Sindicatos sugerem que Governo financie apenas 30% do MT Saúde

Sindicalistas Gilmar Brunetto (Sinterp), Carlos Rocha (Sinfate) e Alzita Ormond (Sisma) em reunião do Forum Sindical com o secretário Francisco Faiad

Atualmente o governo cobre 55% do custeio dos planos de saúde. Sindicatos cobram que o governo garanta autonomia administrativa do plano.

O sindicalista Gilmar Brunetto, presidente do Sinterp e membro do Fórum Sindical, esclareceu, nesta quinta-feira, que os sindicalistas estão negociando com o secretário de Administração, Francisco Faiad, para que o Governo do Estado reduza o valor dos repasses que tem feito para cobrir os custos do MT Saúde.

“Queremos diminuir a participação do governo e não aumentá-la, como se informou, equivocadamente”, disse Gilmar Brunetto.

Atualmente o governo cobre mais de 55% dos custos do plano dos servidores e os sindicatos sugerem a redução para apenas 30% por cento. “Desde que garanta autonomia administrativa para o plano, com a participação dos sindicatos em sua gestão”, ressaltou Brunetto. O sindicalista disse que esta foi a proposta que o Fórum Sindical definiu em parceria com a direção do MT Saúde, através do presidente Flávio Taques, e apresentado ao secretário Francisco Faiad. “Não vamos admitir que uma informação desencontrada possa confundir o servidores e nosso objetivo de reestruturação do MT Saúde. Não vamos admitir que a falta de transparência continue a prejudicar a credibilidade do MT Saúde”, destacou.

De acordo com o sindicalista Gilmar Brunetto, pela nova formatação proposta pelo Fórum Sindical, os servidores passarão a ser descontados de acordo com a sua remuneração e faixa etária. Atualmente, o desconto é feito somente pela remuneração. Para que a nova proposta entre em vigor, o secretário Faiad ficou de encaminhar negociação interna junto ao governador Silval Barbosa que, aprovando a proposta, deverá encaminhar mensagem à Assembléia Legislativa para aprovação em plenário pelos deputados estaduais e futura sanção governamental.

“No inicio, o MT Saúde ofertou aos servidores um atendimento exemplar, assim que foi implantado na primeira gestão do governador Blairo Maggi. A falência do plano começou a ser percebida na transição de Maggi para Silval quando começaram a aparecer diversas situações escandalosas, envolvendo empresas contratadas emergencialmente para administrar o plano. Estão aí as denuncias, já encaminhadas ao Ministério Público, em torno das operadoras CRC e Samaritano”, informou.

O sindicalista lembra que os deputados instalaram uma CPI para esclarecer todas estas irregularidades e punir os seus responsáveis. Brunetto cita que o fórum sindical luta pela moralização do MT Saúde e não pela sua extinção. “Não queremos que prevaleça o monopólio que tantos prejuízos traz aos que precisam de atendimento médico e hospitalar em Mato Grosso. Acreditamos que, com uma gestão transparente e tecnicamente competente, o MT Saúde pode se transformar em um modelo semelhante ao de Mato Grosso do Sul, onde a Caixa de Assistência CasseMs já se consolidou como um dos melhores planos de saúde do Brasil”, destaca Brunetto.

No documento entregue a Faiad, o Fórum Sindical defende que as contribuições sejam recolhidas dos servidores e imediatamente depositadas na conta do MT Saúde, sem passar pelos núcleos sistemicos, como acontece atualmente, o que tem sido um grande entrave, não só para o MT Saúde como para os demais orgãos que dependem dos repasses do Poder Executivo. Esses núcleos, segundo estudos desenvolvidos pelo Fórum, estariam encarecendo os custos de todas as compras e serviços do Estado como, por exemplo, na recente aquisição de veiculos automotivos e equipamentos para a Empaer, em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Gilmar Brunetto informa que a proposta de 30% para o Governo e 70% para os servidores marca uma retomada da formatação original do MT Saúde. A proposta é que os servidores participem do plano apenas na condição de titulares e dependentes que serão beneficiados com um desconto que será maior para aqueles que contam com menores remunerações. Por exemplo, servidores que percebem atualmente até R$ 1.000,00 terão até 60% de desconto, para o titular e o dependente. Em compensação, aquelas faixas salariais superiores a R$ 5 mil reais se beneficiarão de um desconto de apenas 10 por cento. Essa proposta está nas mãos do secretário da SAD e depende da aprovação do governador Silval Barbosa para passar a valer.

Fonte: ExpressoMT com Assessoria

Sindicalistas do Fórum Sindical de MT em mais uma rodada de negociação com Francisco Faiad, secretário da SAD

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