Riva não estava viajando. Riva mente e a mídia confirma a palhaçada

Riva mente e a mídia confirma a palhaçada

Por Ademar Adams

            Mais um capítulo da longa história de tergiversações do deputado afastado José Riva (PP-MT).

            Temos seguras informações (e toda a grande imprensa de Mato Grosso também tem) de que, na tarde desta quinta-feira (05.06), um Oficial de Justiça, monitorado por dois promotores do Gaeco, esteve na Assembléia Legislativa para intimar o deputado Riva. Consta que o deputado, acusado pelo desvio de dezenas de milhões dos cofres públicos, se recusou a receber a intimação – e ainda desafiou o Oficial.

            Pior do que isso é a imprensa toda adotar a versão do "Baixinho" de que "estava viajando para Diamantino, mas que assim que retornasse iria receber a intimação".

            O que Riva quer é ganhar tempo até que um desembargador do Tribunal de Justiça, sabe-se lá por quê, lhe conceda uma nova liminar que suspenda a decisão de primeiro grau. Alguém espera que o TJ mude de comportamento, justamente numa hora em que se encontra fragilizado por uma luta fratricida?

            Aliás, no dia 30 de maio, a juíza Clarice Claudino da Silva, num agravo de instrumento contra a decisão num dos processos que determinava a  quebra do sigilo bancário e fiscal do Riva, suspendeu a decisão do juiz da Vara de Ações Civis Públicas.

            Como se vê, o Riva apregoa que nada deve e que o seu sigilo bancário e fiscal estão à disposição. Conversa! Assim que sai uma decisão contra ele, ele corre para o TJ e, pelo visto, sempre acha alguém que compactua de suas teses de "fumaça do bom direito" e  "situação de efetiva e iminente ocorrência de prejuízo irreversível".

            Esta versão dos veículos de comunicação que está circulando agora e que, em uníssono, embarcam na versão de que o deputado Riva está viajando, faz lembrar o ano de 2003. Foi quando o juiz João Ferreira Filho afastou Riva da presidência da Assembléia e os três jornais diários de Cuiabá se omitiram, não deram a notícia. Foi o maior escândalo. Aliás, consta que esse episódio vai ser objeto de uma tese de mestrado sobre mídia e poder.

            Mas tem um site que teria retirado a notícia de um repórter que relatava a verdade. E retirou na "mão grande". Depois a gente conta.

            Seja como for, a batata do José Geraldo Riva está assando. Pelo andar da carruagem, até as eleições de 2010 ele vai estar tão acuado que o sonho de eleição para o Senado vai virar pesadelo mais uma vez.

            Mas por hora espero que o Oficial de Justiça faça a certidão de que o deputado acusado se recusou a receber a intimação. Ele tem fé pública e sua palavra vale mais que todas as mentiras do Riva.

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Ademar Adams, jornalista, é diretor administrativo da Ong MORAL

 

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