Relatório de deputada Luciane Bezerra acusa 5 ex-gestores por rombo no MT Saúde. Entre os acusados estão dois ex-secretários de Estado – César Zilio e Yuri Bastos Jorge – e três ex-presidentes – Gerson Smorcinski, Augusto Carlos Patti e Maximilliam Mayolino

A deputada Luciane Bezerra, insatisfeita com o relatório apresentado por Emanuel Pinheiro, anunciou que vai ampliar a relação de denunciados, de 3 para 18 e que, entre eles, deve estar um secretário de Estado. Como Geraldo De Vitto e César Zilio comandaram a SAD e foram responsáveis pela gestão do MT Saúde, fica a expectativa até a próxima terça-feira: quem terá seu nome encaminhado para o Ministério Público por possível envolvimento no rombo do MT Saúde?

A deputada Luciane Bezerra, insatisfeita com o relatório apresentado por Emanuel Pinheiro, anunciou que vai ampliar a relação de denunciados, de 3 para 20. Relatório paralelo, que será conhecido oficialmente apenas na próxima terça-feira, vazou, no entanto, para a imprensa. De acordo com o vazamento, Geraldo De Vitto fica de fora da lista de denunciados, e entra César Zilio, com todo o destaque. Confira o noticiário sobre o vazamento. (EC)

Relatório de deputada acusa 5 ex-gestores

Nomes eram mantidos em sigilo por Luciane Bezerra, mas texto vazou. Entre os acusados estão dois ex-secretários de Estado e três ex-presidentes

KAMILA ARRUDA
DO DIÁRIO DE CUIABA

Os ex-secretários de Estado Yuri Bastos (Turismo) e César Zílio (Administração) e os ex-presidentes do MT Saúde Augusto Carlos Patti do Amaral, Maximilliam Mayolino Leão e Gelson Esio Smorcinski estão na lista dos 18 supostos culpados pelo rombo de R$ 25 milhões no plano de saúde elaborada pela deputada estadual Luciane Bezerra (PSB).

O relatório paralelo da socialista – vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de desvio de dinheiro no instituto – vazou no início da tarde de ontem (27).

Luciane havia preferido não divulgar os nomes dos indiciados, por não saber se suas colocações serão inclusas ou não no relatório oficial, elaborado pelo deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR), relator da CPI.

O documento escrito por ela seria divulgado apenas na próxima terça-feira (2), pouco antes da votação do relatório final. As únicas informações que já eram conhecidas eram os nomes das empresas que também teriam participação no rombo, segundo Luciane: o Serviço Social da Indústria (Sesi-MT) e a Tempo CRC.

Agora, sabe-se que a parlamentar pede que os ex-secretários e os demais citados respondam pelos crimes de fraude processual e dispensa e/ou inexigibilidade de licitação. Além disso, ela afirma acreditar que eles patrocinaram, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração.

Também consta no texto os nomes de Edson Vitor Alexis de Mello, Hilton Paes de Barros, Marcelo Marcos dos Santos, José de Jesus Nunes Cordeiro, João Enoque Caldeira da Silva, Washington Luis da Cruz, Auro Guilherme Matos Ulisséa, Sidnei Storch Dutra, Antônio Carlos Barbosa, Elenilda Pereira da Silva, José de Jesus, além de um diretor do Sesi-MT e um dos sócios da CRC-Connect Med.

Entre os supostos crimes cometidos pelos envolvidos, na visão da socialista, estão fraude em contratos, ausência de licitação e desvio de dinheiro público.

“Isso causou um rombo de mais de R$ 25 milhões, fora os R$ 43 milhões pagos à rede credenciada, que nós não podemos estimar por não termos documentos comprobatórios. No mínimo, sabemos que mais de R$ 25 milhões foram desviados. Agora, cabe ao Ministério Público investigar e culpar os responsáveis”, pontuou Luciane, ao divulgar que faria um relatório paralelo.

REESTRUTURAÇÃO – Paralelo aos trabalhos da CPI, a secretaria de Estado de Administração (SAD) trabalha na reestruturação do MT Saúde. De acordo com o secretário Francisco Faiad (PMDB), o projeto deve ser encaminhado para apreciação da Assembleia Legislativa no início do mês de agosto.

REVEJA AQUI A COLETIVA DA DEPUTADA LUCIANE BEZERRA

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1 Comentário

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  1. - IP 187.58.29.229 - Responder

    Ouvi falar que um deputado foi designado para fazer um relatório para abrandar a situação; e outro(a) faria um relatório mais duro, que “forçaria” a situação e “puniria” mais envolvidos, entretanto tudo foi combinado para que na mídia pareça que a AL está fazendo seu papel, só que na verdade há muito mais pessoas envolvidas e que serão abafadas com essa ação conjunta.

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