Randolfe acusado de receber mensalão no Amapá. Senador rebate

O salário de um deputado no Amapá, naquele momento, era de R$ 5.274,87. Randolfe é acusado de elevar em R$ 20 mil seus rendimentos, de forma ilegal, nos meses de julho a dezembro de 1999.

O mensalão, com recibo, do senador Randolfe no Amapá

Pré-candidato do seu partido à presidência da República em 2014, como “candidato da ética”, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) é denunciado por ter recebido mesada de R$ 20 mil durante seis meses como deputado estadual do Amapá justamente pelo parlamentar que presidia a Assembleia, e que também recebeu os recursos no governo do hoje senador João Capiberibe (PSB-AP); Randolfe deixou até recibos assinados da complementação ilegal de salário; ao noticiar o escândalo, Folha decide proteger Randolfe e acusa o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que apenas encaminhou o caso à procuradoria-geral da República, comandada por Roberto Gurgel, de perseguir desafetos

 

247 – A carreira do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) como “mosqueteiro da ética”, num lugar que já foi do ex-senador Demóstenes Torres, pode estar chegando ao fim. Neste papel, que constuma gerar alguns segundos de fama, Randolfe alimentava até a esperança de disputar a presidência da República, em 2014. Mas antes ele terá de explicar um mensalão, muito bem documentado.

Antes de ser senador, eleito em 2010 pelo Amapá, Randolfe foi deputado estadual em Macapá, ajudando a dar sustentação ao governo de João Capiberibe (PSB-AP), que também se elegeu para o Senado na última eleição. Ambos foram recentemente denunciados à Comissão de Ética do Senado Federal pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, Fran Soares Nascimento Junior, numa peça gravíssima. Fran acusa Capiberibe de ter pago, durante seis meses, um mensalão de R$ 20 mil/mês a vários parlamentares, para garantir a sustentação de seu governo. Diz que ele próprio recebeu os recursos e afirma que Randolfe Rodrigues também colocou no bolso o dinheiro ilegal. Mais: Fran diz ainda que Randolfe chegou até a assinar recibos, que ele apresenta na denúncia.

Tais recursos faziam muita diferença para os parlamentares estaduais, uma vez que o salário de um deputado no Amapá, naquele momento, era de R$ 5.274,87. Randolfe elevou em R$ 20 mil seus rendimentos, de forma ilegal, nos meses de julho a dezembro de 1999. Na denúncia, Fran apresenta também gravações, em que o ex-governador Capiberibe fala claramente que “vinte mil fica com o deputado”. Graças a este mensalão, Capiberibe conseguiu cooptar a Assembleia, que lhe fazia oposição e aprovou suas contas. Naquele ano, o relator que garantiu essa aprovação foi justamente Randolfe Rodrigues.

A denúncia, enviada pelo deputado Fran ao conselho de ética do Senado Federal, foi apenas encaminhada pela casa ao lugar de direito, que é a Procuradoria-Geral da República, de Roberto Gurgel. No entanto, ao noticiar, nesta manhã, o caso, a Folha de S. Paulo protege Randolfe e acusa o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de enviar à PGR uma denúncia contra seus desafetos (leia mais aqui).

Quem tem que se explicar, agora, são os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e João Capiberibe (PSB-AP). Ambos são apontados na denúncia do deputado Fran Nascimento como integrantes de uma quadrilha que sonegou impostos, cometeu os crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato, quebra de decoro parlamentar e, claro, formação de quadrilha.

Ao contrário da denúncia encaminhada por Gurgel na Ação Penal 470, o mensalão do Amapá é extremamente bem documentado. No comprovante de pagamento, Randolfe Rodrigues atesta que recebeu da Assembléia o valor complementar ao seu salário, que não tinha nenhuma previsão legal. Ou seja: é um caso de cooptação de parlamentares, com recibo.

fonte BRASIL 247

 

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Resposta enviada ao Brasil 247 que o site não publicou

Autor: blogdorandolfe

Aqui a nota enviada pelo Senador Randolfe Rodrigues, para rebater as denúncias publicadas em matéria desta segunda-feira (18), no site Brasil 247. O site sequer ouviu o senador antes da publicação do texto e nem citou as ações adotadas por ele na última semana.  Mesmo com explicações do Senador, o site não publicou a nota.

Sobre as acusações publicadas hoje em matéria do site Brasil 247, esclarecemos que:

1-      Lamentamos que mesmo tendo recebido informações, na última quarta-feira (13), sobre as ações do senador contra essas falsas denúncias, o site Brasil 247, mais uma vez publicou matéria desta natureza sem ouvir o parlamentar, e nem mesmo citar as medidas adotadas por ele. Tal atitude só se justifica por descuido ou má-fé.

http://blogdorandolfe.com.br/randolfe-entrega-falso-dossie-a-gurgel-e-pede-investigacao-para-comprovar-fraude/

2-      As informações do dossiê em questão são mentirosas e correspondem a um crime previsto no Código Penal Brasileiro, como calúnia e difamação. O senador Randolfe não recebeu e não recebe qualquer valor indevido.  No mesmo mês que o acusam de receber o tal “mensalinho”, sua atuação na oposição lhe rendeu a suspensão do pagamento de seu salário na AL. O então deputado Randolfe Rodrigues, só obteve o direito de receber seu salário novamente, após ação na justiça.

3-      Nesta semana, o senador terá acesso aos extratos da Caixa Econômica Federal, que juntamente com as microfilmagens de seus cheques recebidos no período, comprovam o não recebimento desse valor. Além disso, ele já autorizou a quebra de seu sigilo fiscal e bancário, para facilitar as investigações.

4-      Randolfe contratou um profissional para periciar os recibos anexados no “falso dossiê” e comprovar a fraude.

5-      O Senador apresentou esse dossiê ao Ministério Público do Estado, a instituição considerou as denúncias improcedentes e investigará o autor por falsidade ideológica.

6-      No dia 24 de agosto de 2012 foi protocolada uma Notícia Crime no Ministério Público Federal. No dia 27 de fevereiro de 2013 foi feito o pedido de instauração de inquérito na Polícia Federal para investigação da denúncia; Também foram solicitados para a Assembleia Legislativa, todos os documentos referente a pagamentos feitos à Randolfe Rodrigues, na época Deputado Estadual;

7-      No último dia 12 de março, o senador Randolfe usou a tribuna do Senado Federal para esclarecer a população dos fatos ocorridos e das medidas tomadas:  http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=sNHET5-yPo0

8-      No dia 13 de março de 2013, o senador Randolfe Rodrigues apresentou o tal dossiê ao Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, além de todas as medidas que foram tomadas para esclarecer os fatos.

9-      Os responsáveis pela construção dessa falsa denúncia serão responsabilizados e punidos de acordo com o que determina a lei. As instituições públicas já foram acionadas para investigar a quadrilha que, dentre outros crimes, é acusada de falsidade ideológica e denunciação caluniosa.

10-   O senador Randolfe Rodrigues afirma que o crime e seus parceiros não vencerão.

3 Comentários

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  1. - IP 201.40.57.26 - Responder

    Cai mais um paladino da moralidade.

  2. - IP 177.3.50.138 - Responder

    Os petralhas estão com medo de existir um mensalação fora do controle deles????

  3. - IP 186.213.225.82 - Responder

    Acredito no Randolfe. Ele definitivamente não é nenhum José Dirceu. E votarei nele para presidente. A notícia foi muito mal feite; ele teve que emitir uma nota de explicação pois não foi procurado pelo jornal para dar sua versão. Jornalismo e direito são duas profissões que criam, muita vez, bandidos profissionais. Eu que me cuide nessa profissão jurídica.

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