RICARDO NOBLAT: Memórias do Caso FHC e Míriam Dutra

Memórias do Caso FHC e Míriam Dutra
por RICARDO NOBLAT – 26-6-2011

FHC começou a namorar Míriam no final dos anos 80, início dos anos 90 quando ele era senador e ela repórter da TV Globo em Brasília. Não era incomum algum amigo de FHC telefonar para o apartamento dele em Brasília e ser atendido por Míriam.

Em 1994, quando foi candidato a presidente pela primeira vez, Tomás tinha dois anos e FHC temeu que a história do filho fora do casamento com dona Ruth Cardoso fosse explorada durante a campanha.

Míriam sempre garantiu para FHC que o filho era dele. A jornalistas amigos que a procuravam, negava. Chegou a sugerir que o pai era um biólogo de Santa Catarina.

FHC desconfiava que o filho pudesse ser de outra pessoa que se relacionara com Míriam na mesma época – um diplomata do Itamaraty.

Certa vez, sorridente, a um repórter da VEJA que perguntou se o filho era dele, FHC respondeu:

– Meu? Imagina. Deve ser do Serra.

Antes de aceitar ser candidato, FHC viajou com dona Ruth a Nova Iorque e lhe falou sobre Tomás. Foi uma conversa penosa.

Transferida pela Globo para a Europa – primeiro como correspondente em Lisboa, depois em Barcelona, mais adiante em Londres – Míriam foi ajudada à distância por FHC a criar o filho.

Durante algum tempo, era Sérgio Motta, ministro das Comunicações do primeiro governo de FHC, quem providenciava o envio de dinheiro a Míriam.

Depois da morte dele, o dinheiro passou a chegar a Míriam por meio de sua irmã Mag.

Mais de uma vez, em viagens à Europa como presidente da República, e depois como ex-,  FHC visitou Míriam e Tomás. E mais de uma vez também o recebeu no Palácio do Alvorada.

Em conversas reservadas com amigos, só mais recentemente, de cinco anos para cá,  Míriam começou a admitir que FHC era pai do seu filho. Mas sempre ameaçou desmentir e processar o jornalista que lhe atribuísse tal informação.

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