve foi iniciada, na segunda-feira (13), servidores e a presidência do TJMT ainda não se encontraram. “Estamos abertos para propostas, desde que atenda o acordo firmado anteriormente”, garantiu Rosenwal.
O presidente do TJMT, o desembargador Orlando Perri, por meio de nota, manifestou que considera extemporânea a decisão Sinjusmat em deflagrar greve geral no decorrer de uma negociação. Perri garantiu que embora esteja no comando do TJMT há pouco mais de dois meses, tem realizado constantes reuniões com membros das entidades representativas dos servidores.

Categorias:Cidadania

9 Comentários

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  1. - IP 177.132.245.62 - Responder

    Quem assume compromisso não é Rubens e nem Perri – é o Tribunal de Justiça. Aliás, tem lei estadual que não foi cumprida por nenhum dos dois, Enock!

  2. - IP 177.5.236.187 - Responder

    Caro Enock, sou leitor e amo muito sua pagina, mas vc não esta analisando TODO O CONTEÚDO, num processo vc analisa somente PARTE DELE??? Claro que não!! Nós servidores não estamos preocupados com quem assinou o tal contrato, TODOS os DESEMBARGADORES são conhecedores das Leis, entre elas esta o SDCR (diga-se de passagem, que eles mesmos criaram). Eles não sabiam quem em 2010 tinha que implantar as progressões? não sabiam que tinha que ter recursos? essa estoria que não é culpa desse ou daquele GESTOR é conversa pra boi dormir. que o Rosenval foi sem noção em dar uma placa de “agradecimento” isso foi, mas o restante do processo tem que ser analisado. ONDE FICA O EXEMPLO PARA A SOCIEDADE E PARA OS PRÓPRIOS SERVIDORES QUE TEM QUE CUMPRIR LEIS? Ou elas existem para ser cumpridas somente quando queremos?? CONSEGUE ME RESPONDER CARO ENOCK?? ABRAÇO

  3. - IP 177.132.245.62 - Responder

    Aí está a diferença entre o radicalismo e a tolerância. Parabéns aos advogados e servidores!

  4. - IP 189.10.40.35 - Responder

    Senhor Presidente,
    O servidor cobra porque não é justo o nosso salário. Enquanto um comissionado ganha três vezes mais que um servidor de carreira. Acho eu que a diminuição de comissionado melhoria e muito a vida do servidor de carreira.

  5. - IP 187.5.109.196 - Responder

    E esse tal de Mahon/Marron, tem procuração ou outorga de quem para negociar?? Se enxerga, quer usar dos servidores do judiciário para antecipar a campanha para OAB!!!!!

  6. - IP 201.34.26.131 - Responder

    Mas a proposta do sindicato, pelo que parece, é para começar a pagar no ano que vem e a do TJMT parece que é empurrar isso até 2015, quando o atual mandato já acabou. Se é para pagar no ano que vem, então acho que está dando o tempo necessário. Se deixar para 2015, aí o outro novo presidente do tjmt vai falar a mesma coisa, que está no começo de mandato etc. Essa é minha opinião, pelo que tenho lido má internet.
    Por que isso nao esta sendo divulgado?

  7. - IP 189.11.246.33 - Responder

    Vamos analisar TODO O CONTEÚDO, não apenas parte dum processo, analisar somente PARTE DELE não vamos chegar a uma conclusão correta, certo??? Claro que sim!! Nós servidores não estamos preocupados com quem assinou o tal contrato com o sinjusmat, pois TODOS os DESEMBARGADORES são conhecedores das Leis, entre elas esta o SDCR (diga-se de passagem, que eles mesmos criaram). Eles não sabiam quem em 2010 tinha que implantar as progressões? não sabiam que tinha que ter recursos? essa estoria que não é culpa desse ou daquele GESTOR é conversa pra boi dormir. ONDE FICA O EXEMPLO PARA A SOCIEDADE E PARA OS PRÓPRIOS SERVIDORES QUE TEM QUE CUMPRIR LEIS? Ou elas existem para ser cumpridas somente quando queremos?? CONSEGUEM ME RESPONDER??

  8. - IP 189.73.224.183 - Responder

    E agora SINJUSMAT o que fazer depois do pronunciamento do Presidente do TJ/MT?

  9. - IP 189.10.40.35 - Responder

    A realidade é a seguinte: 1) No TJMT, assim como na adm pública de um modo geral, para os assuntos administrativos, não há seriedade para nada!; 2) Os desembargadores e os juízes, na sua esmagadora maioria (claro que existe exceção), estão se lixando para os servidores… para eles, servidores e nada é a mesma coisa!; 3) Então, todo o planejamento (?) financeiro é realizado para pagar os direitos (e aquelas verbas que sabemos que não são amparadas pelo direito) aos desembargadores e aos juízes… ah, e também para aqueles servidores mais chegados!; 4) O Rosenval está mais preocupado em instituir e garantir o recebimento das verbas para os Oficiais de Justiça, que lhes serão pessoalmente favoráveis, e não está preocupado, na verdade, com a carreira dos servidores de modo geral; 5) Não há, pelo TJMT, vontade política em melhorar a cerreira dos servidores, tampouco na sua qualificação… 6) OS SERVIDORES, numa grande maioria, estão preocupados, somente, em encher a burra de dinheiro, ou seja, no aumento de salário e na inclusão de penduricalhos indevidos, e não estão preocupados com a carreira e a sua qualificação; 7) Em resumo, em curto prazo (também divido que em longo prazo assim o seja) nada melhorará no âmbito do TJMT (no que diz respeito à generalidade da CARREIRA dos servidores, claro)

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