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Rede Globo e jornais do PIG dão destaque à Standard & Poor`s por ter rebaixado as notas do Brasil e de bancos brasileiros. Só não falam que Standard & Poor`s é uma espécie de urubu que fala inglês. Por que William Bonner não manda repórteres da Globo, nos Estados Unidos, entrevistarem Paul Kurgman, prêmio Nobel de Economia que, em artigo no The New York Times escreveu: “As últimas pessoas em cuja avaliação deveríamos confiar são os analistas da Standard & Poor’s.” É que Bonner e a Globo não se preocupam com informação mas com manipulação da noticía e priorizam toda forma de ataque a Dilma e ao governo do PT

Standard & Poor’s é o urubu que fala inglês

Enviado por , em O CAFEZINHO

William Bonner, jornalista e apresentador do Jornal Nacional e Paul Krugman, economista norte-america e Prêmio Nobel.

William Bonner, jornalista e apresentador do Jornal Nacional e Paul Krugman, economista norte-americano e Prêmio Nobel.

Aproveitando que a Standard & Poor’s virou notícia no Brasil, por ter rebaixado nossas notas, vale trazer à baila algumas informações sobre o histórico recente da agência.

Ano passado, o Departamento de Justiça dos EUA acusou a Standard & Poor por crimes contra o sistema financeiro. O governo americano acusou a agência de manipular informações entre 2004 e 2007, ajudando a botar fogo na crise financeira.

Entretanto, a voz mais autorizada para falar da Standard & Poor é Paul Krugman, prêmio Nobel de economia.

Abaixo, trechos de artigo que o economista escreveu há algum tempo sobre a agência:

(…) Standard & Poor’s tem ainda menos credibilidade; esta agência é a pior instituição à qual alguém deveria recorrer para receber opiniões sobre as perspectivas do nosso país.

(…)
Comecemos pela falta de credibilidade da Standard & Poor’s. Se existe uma única expressão que melhor descreve a decisão da agência de classificação de risco de rebaixar os Estados Unidos, esta palavra é chutzpah (cara de pau) – tradicionalmente definida pelo exemplo do jovem que mata os pais e depois suplica por clemência pelo fato de ser órfão.

(…)
E a má avaliação não parou aí. É notório o fato de a Standard & Poor’s ter dado ao Lehman Brothers, cujo colapso provocou um pânico global, uma classificação A no mês em que aquele banco faliu. E como foi que a agência de classificação de risco reagiu depois que a instituição financeira de nota A foi à falência? Ela emitiu um relatório no qual negava ter cometido qualquer erro.

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O artigo, na íntegra:

Standard & Poor’s não tem credibilidade para avaliar dívida dos EUA

Por Paul Krugman, no New York Times, e no UOL.

Para entender todo o furor em torno da decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor’s de rebaixar os títulos da dívida do governo dos Estados Unidos, é preciso que se leve em consideração duas ideias aparentemente (mas não realmente) contraditórias. A primeira é que os Estados Unidos não são de fato mais aquele país estável e confiável que era no passado. A segunda é que a própria Standard & Poor’s tem ainda menos credibilidade; esta agência é a pior instituição à qual alguém deveria recorrer para receber opiniões sobre as perspectivas do nosso país.

Comecemos pela falta de credibilidade da Standard & Poor’s. Se existe uma única expressão que melhor descreve a decisão da agência de classificação de risco de rebaixar os Estados Unidos, esta palavra é chutzpah (cara de pau) – tradicionalmente definida pelo exemplo do jovem que mata os pais e depois suplica por clemência pelo fato de ser órfão.

O grande déficit orçamentário dos Estados Unidos é, afinal de contas, basicamente o resultado da queda econômica que se seguiu à crise financeira de 2008. E, a Standard & Poor’s, juntamente com as outras agências de classificação de riscos, desempenhou um papel importante no que se refere a provocar aquela crise, ao conceder classificações AAA a papeis lastreados em hipotecas que acabaram se transformando em lixo tóxico.

E a má avaliação não parou aí. É notório o fato de a Standard & Poor’s ter dado ao Lehman Brothers, cujo colapso provocou um pânico global, uma classificação A no mês em que aquele banco faliu. E como foi que a agência de classificação de risco reagiu depois que a instituição financeira de nota A foi à falência? Ela emitiu um relatório no qual negava ter cometido qualquer erro.

Então, são essas as pessoas que agora decretam que os Estados Unidos da América não são mais dignos de crédito?

Mas esperem, essa história fica ainda melhor. Antes de rebaixar os papeis da dívida dos Estados Unidos, a Standard & Poor’s enviou um esboço preliminar do seu novo relatório ao Departamento do Tesouro. Os funcionários do departamento identificaram rapidamente um erro de US$ 2 trilhões nos cálculos da Standard & Poor’s. E o erro era daquele tipo que nenhum especialista em orçamento poderia cometer. Após discussões, a Standard & Poor’s admitiu que estava errada – e rebaixou os Estados Unidos assim mesmo, após remover uma parte da sua análise econômica do relatório.

Conforme eu explicarei daqui a pouco, não se deveria dar muito crédito, de qualquer maneira, a tais estimativas de orçamento. Mas o episódio não gera exatamente confiança na avaliação da Standard & Poor’s.

De forma mais geral, as agências de classificação de risco jamais nos proporcionaram qualquer motivo para que nós levássemos a sério as suas avaliações sobre solvência nacional. É verdade que nações que declararam moratória geralmente foram rebaixadas antes que isso acontecesse. Mas em tais casos as agências de classificação de risco estavam simplesmente seguindo os mercados, que já haviam repudiado esses devedores problemáticos.

E, nos casos raros em que as agências de classificação de risco rebaixaram países que, como os Estados Unidos neste momento, ainda gozavam da confiança dos investidores, essa decisão por parte delas se revelou consistentemente equivocada. Vejamos, particularmente, o caso do Japão, que foi rebaixado pela Standard & Poor’s em 2002. Bem, nove anos depois o Japão ainda consegue pegar dinheiro emprestado livremente e a juros módicos. De fato, na última sexta-feira, a taxa de juros sobre os títulos de 10 anos do Japão era de apenas 1%.

Portanto, não existe motivo para levar a sério o rebaixamento dos Estados Unidos ocorrido na sexta-feira passada. As últimas pessoas em cuja avaliação deveríamos confiar são os analistas da Standard & Poor’s.

No entanto, os Estados Unidos têm de fato grandes problemas.

Esses problemas têm muito pouco a ver com a aritmética orçamentária de curto prazo ou mesmo com a de médio prazo. O governo dos Estados Unidos não está tendo problemas para pegar dinheiro emprestado para cobrir a sua dívida atual. É verdade que nós estamos acumulando dívida, sobre a qual teremos que pagar juros. Mas se fizermos de fato as contas, em vez de ficarmos repetindo os números enormes com voz sinistra, descobriremos que até mesmo déficits muito elevados no decorrer dos próximos anos terão um impacto pequeno sobre a sustentabilidade fiscal dos Estados Unidos.

Não, o que faz com se tenha a impressão de que os Estados Unidos não são confiáveis não é a matemática orçamentária, mas sim a política. E, por favor, não vamos repetir as declarações usuais de que ambos os lados são culpados. Os nossos problemas são quase que inteiramente provocados por um dos lados – eles são causados, especificamente, pelo crescimento de um extremismo de direita que está preparado para criar crises repetidas em vez de ceder um centímetro sequer em relação às suas exigências.

O fato é que, no que se refere à economia básica, os problemas fiscais de longo prazo dos Estados Unidos não devem ser tão difíceis assim de se resolver. É verdade que uma população em processo de envelhecimento e o aumento dos custos dos serviços de saúde provocarão um aumento mais rápido – sob as atuais políticas – dos gastos do que das receitas tributárias. Mas os Estados Unidos têm custos com saúde bem mais elevados do que os de qualquer outra nação desenvolvida, e impostos muito baixos segundo os padrões internacionais. Se nós pudéssemos nos aproximar, ainda que parcialmente, das normas internacionais nessas duas frentes, os nossos problemas orçamentários seriam resolvidos.

Então, por que é que não podemos fazer isso? Porque temos neste país um movimento político poderoso que gritou “comitês da morte” ao se deparar com tentativas modestas de utilização mais efetiva das verbas do Medicare, e que preferiu que nós corrêssemos o risco de uma catástrofe financeira do que concordar com a cobrança de um único centavo em impostos adicionais.

O verdadeiro problema enfrentado pelos Estados Unidos, mesmo em termos puramente fiscais, não é determinar se nós cortaremos um trilhão aqui ou um trilhão ali do nosso déficit. O problema é saber se os extremistas que estão atualmente bloqueando qualquer tipo de política responsável podem ser derrotados e marginalizados.

Tradutor: UOL
Artigo publicado em 09/08/2011

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VEJA QUE EM MATÉRIA DE MANIPULAÇÃO A REDE GLOBO NÃO É BRINQUEDO, NÃO

 

Globo manipula edição e indica volta ao jornalismo ‘bolinha de papel’

Maior telejornal do país omite pesquisa sobre eleições presidenciais, tenta envolver Dilma com deputado paraense preso e distorce números para ‘esquentar’ caso da refinaria comprada pela Petrobras
por Helena Sthephanowitz publicado 21/03/2014, da REDE BRASIL ATUAL
© REPRODUÇÃO
gabrielli.jpgSergio Gabrielli, no JN: em vez de esclarecer, emissora edita falas para tentar comprovar suas teses

Na noite de quinta-feira (20), o Jornal Nacional, da TV Globo, simplesmente omitiu a notícia da primeira pesquisa Ibope deste ano sobre a corrida presidencial. A emissora de TV por assinatura da empresa dos Marinho, a GloboNews, já havia divulgado a ainda grande vantagem de Dilma sobre os demais postulantes, desde as 18h. Pelo Ibope, os números não são muito bons para os candidatos de oposição e apontam a reeleição da presidenta já no primeiro turno, com folga, em todos os cenários.

Em seguida, o Jornal Nacional noticiou que o STF havia determinado a prisão do deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) por ter oferecido cirurgias de esterilização em mulheres em troca de votos no ano de 2004. Até aí a notícia seria mais um lamentável episódio da história eleitoral do país.

Mas a edição da matéria foi (mais) uma vilania jornalística: associou a figura da má conduta daquele deputado, sem que ela nada tenha a ver com os fatos que levaram à condenação. A extravagância foi enxertar na matéria que a presidenta tinha comandado algumas cerimônias oficiais no Pará no mesmo dia, em uma das quais, aliás, o deputado esteve presente, antes da decisão do Tribunal.

Para “caprichar”, o telejornal narrou que o deputado ficou próximo à presidenta e foi citado em seu discurso, exibido apenas no trecho em que ela diz: “Queria também cumprimentar os deputados federais aqui presentes: o Asdrúbal Bentes…”.

O telejornal ignorou que a presidenta citou em seu cumprimento – que aliás faz parte do protocolo de qualquer cerimônia oficial – os nove deputados federais presentes. E se o propósito era mostrar a cerimônia deveria pelo menos informar ao telespectador sobre do que se tratava, coisa que a emissora não fez – era o lançamento do edital para melhorar a navegabilidade de grandes embarcações no rio Tocantins, além da entrega de máquinas e equipamentos a municípios do Pará.

Essa edição manipulada, feita claramente para forçar a associação da imagem da presidenta à condenação do deputado, sem mostrar fatos que a justifiquem, é um típico golpe baixo de jornalismo.

Mas no mesmo dia em que as pesquisas mostraram a preferência do eleitorado pela presidenta e foram ignoradas pelo telejornal, a coisa não parou por aí. Em outra matéria, uma nova vilania, o caso da compra de refinaria de petróleo dos EUA, fato que precisa ser melhor apurado. O entrevistado foi o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli. Finalmente, o JN resolveu cumprir a regra básica do jornalismo e ouvir o outro lado? Ledo engano. O telejornal narrou o que bem entendeu, usando trechos do entrevistado para fazer testes de hipóteses.

Pinçou uma declaração de Gabrielli: “A put options é uma cláusula comum em aquisição de empresa (…) é uma cláusula normal em operações de aquisições”. Em seguida, interpretou por conta própria que isso contradiria a explicação de Dilma Rousseff para ter aprovado o negócio.

Mas não há contradição alguma. A cláusula pode ser usual, como disse Gabrielli, e a presidenta pode perfeitamente não concordar, como disse ao afirmar que o relatório apresentado ao Conselho de Administração era falho ao não detalhar que havia esta cláusula.

Na narrativa, o telejornal citou diversos números sobre o negócio que não correspondem à verdade, ignorando investimentos feitos, valores de estoques de combustíveis etc., todos já explicados por Gabrielli em uma audiência pública no Senado. O ex-presidente da Petrobras deveria até reivindicar direito de resposta à reportagem.

Em 2010, últimas eleições nacionais, o Jornal Nacional chegou a protagonizar o vexame do episódio bolinha de papel, tentando provar que o então candidato José Serra havia sido ferido na cabeça por um objeto, que se provou, quase simultaneamente, que não passava de uma bolinha de papel amassado.

Pelo visto, aquele padrão de jornalismo está voltando à medida que as eleições se aproximam.

5 Comentários

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  1. - IP 179.254.51.74 - Responder

    Não vi ninguém reclamar ou desqualificar a referida agencia quando a nota foi elevada no passado. Pelo contrário foi festejada e aceita como verdadeira.

  2. - IP 201.22.175.94 - Responder

    Quer dizer que a Standard e Poor´s não tem credibilidade e o sr.Kurgman tem?Ora Enock,não adianta enganar números,numeros são implacáveis e por serem manipulados pelo gov. é que geraram esse rebaixamento.Quem sabe agora os companheiros param de mentir e realizam as reformas que o Brasil precisa.Assistencialismo e populismo,nunca deram certo porém o PT acha que sim e achou que se estimulasse o consumo , estaria tudo bem.A conta chegou!

  3. - IP 189.87.159.24 - Responder

    Se a prisão é contra um petista ou da base governista é arbitrária. Da mesma forma, se a notícia contraria interesses do PT é falsa ou tendenciosa. Enock, vc que tanto critica a nossa “Imprensa Amestrada” local patrocinada pelo Riva eu te digo que a outra “Imprensa Amestrada” federal, patrocinada por recursos federais é ainda pior.

  4. - IP 201.24.175.165 - Responder

    Cada vez mais este site se coloca numa posição de nitida PARCIALIDADE . Essa mesma agencia já elevou a posição do risco Brasil e tudo foi comemorado e aceito como grande realização dos petistas.
    É lamentável ver um jornalismo tão parcial e crente no que não pode ser mais escondido.

  5. - IP 177.221.96.140 - Responder

    É engraçado ver as tribos petistas e filopetistas criticarem a agencia e ao mesmo tempo o governo federal, do PT, contratar essa mesma agência.

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