SAÍTO consola-se na lembrança do legado de D. Leyde Vuolo.”Faleceu uma grande mulher. Mãe de Vicentinho, Francisco e Gleyde. Esposa devotada do ex-Senador Vicente Vuolo. Lembro-me do casal, juntos, na minha infância. Quanta ternura, apego, dedicação. Desde então, Vuolo, e sempre apoiado pela esposa, já lutava tenazmente pela vinda da ferrovia para Mato Grosso”

 

 

Saíto e a senhora Leyde Vuolo, esposa muito amada do senador Vicente Vuolo

Saíto e a senhora Leyde Vuolo, esposa muito amada do senador Vicente Vuolo, que faleceu na sexta-feira, enlutando a sociedade cuiabana

Passamos. As obras, jamais.

por GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO – SAÍTO

 

A morte sempre nos leva às mais profundas reflexões. Ela não se dá ao diálogo, o mistério é o que sobra. Com ela convivemos sempre, num caminhar solitário à espera do desconhecido. Vem e nos leva sem justificar nada, mesmo porque o nada é sua face. Para alguns, é o início da vida em outra dimensão – o espírito não morre. Para outros, é o adormecer a espera do Salvador. Há, ainda, aqueles que a tem como fim, tão só, sem qualquer esperança de reencontro, ou mesmo da existência de um ser supremo a lhe dar sentido, nesta ou pra melhor.

Penso haver vida após a morte, e em abundância. Creio na existência de Deus. E minha crença me leva a enxergá-la como etapa, tempo necessário para evolução diante da graça divina. Se feitos à imagem e semelhança Dele, até por princípio filosófico, também somos eternos. Não há felicidade maior que isso, a certeza do reencontro, do abraço terno, e de lá poder olhar, acompanhar, os que ainda caminham na provação terrena.

Faleceu na última sexta-feira uma grande mulher, Leyde Vuolo. Mãe de Vicentinho, Francisco e Gleyde. Esposa devotada do ex-Senador Vicente Vuolo. Lembro-me do casal, juntos, na minha infância. Quanta ternura, apego, dedicação. Desde então, Vuolo, e sempre apoiado pela esposa, já lutava tenazmente pela vinda da ferrovia para Mato Grosso. Recentemente em viagem, conduzia minha família pela rodovia e observava, a toda alegria, sendo ladeado pelos trilhos da ferrovia que leva seu nome. Senti-me orgulhoso em ser mato-grossense e por ter sido testemunha dessa vitória.

Da tristeza passageira, a certeza dos que legam valores, deixam exemplo. Precisamos manter acesa a história daqueles que fizeram diferença, honraram a estadia neste grande planeta. Quanta riqueza passará pelos trilhos da esperança! Muitos dos beneficiados não conhecerão a luta incansável de um casal que ousou sonhar, e, ao sonhar, viveram a lutar. Não importa. Edificaram, e bem.

A poetisa e escritora de Goiás Velho – Cora Coralina – bem afiançou: “Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos”. Esse é o caso de Leyde e Vicente Vuolo. Agora, juntos novamente para recomeçar, não sem antes curtirem as emoções do reencontro, notícias da vida que se apluma por cá. Deixam saudades, sinal de quem amou e se doou. Descansem em paz. O ideal concretizado nos abraça como referencial de quem nunca morreu. É por aí…

 

GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO – SAÍTO é Juiz de Direito e escreve aos domingos em A Gazeta (Email: [email protected]).

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2 Comentários

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  1. - IP 177.203.0.161 - Responder

    “Da tristeza passageira, a certeza dos que legam valores, deixam exemplo. Precisamos manter acesa a história daqueles que fizeram diferença, honraram a estadia neste grande planeta. ” empresto de Vossa excelência as palavras para também homenagear nosso inesquecível Gilson de Barroso, que no próximo 07 de março, completará 06 anos da sua passagem para o Oriente Eterno.

  2. - IP 177.17.242.156 - Responder

    Linda mensagem, para mim a morte é inicio da vida em outra dimensão, o espírito nunca morre!

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