(65) 99638-6107

CUIABÁ

Saúde é o que interessa

CAOS NA SAÚDE: Em visita ao Ministério da Saúde, economista Vicente Vuolo descobre que a Prefeitura de Cuiabá aderiu ao Programa Mais Médicos em agosto de 2013, durante o 1º ciclo. Posteriormente, na 2ª etapa, em dezembro de 2013, a Prefeitura encaminhou um ofício dizendo que não tinha mais interesse.

Publicados

Saúde é o que interessa

Vicente Vuolo conversou longamente com o diretor do Departamento de Provisão de Profissionais de Saúde do Programa "Mais Médicos", Jerzey Timóteo Ribeiro Santos, em seu gabinete, em Brasília. Segundo Jerzey, o Ministério da Saúde está pronto a acolher um pedido do prefeito Mauro Mendes para que Cuiabá seja beneficiado pelo Programa e um grupo de profissionais médicos seja enviado para ampliar o atendimento das periferias da capital de Mato Grosso

Vicente Vuolo conversou longamente com o diretor do Departamento de Provisão de Profissionais de Saúde do Programa “Mais Médicos”, Jerzey Timóteo Ribeiro Santos, em seu gabinete, em Brasília. Segundo Jerzey, o Ministério da Saúde está pronto a acolher um pedido do prefeito Mauro Mendes para que Cuiabá seja beneficiado pelo Programa e um grupo de profissionais médicos seja enviado para ampliar o atendimento das periferias da capital de Mato Grosso


 
O pré-candidato a senador pelo Partido dos Trabalhadores Vicente Vuolo foi recebido na quinta-feira pelo diretor do Departamento de Provisão de Profissionais de Saúde do Programa “Mais Médicos”, Jerzey Timóteo Ribeiro Santos, para saber dos reais motivos de Cuiabá ser a única capital do país que não aderiu ao programa.
Segundo Timóteo, o município de Cuiabá aderiu ao projeto em agosto de 2013, durante o 1º ciclo. Posteriormente, na 2ª etapa, em dezembro de 2013, a Prefeitura encaminhou um ofício dizendo que não tinha mais interesse.
“Já se encerraram os cinco ciclos. São 14.200 médicos trabalhando no país. Cuiabá, hoje, tem próximo de 38,72% de cobertura de Saúde da Família para 217.350 habitantes por 63 equipes, o que não é suficiente. A cobertura ideal seria de 50% a 60% porque, com certeza, tem área descoberta”.
Vuolo indagou se essas novas equipes iriam substituir as 63 equipes já existentes. Timóteo afirmou que não. “O programa é para aumentar, criar novas equipes. É preciso que o prefeito encaminhe um ofício retomando o interesse no Programa, e já colocando a quantidade de médicos necessários”.
Jerzey Timótheo Ribeiro Santos enalteceu a preocupação de Vuolo e disse que 85% dos problemas de saúde podem ser resolvidos lá na periferia e, que somente 15% são encaminhados à atenção especializada ou hospitalar.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  JUACY SILVA: Pela nossa saúde, devemos recomeçar cuidando da saúde do planeta.

Propaganda
2 Comentários

2 Comments

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Alguma coisa está fora da ordem

LÚDIO CABRAL: 5 mil vidas perdidas para a covid em Mato Grosso

Publicados

em

Por

CINCO MIL VIDAS

Lúdio Cabral*

Cinco mil vidas perdidas. Esse é o triste número que Mato Grosso alcança hoje, dia 26 de janeiro de 2021, em decorrência da pandemia da covid-19.

Cada um de nós, mato-grossenses, convivemos com a dor pela perda de alguém para essa doença. Todos nós perdemos pessoas conhecidas, amigos ou alguém da nossa família.

A pandemia em Mato Grosso foi mais dolorosa que na maioria dos estados brasileiros e o fato de termos uma população pequena dificulta enxergarmos com clareza a gravidade do que enfrentamos até aqui.

A taxa de mortalidade por covid-19 na população mato-grossense, de 141,6 mortes por 100 mil habitantes, é a 4ª maior entre os estados brasileiros, inferior apenas aos estados do Amazonas (171,9), Rio de Janeiro (166,2) e ao Distrito Federal (147,0). O número de mortes em Mato Grosso foi, proporcionalmente, quase 40% superior ao número de mortes em todo o Brasil. Significa dizer que se o Brasil apresentasse a taxa de mortalidade observada em Mato Grosso, alcançaríamos hoje a marca de 300.000 vidas perdidas para a covid-19 no país.

Lembram do discurso que ouvimos muito no início da pandemia? De que Mato Grosso tinha uma população pequena, uma densidade populacional baixa, era abençoado pelo clima quente e que, por isso, teríamos poucos casos de covid-19 entre nós?

Leia Também:  GIBRAN LACHOWSKI: Desenha-se um novo capítulo das nossas vidas no Brasil-com-Covid-19

Lembram do posicionamento oficial do governador de Mato Grosso no início da pandemia, de que o nosso estado não teria mais do que 4.000 pessoas infectadas pelo novo coronavírus?

Infelizmente, a realidade desmentiu o negacionismo oficial e oficioso em nosso estado. Não sem muita dor. O sistema estadual de saúde não foi preparado de forma adequada. Os governos negligenciaram a necessidade de isolamento social rigoroso em momentos cruciais e acabaram transmitindo uma mensagem irresponsável à população. O resultado disso tudo foram vidas perdidas.

Ao mesmo tempo, o Mato Grosso do sistema de saúde mal preparado para enfrentar a pandemia foi o estado campeão nacional em crescimento econômico no ano de 2020. Isso às custas de um modelo de desenvolvimento que concentra renda e riqueza, de um sistema tributário injusto que contribui ainda mais com essa concentração, e de um formato de gestão que nega recursos às políticas públicas, em especial ao SUS estadual, já que estamos falando em pandemia.

Dolorosa ironia do destino, um dos municípios símbolo desse modelo de desenvolvimento, Sinop, experimentou mortalidade de até 100% entre os pacientes internados em leitos públicos de UTI para adultos em seu hospital regional.

Nada acontece por acaso. Os números da covid-19 em Mato Grosso não são produto do acaso ou de mera fatalidade. Os números da covid-19 em Mato Grosso são produto de decisões governamentais, de escolhas políticas determinadas por interesses econômicos, não apenas agora na pandemia, mas por anos antes dela. E devemos ter consciência disso, do contrário, a história pode se repetir novamente como tragédia.

Leia Também:  CUBANOS ESTÃO CHEGANDO : Prefeitura adere ao Mais Médicos

Temos que ter consciência dessas injustiças estruturais para que possamos lutar e acabar com elas. A dor que sofremos pelas pessoas que perdemos para a pandemia tem que nos mobilizar para essa luta.

Lutar por um modelo de desenvolvimento econômico que produza e distribua riqueza e renda com justiça, que coloque pão na mesa de todo o nosso povo e que proteja a nossa biodiversidade. Lutar por um sistema tributário que não sacrifique os pequenos para manter os privilégios dos muito ricos. Lutar por políticas e serviços públicos de qualidade para todos os mato-grossenses. Lutar pelo SUS, por um sistema público de saúde fortalecido e capaz de cuidar bem de toda a nossa população.

São essas algumas das lições que precisamos aprender e apreender depois de tantos meses de sofrimento e dor, até porque a tempestade ainda vai levar tempo para passar.

*Lúdio Cabral é médico sanitarista e deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA