Romilson Dourado avança o sinal e diz que Valtenir responde a processo. Esse é mais um exemplo dos exageros que comete a nossa imprensa diante do silêncio da vítima – já que o deputado Valtenir (sem saber direito do que é acusado) não reage.

Eu, o blogueiro Enock Cavalcanti, boto a cara a tapa e digo que é uma irresponsabilidade o que Romilson Dourado faz com Valtenir Pereira, informando aos seus leitores que Valtenir responde a processo judicial, o que é uma mentira. Valtenir figura em inquérito da Policia Federal sobre o projeto Jampa Digital, ainda muito nebuloso. Dizer que Valtenir responde a processo judicial é manipular a informação e fazer jornalismo rasteiro. Cadê a denúncia do MP? Cadê a decisão de uma magistrado federal, recepcionando esta denúncia? Os leitores devem ficar atentos, não só com os políticos corruptos mas também com os jornalistas irresponsáveis

Eu, o blogueiro Enock Cavalcanti, boto a cara a tapa e digo que é uma irresponsabilidade o que Romilson Dourado faz com Valtenir Pereira, informando aos seus leitores que Valtenir, nesta altura do campeonato, já responde a processo judicial, o que é uma mentira. Valtenir figura em inquérito da Policia Federal sobre o projeto Jampa Digital, ainda muito nebuloso. Dizer que Valtenir responde a processo judicial é manipular a informação e fazer jornalismo rasteiro. Cadê a denúncia do MP? Cadê a decisão de uma magistrado federal, recepcionando esta denúncia? Os leitores devem ficar atentos, não só com os políticos corruptos mas também com os jornalistas irresponsáveis

O RD News resolveu dar uma de revista Veja e investe de maneira irresponsável contra a honra do deputado federal Valtenir Pereira, quando publica, às 13:36 desta sexta-feira, o comentário assinado por Romilson Dourado “Taques é único sem processo judicial dos 11 da bancada federal do Estado”. Se é verdade que a imprensa brasileira tem prestado serviços importantíssimos para o país, principalmente no combate à corrupção nos órgãos públicos também é verdade que ela comete uma barbeiragens simplesmente inacreditáveis e inaceitáveis. Sem apurar criteriosamente a denúncia que explodiu há uma semana na tela do Jornal Nacional, Romilson Dourado, sem apresentar prova nenhuma do que diz, já garante que o deputado federal Valtenir Pereira, presidente regional do PSB, está respondendo a processo na Justiça. Pelo que se sabe, lendo-se sites e jornais da Paraíba e mantendo-se contato com o deputado Valtenir, que se encontra em Brasilia, ninguém sabe direito, com concretude, do que Valtenir é acusado. Acusado por um delegado isolado da PF – e não processado. Nesse momento, o esforço do RD News, que conta com uma numerosa equipe de reportagem, deveria ser esclarecer, junto à Policia Federal, as razões da denúncia contra o parlamentar mato-grossense. Mas, qual! Que eu, que sustento este blogue de um homem só, faça jornalismo meramente opinativo, acho que dá para entender. Não se pode aceitar, todavia, tamanha irresponsabilidade da parte do jornalista Romilson Dourado, que conta com enorme equipe e enormes meios de apuração mas se limita a dizer que Valtenir é processado sem apresentar provas do que diz.  Nesse momento, o RD pratica um jornalismo irresponsável, comprometedor. Falando com o deputado Valtenir, em Brasilia, pelo telefone, tenho esbarrado com um político algo atarantado, que de repente se viu no olho do furacão, sem saber ao certo de onde partem os ataques contra ele e o seu partido. Ele se defende mas sempre com aquele jeito que quem quer ficar bem com todo mundo, que é o jeito Valtenir de ser. Vejam que a matéria do Jornal Nacional foi divulgada há uma semana e, até agora, a Policia Federal não franqueou o conhecimento do inquérito, que teria sido vazado para a Rede Globo para o conhecimento de quem aparece como acusado de corrupção, de desvio de dinheiro público. É muito rolo e o deputado Valtenir segue atuando de forma conciliadora, seja com a AS&M, empresa do publicitário Lúcio Sorge, que teria dito que recebeu da Via Digital dinheiro para cobrir parte dos gastos da campanha do Valtenir – fato que Valtenir garante que não tem nada a ver com a verdade; seja com um grupo de militantes do PSB, em Cuiabá, que se levanta contra ele – e o Valtenir me diz que depois vai cuidar disso, que é uma manifestação de gente que não representa coisa nenhuma dentro do partido e que tudo será esquecido logo que ele conseguir esclarecer sua posição junto às autoridades da Policia Federal. Escrevo, agora, para dizer que não gostei do que li no saite do Romilson Dourado e que acho que estamos no meio de uma enorme pantomina, com os atores envolvidos nesse caso atuando de forma farsesca.  Até o deputado Valtenir não apresenta a indignação que deveria ter diante dessas coisas todas que estão acontecendo. A semana termina, então, em compasso de espera: qual será o destino do Valtenir? Conseguirá ele se livrar daquilo que chama de conspiração interna e externa? Será que aparece alguma prova efetiva do envolvimento do presidente estadual do PSB de Mato Grosso em algum tipo de esquema para desviar recurso publico? Ou continuaremos só tendo que assistir ao triste espetáculo do triste jornalismo praticado por Romilson Dourado? Por que o Romilson Dourado não coloca seus repórteres para entrevistarem os especialistas neste tipo de processo e não explica a seus leitores que uma simples investigação sobre um deputado federal precisa contar com autorização do Supremo Tribunal Federal? Confira o noticiário. (EC)

Taques é único sem processo judicial dos 11 da bancada federal do Estado

Romilson Dourado – RD NEWS

   Dos 11 parlamentares da bancada federal mato-grossense, somente o senador Pedro Taques (PDT) ainda não caiu em desgraça jurídica e no conceito negativo da população, com conta para acertar com a Justiça. Os demais responderam ou respondem a processos por corrupção, improbidade, crime eleitoral e até por assassinato. O penúltimo a entrar na lista é o deputado de segundo mandato Valtenir Pereira (PSB), até então um dos poucos políticos fichas-limpas.

 Valtenir ganhou o noticiário por suposto esquema de caixa 2, já que teve R$ 235 mil da campanha de 2010 bancados pela Ideia Digital e não declarados oficialmente. Para complicar, a empresa teria desviado R$ 1,6 milhão do programa Jampa Digital, que deveria levar internet gratuita para João Pessoa (PB), ao custo de R$ 39 milhões.

    Ex-procurador da República e linha dura no combate a corrupção, Taques é o que restou do quadro de parlamentares do Estado livres de processos. Mas a vida do pedetista tem sofrido “devassa” e esse monitoramento no sentido de se levantar algo que o comprometa deve se intensificar porque pretende ser candidato a governador.

   Enfrentam problemas com a Justiça hoje os senadores Blairo Maggi (PR) e Jayme Campos (DEM), assim como os federais Wellington Fagundes (PR), Homero Pereira e Eliene Lima (ambos do PSD), Carlos Bezerra (PMDB), Júlio Campos (DEM) e Pedro Henry (PP) e o próprio Valtenir. Ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB) também foi investigado e até detido pela Polícia Federal, mas o processo foi arquivado, após a Justiça considerá-lo inocente.

    Entre as ações enfrentadas por Maggi estão os escândalos do superfaturamento de maquinário, fato ocorrido no final do seu governo, em 2010, e acusação de improbidade pela contratação irregular da empresa Home Care Medical, no primeiro mandato. O também senador Jayme sofre dor de cabeça com processos de quando atuou no Executivo, tanto como governador quanto como prefeito de Várzea Grande. O Ministério Público Federal o denunciou, por exemplo, por desvio de recursos para construção do Hospital Central de Cuiabá e pede ressarcimento de R$ 14 milhões ao erário. As obras estão paralisadas desde 1992. A ação tramita no Supremo. Ainda como governador, Jayme responde por desvio de verbas federais destinadas à saúde pública em 1993. De acordo com denúncia da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, Jaime teria feito parte de um esquema de desvio de quase R$ 400 mil, repassados por convênio à secretaria de Estado de Saúde, mediante a suposta aquisição de equipamentos e materiais superfaturados, com dispensa de licitação.

    Bezerra, que foi presidente do INSS em 2004, é processado criminalmente pelo MPF, sob acusação de ter montado um esquema para tentar desviar, em benefício próprio e de terceiros, mais de R$ 100 milhões do órgão. O cacique político do PMDB virou réu, por prática de corrupção, já que a Justiça Federal aceitou a denúncia em 2007. Trata-se do maior escândalo envolvendo o INSS, em termos financeiros, e que atingiu o governo Lula. Bezerra foi condenado pelo Tribunal de Contas da União, em 2006, por supostamente ter beneficiado o BMG ao franquear ao banco a base de dados de pensionistas e aposentados.

    Eliene foi condenado à perda do mandato, no mesmo processo que cassou o deputado estadual José Riva, por distribuição indiscriminada de combustíveis para os eleitores de Tangará da Serra. A punição se deu em 2010, mesmo ano em que os dois reconquistaram mandato nas urnas. Em 2010, Homero e outras 23 pessoas foram denunciadas pelo MPF por improbidade. Ex-presidente da Famato, ele teria participação num esquema de fraudes em licitações para a aquisição de cartilhas do programas do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que causaram prejuízos de R$ 9,9 milhões ao erário.

    No ano passado, o MPF também ofereceu denúncia contra Wellington por suposta prática de peculato. Ele intercedera junto ao Ministério da Integração Nacional para viabilizar transferência de recursos públicos para Rondonópolis, por meio de convênio e, depois, contribuiu para a subcontratação irregular da empresa Airoldi Construções Ltda., pertencente a Emerson Douglas Airoldi, casado com Magda Rejane Fagundes, sobrinha do parlamentar.

    Tramita desde 2011 no STF um inquérito que apura o envolvimento de Júlio Campos em dois assassinatos ocorridos em 2004. Segundo as investigações, o empresário Antônio Ribeiro Filho e o geólogo húngaro Nicolau Ladislau Ervin Haraly foram mortos em São Paulo por causa de uma disputa por terras em Mato Grosso. O deputado é suspeito de ser o mandante dos crimes para se apropriar de terras com pedras preciosas. O processo se arrastava há mais de 6 anos na Justiça e subiu para o Supremo porque, como parlamentar, Júlio só pode ser julgado pela Suprema Corte. Pedro Henry foi condenado no processo do mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Terá de cumprir pena em regime semiaberto de 7 anos e 2 meses e pagar multa de R$ 932 mil. O deputado do PP foi acusado de ter recebido dinheiro em troca de apoio no Congresso ao governo do ex-presidente Lula.

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OUTRA OPINIÃO

11h48 – Atualizado em 26.07.2013 | 17h08

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Batom na cueca OUTRA OPINIÃO

Valtenir Pereira foi desmascarado. Cadê a Ong Moral e o MCCE? por RODRIGO RODRIGUES

As últimas revelações do nebuloso e escandaloso caso de corrupção envolvendo a empresa Ideia Digital, e o programa Cidade Digital, evidenciam a participação do deputado Valtenir Pereira (PSB). Se, antes, pairava alguma dúvida, agora não paira mais.

A matéria do jornalista Anselmo Carvalho, do Diário de Cuiabá, desmascarou de vez o deputado. Um dia antes, ele emitiu uma nota negando tudo, inclusive dizendo que nem conhecia a empresa Ideia Digital. Mentiu de forma descarada. Não só conhecia como a empresa pagou material de sua campanha, o que configura “caixa dois”. Além, é claro, do crime de corrupção, uma vez que esse dinheiro repassado às empresas foi desviado do programa Cidade Digital.

Uma das empresas que recebeu dinheiro da Ideia Digital, a AS&M Publicidade e Propaganda, do publicitário Lúcio Sorje, bem orientada por seu advogado, admitiu que o material de campanha de Valtenir foi pago pela empresa denunciada.

A outra, a Casarão Vídeo, foi no mesmo caminho errado do nobre deputado, e negou que o dinheiro recebido da Ideia Digital fosse para quitar dívidas de Valtenir. Porém, não conseguiu explicar por que uma empresa com sede em Salvador escolheria uma empresa da distante Cuiabá para fazer um documentário.

Incorreu no mesmo erro, ou melhor, na mesma mentira a Gráfica Print. Por que uma empresa do Nordeste faria material gráfico por aqui (só para pagar frete?), e quais foram estes materiais, cadê a cópia do documentário, do vídeo e da propaganda? As referidas empresas estão correndo atrás, agora, para fazer uma montagem às pressas, só para “inglês ver”?

O proprietário da empresa Casarão abusou da nossa inteligência: “Por casualidade, isto ocorreu no mesmo período em que estávamos fazendo a campanha do Valtenir”, disse ele. Dá para acreditar nisso? Nem o proprietário da empresa Casarão, nem o da Gráfica Print, souberam detalhar quais foram os serviços.

A Ideia Digital, coincidentemente, ganhou várias licitações no Ministério da Ciência e Tecnologia, que, coincidentemente, era comandado pelo PSB, que, coincidentemente, é o partido do deputado Valtenir Pereira, que, coincidentemente, destinou várias emendas para o programa Cidade Digital – e contratou três empresas para atuar na sua campanha, que, coincidentemente, prestavam serviços à Ideia Digital.

É muita coincidência para o meu gosto.

Valtenir, depois da denúncia, se escondeu e só se manifestou nesta quinta-feira, cinco dias depois. Obviamente, neste tempo, esteve junto com seus advogados e assessores tentando achar uma “justificativa plausível”.

Quem é inocente não se esconde e não precisa nem de meia hora para se manifestar. A nota oficial distribuída por ele foi ridícula. A entrevista coletiva à imprensa, então, nem se fala: o parlamentar insistiu na mentira de que não conhece a empresa Ideia Digital, usou de novo a tese furada de que tudo é armação política para atingir o governador pernambucano Eduardo Campos, que deve ser candidato a presidente.

E, pasmem leitores: Valtenir tenta se proteger no vergonhoso foro privilegiado – uma aberração que toda sociedade já condenou.

Para mim, não restam dúvidas do envolvimento do deputado Valtenir neste esquema de corrupção. Como se diz no bom “cuiabanês”: “É batão na zorba”.

O CQC, programa da rede Bandeirantes, talvez premonitoriamente, classificou o Valtenir Pereira de “caçulinha do Maluf”, numa alusão ao deputado federal e ex-governador São Paulo, Paulo Salim Maluf, que ostenta o título de “maior corrupto da história do Brasil”.

A dúvida agora é se o deputado mato-grossense vai ser julgado nos rigores da lei, conforme foram julgados os mensaleiros, e cassado, como foi o senador Démostenes Torres.

O episódio envolvendo Valtenir, aliás, merece outra reflexão. Se a evidência de “caixa dois” está configurada, eu pergunto: Cadê o barulhento MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral)?

Ou seria MCCEPA (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral para Alguns)? Cadê o Ministério Público Federal? Cadê a “vigilante” ONG Moral?

O deputado Valtenir Pereira tem um salário, como Defensor Público, de algo em torno de 16 mil reias líquidos, perto de 210 mil reais por ano. Em sua prestação de contas no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), ele declarou ter gasto mais de 800 mil reais, o que corresponde a quatro anos de seu salário, se ele não gastasse nem um centavo nesse período.

Entra na cabeça de alguém, de algum trabalhador, pegar quatro anos de salário e gastar tudo em três meses? A diferença da vida franciscana que Valtenir pregava, inclusive usando até sandálias, para seus gastos, da última campanha eleitoral, é abismal.

Imagine se, no lugar de Valtenir, a Polícia Federal estivesse acusando o deputado José Riva (PSD)… Meu Deus do céu, a ONG Moral estaria aos berros, pedindo seu afastamento imediato. O corajoso MCCE estaria fazendo vigília na porta do TRE, bradando à imprensa sua indignação…

Palanqueiros, de olho em 2014, convocariam uma coletiva para pedir celeridade no processo e o MPF entraria de sola.

Mas, creiam, a lei só tem eficácia quando é para todos… Quando é apenas para alguns, não é para ninguém.

Às vezes tenho a impressão que, a exemplo do agente James Bond, o 007, que tem licença para matar, algumas pessoas têm licença para roubar, devido ao tratamento diferenciado que se dá a alguns poucos privilegiados por parte da imprensa, do Ministério Público e segmentos da sociedade.

Agora que ficou claro o envolvimento de Valtenir, volto a dizer: o Congresso deve, imediatamente, abrir um processo de quebra de decoro parlamentar. Condenado, a Defensoria Pública deve demiti-lo, a bem do serviço público. E, a OAB-MT, cassar seu registro de advogado.

Afinal, como poderemos admitir, em caso de condenação, que um criminoso seja defensor público ou fique por aí, livremente, advogando?

RODRIGO RODRIGUES jornalista e analista político. Artigo publicado originalmente no Midia News

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