“Quem diz que no Ganha Tempo cobramos R$ 19 por atendimento está mentindo”, garante diretor do Consórcio Rio Verde

Osmar Linares e o Rio Verde atuam também em São Paulo, onde o atendimento é o melhor avaliado pela população. “Nem parece serviço público”, diz a população, segundo a Folha de S. Paulo

 

Respeito a Controladoria Geral do Estado, respeito o Tribunal de Contas de Mato Grosso, mas pretendemos provar, com a paciência cidadã que sempre tivemos, que os serviços que prestamos através do Ganha Tempo, em Mato Grosso, estão sendo colocados sob suspeita de forma equivocada”.

A declaração é do empresário Osmar Linares Marques, diretor do Consórcio Rio Verde, atual responsável pelo gerenciamento das sete unidades do Ganha Tempo em nosso Estado, ao reagir às avaliações tanto da CGE quanto do Ministério Público de Contas do TCE-MT que, vazadas para alguns órgãos da imprensa mato-grossense, tem criado, segundo ele, a falsa impressão de que existiriam fraudes, atendimentos falsos, apropriação indevida de recursos públicos e toda uma série de bandalheiras na implementação dessa Parceria Público Privada, objeto da Concorrência Pública nº 1/2016, tipo técnica e preço, e que resultou na assinatura de contrato, em 10 de outubro de 2017, entre o Governo de Mato Grosso e o Consórcio Rio Verde.

Uma das imprecisões mais escandalosas do relatório da CGE, segundo o empresário Osmar Linares Marques, é a afirmação de que o Consórcio Rio Verde, apesar de ter assinado contrato para cobrar R$ 13,30 por atendimento realizado no Ganha Tempo, estaria cobrando R$ 19,00.

Disputa de paulistas

Osmar Linares Marques é proprietário da empresa Pro Jecto Assessoria e Serviços, que lidera o Consórcio Rio Verde, do qual faz parte também a empresa Eficaz Construtora e Comércio Ltda. Ele veio para dirigir o atendimento do Ganha Tempo em Mato Grosso depois da experiencia acumulada a partir do atendimento que o consórcio que comanda vem garantindo em São Paulo e Minas Gerais, sempre com bons resultados.

Nunca tivemos questionamentos como estes que agora ocorrem em Mato Grosso, lá em São Paulo, por exemplo, onde os nossos serviços mereceram, mais uma vez, destaque na avaliação independente que é feita por veículo de grande conceito e respeitabilidade como é a Folha de S. Paulo”, relata.

Em São Paulo, o serviço tem o nome de Poupa Tempo e, entre as 60 unidades que o Governo de São Paulo mantém para atender a população, nas diversas regiões do Estado, 20 unidades estão sob a direção de Osmar Linares Maques e do Consórcio Rio Verde, desde 2006. O consórcio também administra outras 13 unidades em Minas Gerais, sempre sem questionamentos quanta à correção de suas contas. “Isso quer dizer o quê? Que eu sou bonzinho em São Paulo, em Minas Gerais e malzinho em Mato Grosso?!”, ironiza o empresário. “Mas desafios surgem para ser vencidos e vamos esclarecer item por item desses questionamentos que nos fazem”.

CONFIRA AQUI AVALIAÇÃO DA FOLHA DE S.PAULO: https://www1.folha.uol.com.br/o-melhor-de-sao-paulo/servicos/2019/04/1987818-poupatempo-e-referencia-em-servico-publico-com-quase-25-mil-atendimentos-diarios-em-sp-metro-tambem-lidera-categoria.shtml

 

Pelo que sugere o empresário, toda a aparente confusão em que o Ganha Tempo apareceu pretensamente envolvido em Mato Grosso, de acordo com manchetes em jornais, sites e noticiário de TV em Cuiabá, resulta da postura adotada pela segunda colocada no certame, a empresa Shopping do Cidadão Serviços e Informática SA, que esta PAGINA DO E apurou que é dirigida pelos empresários também paulistas Plínio Ripari e Ricardo Rasera, que não se conformaria com a derrota.

Primeiramente, é preciso deixar claro que o Consórcio Rio Verde não está sendo processado. Todo questionamento da segunda colocada se volta contra o Governo de Mato Grosso e nós atuamos nestes processos como terceiros interessados” – diz Osmar Linhares – “Aqueles que porventura questionam nossa empresa devem saber, logo de início, que o Governo de Mato Grosso fez uma licitação cujo edital foi inteiramente fórmulado sob a consultoria da segunda colocada. Isso se destaca, desde logo, como uma forte evidência de que o Governo do Estado atuou, neste episódio, com isenção e que não houve favorecimentos. Quem bolou os termos da licitação, acabou não ganhando a licitação. Vencemos com uma diferença de 55 milhões em relação ao preço cobrado pela segunda colocada e a nossa empresa, atualmente, é a líder do mercado nacional”.

A licitação foi disputada por quatro consórcios, todos eles de São Paulo, que foi o Estado em que o modelo de atendimento do Ganha Tempo foi criado, através de iniciativa pioneira do então governador tucano Mário Covas (1995-2001). Um dos consórcios foi desclassificado logo no inicio, na disputa mato-grossense, por não atender aos 70 pontos exigidos na nota total. Restaram três para a abertura dos envelopes. O valor de referência era de R$ 17,70 por atendimento, quem jogasse acima desse valor estaria desclassificado.

Linares com a equipe de atendimento em Barra do Garças

 

 

Cobrança de R$ 19 é absurdo

Na sua nota técnica que resultou em uma série de manchetes descabidas contra nós, a Controladoria Geral do Estado afirma que estamos cobrando por atendimento R$ 19,00. Gostaria de saber de onde a CGE tirou esses 19 reais e nossos advogados já estão buscando este esclarecimento. Isso é que pode ser considerada uma fraude, a CGE dizer uma coisa dessas, e também jornais e emissoras de televisão repetirem um absurdo desses. Ganhamos a licitação porque apresentamos, em nosso envelope, um preço de R$ 13,30. A segunda colocada apareceu com R$ 14,94 e a terceira colocada com R$ 15,50. Esses foram os números que definiram a nossa vitória, dentro de um licitação que fora todo ela elaborada pela segunda colocada. Então, não posso aceitar que se fale que estamos cobrando dos cofres públicos de Mato Grosso R$ 19,00 por atendimento, o que é uma mentira e quem espalha esta mentira pode ter que responder por ela na Justiça. Nosso preço, evidentemente, teve os reajustes previstos no contrato, desde então. Atualmente, está na ordem dos R$ 13,88 por atendimento, como pode ser facilmente verificado” – relata o empresário Osmar Linares Marques.

Esta PAGINA DO E vai divulgar, nos próximos dias, para os internaturas, novos desdobramentos do caso do Ganha Tempo e dos questionamentos que são dirigidos ao Consórcio Rio Verde. O Tribunal de Contas deve levar a questão a julgamento em plenário, nos próximos dias. O contrato também é objeto de disputa judicial no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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