Renato Simões, candidato a presidente do PT, visita Cuiabá

O candidato a presidente nacional do PT, Renato Simões, passou por aqui. Ele esteve em Cuiabá no sábado, dia 3 de agosto, para participar do lançamento da chapa da Militância Socialista, encabeçada pelo deputado estadual Ademir Brunetto, que cogita disputar o comando regional do partido em Mato Grosso.

No intervalo do almoço, que aconteceu no ambiente fraterno do restaurante Alecrim, situado na rua Comandante Costa, Renato Simões conversou com a PAGINA DO E.

Falou sobre as manifestações populares que tomaram as ruas do Brasil, desde o mês de junho e sobre a proposta de reforma política e de uma assembleia nacional constituinte que está sendo defendida pelo PT.

De acordo com Renato, o PT ainda não desistiu da proposta de implementar uma reforma política que tenha efeito para 2014, quando acontecem novas eleições gerais em nosso País.

Sobre o PT de Mato Grosso, expressou sua confiança na candidatura de Ademir Brunetto a presidente do partido, aqui no Estado, e disse que apóia a tese, segundo a qual, o PT deve ter candidatura própria para o Governo do Estado e se afastar da aliança em torno da administração do governador Silval Barbosa.

Ele lamentou a saída da ex-senadora Serys do partido e, mais do que isso, lamentou a decisão dela de se transferir para o PTB, “um partido com uma configuração extremamente conservadora em nosso País”.

Garantiu que, ao contrário do que possa parecer, o fato das correntes de esquerda do PT não se unirem em chapa única para a disputa do PED – Processo de Eleições Diretas, dentro do PT, faz parte de uma tática, adotada de comum acordo, para ampliar o enfrentamento, pela esquerda, da “avassaladora unidade dos grupos mais moderados” que controlam, atualmente, a máquina do partido.

Negou que o PT possa vir a repetir a trajetória reformista do antigo Partidão – Partido Comunista Brasileiro – e reafirmou sua opção pelo socialismo, notadamente agora, quando é importante apresentar uma contraposição ao capitalismo neoliberal, que destrói os seres humanos e o meio ambiente, e enfrenta uma crise de larga profundidade, sem que se visualize alguns perspectiva de que esse capitalismo neoliberal possa sair do fundo do poço em que se encontra.

Renato Simões, candidato a presidente nacional do PT pela Militância Socialista

Renato Simões, candidato a presidente nacional do PT pela Militância Socialista

UMA VIDA DE MUITAS LUTAS
Renato Simões é militante socialista, filósofo, pós-graduado em direitos humanos, deputado estadual de 1995 a 2006, lutador social, atual Secretário de Movimentos Populares e membro da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores.

Desde o início da militância política e ao longo da vida pública, tem atuação destacada na defesa dos direitos humanos, principalmente, nas áreas de política carcerária, criança e adolescente, e violência do Estado contra o cidadão.

Renato foi deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores em São Paulo por três mandatos consecutivos.
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Foi líder do PT no mandato 2005/2006 e vice-líder da bancada.

Presidiu por oito anos a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, criada a partir de um projeto seu no primeiro mandato, em 1995.

Foi vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento e integrou as comissões de Redação, Assuntos Internacionais, Assuntos Municipais, Direitos Humanos, Segurança Pública, Legislação Participativa, Esportes e Turismo e Promoção Social, além do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Integrante da Comissão Especial de Indenização aos Ex-Presos Políticos do Estado de São Paulo, criada pela Lei 10.726, atuou no resgate das informações compiladas por dossiês organizados por familiares dos mortos e desaparecidos e organizações eclesiais e de direitos humanos com o objetivo de garantir o reconhecimento e indenização pelo governo estadual para pessoas torturadas, mortas e desaparecidas durante a ditadura militar em São Paulo.

Foi relator da CPI do Narcotráfico na Assembléia Legislativa. Também propôs a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a dívida pública do Estado e de Comissão de Representação para acompanhar as investigações sobre a atuação de grupos de extermínio nas cidades de Ribeirão Preto e Guarulhos.

Foi membro da Executiva Estadual do PT em São Paulo e presidente do Diretório Municipal do PT em Campinas.

Participou das comissões criadas para acompanhar as investigações dos assassinatos dos prefeitos petistas de Campinas, Antonio da Costa Santos (2001), e de Santo André, Celso Daniel (2002).

É formado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP) e pós-graduado (lato sensu) em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Nasceu em Campinas há 48 anos e é casado

 

 

Confira no vídeo a entrevista com Renato Simões.

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MAIS INFORMAÇÕES

Tem que fortalecer o petismo e não o lulismo, diz Renato Simões

 

candidato a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, apresentado pela corrente interna Militancia Socialista, Renato Simões, que está em Teresina para campanha entre os petistas piauienses, disse que sua candidatura se diferencia das outras seis pelas teses que defende, entre elas o fortalecimento do petismo ao invés do lulismo.

“É preciso fortalecer o partido. O protagonismo do PT. Não pode viver à sombra do governo. Precisamos fazer uma revisão da relação PT, governo e movimentos sociais” diz Simões.

O candidato do Fórum Socialista reconhece o legado de Lula e Dilma e diz que é preciso ser defendido dos ataques dos adversários e ser aprofundado. “O PT tem que lutar por reformas populares e democráticas que não foram feitas” defende.

Renato Simões disse ainda que o PT precisa enfrentar alguns dilemas como recuperar o espírito original de sua construção, atualizando seu programa sem perder a identidade original. “O PT se institucionalizou, burocratizou com a chegada ao governo” avilia.

Outra proposta do candidato a presidente nacional do PT é a participação das bases partidárias. “Não basta ir às urnas para eleição da nova direção. É necessária a ampliação dos espaços de militância através dos núcleos e setoriais”

O partido se comunica mal com sua militância. “PT se comunica na forma analógica num mundo digital. Precisa abrir à participação das mulheres, negros, jovens, grupos LGBTs, povos indígenas e pessoas que fazem lutas sociais”

Mensalão:

Sobre o chamado mensalão que voltou à pauta do STF, Renato Simões disse que isto virou a grande bandeira de criminalização do PT.

“Tem origem no erro político grave de petistas na gestão de fundos partidários e financiamento de campanhas. Estas pessoas têm que ser responsabilizadas dentro do partido e judicialmente se for o caso. Não aceitamos pagar uma conta maior do que se deve. O que temos visto é um processo de generalização da critica ética e somos tratado como se fossemos um partido de criminosos” diz

“O STF tem oportunidade de corrigir equívocos da sua sentença e que o PT preste contas das ações de seus parlamentares o que não se pode é jogar fora com a água suja a criança que esta na bacia.” Diz Renato.

Categorias:Jogo do Poder

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