Sem maiores frescuras, Pedro Taques (PDT) e Silval Barbosa (PMDB) dão início à transição de poder. Otaviano Pivetta e Pedro Nadaf coordenarão o desenlace. Taques repudia ideia de vingança contra adversários

Pedro Taques e Silval garantem a transição com tranquilidade. Republicana.

Pedro Taques e Silval garantem a transição com tranquilidade. Republicana. (foto Chico Valdiner/ Secom MT

O governador Silval Barbosa recebeu nesta terça-feira (07.10), no Palácio Paiaguás, o governador eleito de Mato Grosso, Pedro Taques dando início ao processo de transição. O encontro serviu para definir que o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, será o coordenador de transição pelo atual governo, enquanto que o prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, será o coordenador pelo futuro governo estadual.

Um encontro de homens civilizados. De acordo com Silval Barbosa, a conversa foi muito tranquila e ele colocou todas as secretarias e secretários à disposição para o processo. “Se o Pedro Taques quiser, por exemplo, os números da saúde, o Pedro Nadaf irá, junto com o secretário Jorge Lafetá, disponibilizar esses dados”.

Pedro Taques, por sua vez, garantiu que é importante fazer uma transição tranquila, seguindo a Constituição, para que não exista interrupção nos serviços para a população. Ele disse que Silval Barbosa se colocou à disposição para todo o processo.

Pedro Nadaf explicou que ele e Otaviano Pivetta irão tratar diretamente do processo, eliminando qualquer intervenção de terceiros. Se for preciso, as duas equipes irão se reunir, enquanto o Estado continua funcionando normalmente.

SEM VINGANÇA

Pela manhã, em entrevista coletiva, respondendo a uma pergunta da jornalista Fátima Lessa, correspondente do Estadão, Pedro Taques garantiu que não existe nenhum espírito de vingança da nova gestão que assume contra os gestores que se retirarão em 31 de dezembro.

– Eu pretendo cumprir o que determina a Lei – explicou quanto a uma possível “devassa” nas contas do governador Silval – Se cumprir a lei é vingança, aí sim, você pode dizer que sou um vingador – reforçou Taques, no diálogo com Fátima Lessa.

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