PREFEITURA SANEAMENTO

MRV já pagou multa de 11 milhões por escravidão

 

 

Incorporadora teria pago quase 230.000 reais de verbas rescisórias a trabalhadores, após ação do Ministério

São Paulo – Quase 70 pessoas trabalhavam nas obras da MRV em condições análogas a escravidão em obras da construtora no interior de São Paulo. Depois de incluída ontem na “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego, a construtora pagou uma verba rescisória de contrato com esses trabalhadores de quase 230.000 reais – além de uma multa ao governo, cujo valor não foi revelado. As informações são do Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com o Ministério, foram identificadas irregularidades em duas obras. A primeira, para a construção do empreendimento Residencial Parque Borghesi, está sendo feita na cidade paulista de Bauru, e empregava cinco pessoas em condições precárias – para elas, a MRV pagou uma verba rescisória de 22.224 reais. Já na obra do Condomínio Residencial Beach Park, em Americana, a construtora teve de pagar uma verba rescisória de 206.900 reais para 63 trabalhadores.

A “lista suja” do Ministério é um cadastro de empresas que contratam pessoas em regime precário. Os apontamentos de irregularidades feitos pelo Ministério, segundo a construtora, foram feitos em três obras do grupo. Por meio de comunicado, a MRV diz que “os valores, princípios e missão do grupo são incompatíveis com essas práticas trabalhistas irregulares às quais se refere o Cadastro”.

Em novembro do ano passado, a construtora foi multada em 11 milhões de reais depois do Ministério ter flagrado o uso de trabalho escravo na construção de duas obras da empresa no interior de São Paulo: no empreendimento residencial Beach Park, em Americana, e no condomínio Spazio Mont Vernon, em São Carlos

fonte EXAME.COM
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MPT apura em Minas trabalho análogo à escravidão na MRV
Paulo Paiva – Do Hoje em Dia

Atualmente, 80% dos negócios da MRV estão ligados ao Minha Casa, Minha Vida

Trabalhadores sem carteira de trabalho assinada, alojamentos e instalações sanitárias em condições de higiene precárias e até ausência de água potável no canteiro de obras.

Essas foram as principais irregularidades encontradas pelos fiscais do Ministério do Trabalho nos canteiros de obras da construtora mineira MRV nos empreendimentos Residencial Parque Borghesi, em Bauru, e Condomínio Residencial Beach Park, em Americana, ambos no Estado de São Paulo.

As ocorrências abrangeram, ao todo, 68 trabalhadores e foram registradas em abril e maio do ano passado. Como a construtora não apresentou defesa consistente ao governo desde então, foi incluída, no começo do mês, no cadastro do Ministério do Trabalho de empregadores que submetem empregados a condições análogas a trabalho escravo. Com isso, a Caixa suspendeu, na quinta-feira, a concessão de crédito do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida à MRV.

O Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais também informou que existem duas investigações em andamento contra a MRV por trabalho escravo no Estado. Uma delas, em Uberlândia, está sendo conduzida pelo procurador Eliaquim Queiróz e já chegou à assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta. Outra, conduzida pela procuradora Virgínia Henrique, investiga aliciamento e tráfico de trabalhadores.

Em nota, a empresa limitou-se a dizer que foi “surpreendida” com a inclusão na lista suja do Ministério do Trabalho e já sanou as irregularidades. E que acredita que “a situação será resolvida em um curto prazo”.

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