Romoaldo Jr condenado pelo Tribunal de Contas da União por envolvimento em irregularidades quando era prefeito de Alta Floresta. A familia Vedoin e a Planam, da Máfia dos Sanguessugas, também aparecem entre os punidos.


Romoaldo Jr se defende do fato de seu nome aparecer ligado mais uma vez à familia Vedoin - tristemente famosa pelo envolvimento como grande operadora da "máfia dos sanguessugas" - dizendo que "muita gente está sendo condenada indevidamente".

TCU condena deputado estadual Romoaldo Júnior por irregularidades em prefeitura

De Brasília – Catarine Piccioni
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A segunda câmara do Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o deputado Romoaldo Aloísio Boraczynski Júnior (PMDB), líder do governo estadual na Assembleia Legislativa e vice-presidente da Casa, por irregularidades na execução de um convênio firmado em 2003 entre o Fundo Nacional de Saúde (FNS) e a prefeitura de Alta Floresta (800 km de Cuiabá) para a aquisição de uma unidade móvel de saúde (ônibus médico-odontológico).

Os ministros do tribunal julgaram irregulares as contas de Boraczynski Júnior, prefeito de Alta Floresta na época em que o convênio foi firmado. Conforme acórdão proferido nesta semana (dia 12), a segunda câmara determinou que o deputado e outros envolvidos (Planam Indústria, Comércio e Representação Ltda., Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Cléia Maria Trevisan Vedoin) no caso terão de pagar, solidariamente, R$ 69.950 (débito em 2004 que deverá ser atualizado monetariamente e acrescido de juros) ao FNS.

Também ao FNS, o parlamentar, a Unisau Comércio e Indústria Ltda., Paulo José Sampaio Bastos, Luiz Vedoin e Ronildo Pereira Medeiros deverão pagar R$ 30 mil (débito em 2004 a ser atualizado e acrescido de juros).

Os ministros estabeleceram as seguintes multas individuais (recolhidas ao Tesouro nacional): R$ 16 mil (para o ex-prefeito e para Luiz Vedoin) e R$ 8 mil (para a Planam, Cléia Vedoin, Unisau, Paulo Bastos e para Ronildo Medeiros). A tomada de contas especial foi instaurada em 2009 em decorrência da operação Sanguessuga, deflagrada pela Polícia Federal em 2006.

O grupo tem 15 dias para efetuar o pagamento das quantias, que poderá ser parcelado. Caso eles não atendam as notificações, as dívidas deverão ser cobradas judicialmente. O TCU vai encaminhar cópia do acórdão e de respectiva documentação ao Ministério Público Federal em Mato Grosso para adoção de possíveis medidas e ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Contas do Estado porque há indícios de prejuízo aos cofres da prefeitura de Alta Floresta.

“Todos os prefeitos (cujas prefeituras compraram unidades móveis de saúde vendidas pelas empresas comandadas pela família Vedoin) estão sendo condenados por suposto envolvimento com esse esquema. São mais de mil prefeitos em  todo o país. Todos que já apresentaram recursos conseguiram reverter decisões desfavoráveis. Prefeitos apenas homologam licitações. O veículo foi entregue por José Serra (ministro da Saúde à época) e está em funcionamento  até hoje”, disse Romoaldo Júnior, informando que seu advogado vai recorrer contra o acórdão e citando que “muita gente séria está sendo condenada indevidamente”.

FONTE OLHAR DIRETO

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ENTENDA O CASO

Escândalo

A MÁFIA DOS SANGUESSUGAS

Em maio de 2006, a Polícia Federal desmontou um esquema de corrupção envolvendo nada menos que 87 deputados e 3 senadores de 10 partidos. A fraude funcionava assim: os parlamentares apresentavam emendas ao Orçamento da União solicitando a compra de ambulâncias para as suas regiões, em troca de propina paga pela empresa Planam, de Darci e Luiz Antonio Vedoin, que vendia os carros a preços superfaturados. Tudo com ajuda de servidores do Ministério da Saúde, que autorizavam a liberação de verbas. Em troca do benefício da delação premiada, o operador do esquema, Luiz Antonio, revelou os detalhes à Justiça. Segundo as investigações, a fraude ocorreu na compra de mais de 1.000 ambulâncias para prefeituras de seis estados e ao longo de cinco anos causou prejuízos de 110 milhões de reais. No Congresso, a CPI dos Sanguessugas pediu a abertura de processo contra 69 deputados e 3 senadores, mas ninguém foi punido. Na Justiça, o caso tem mais de 500 réus, incluindo parlamentares, prefeitos, servidores e empresários. A grande maioria dos processos tramita no Mato Grosso, sede dos Vedoin. Passados seis anos, apenas 66 processos foram julgados, com 39 condenações, incluindo a de cinco ex-deputados, todas em primeira instância. Só duas sentenças estão em fase de execução, uma contra uma funcionária da Planam e outra contra um assessor parlamentar.

FONTE REVISTA VEJA

1 Comentário

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  1. - IP 177.3.46.253 - Responder

    Me desculpem a minha sinceridade, pois moro aqui em Alta Floresta tem 30 anos, e já estou acostumando e enojado tbem por escutar tanta mentira desse deputado. Pois quando ele disse que o veiculo esta em funcionamento até hoje, ele mentiu descaradamnete, pois quem quiser sbaer e ver o eviculo nunca andou nem um metro sequer. Trabalho na saúde deste municipio e sei que estou falando. O motor era um, o chassis era outro…enfim tudo errada mesmo, e agora vem dizer que é inocente e que o veiculo está em ficnionamento. Vale a pena todos conferirem…Meu Deus até quando vamos conviver com essas impunidades….

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