QUASE UM ANO DE CADEIA: Preso há quase um ano, Silval insiste em sua inocência. Ex-governador faz apelo dramático por liberdade e é confrontado pela juíza Selma Arruda quando levanta sua voz, mais uma vez, para questionar atuação do CIRA nas investigações da Operação Sodoma. Silval acredita que seu nome virou uma senha que garante favores no processo a quem falar mal dele ou do seu filho, Rodrigo Barbosa. VEJA EM VIDEO

Silval

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Pedro Nadaf, depois de confessar que é um ladrão, sugeriu que Silval Barbosa seria o chefe dE bando que agiria à sombra da administração do PMDB no Governo do Estado para saquear os cofres públicos. A mesma coisa se extrai dos depoimentos de César Zilio e outros delatores da Operação Sodoma, atualmente sob investigação da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

Nesta quarta-feira, em novo depoimento perante a juíza Selma Arruda, no julgamento da Sodoma II, o ex-governador voltou a bater na tecla de que é inocente e injustamente acusado. Disse que seu nome virou uma espécie de senha. Basta ao delator citá-lo para ganhar uma série de favores dentro do processo. Ele, que é acusa de chefiar uma grande quadrilha no governo do PMDB, disse estar constatando agora que muitas quadrilhas se formaram à sombra do seu governo – mas que ele não sabia até onde poderia chegar a raiva de certas pessoas contra ele.

Silval está preso desde setembro de 2015 quando foi deflagrada a Operação Sodoma. Silval é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de supostamente liderar uma suposta organização criminosa que teria desviado recursos do Governo em sua gestão. Na verdade, foram três pedidos de prisão acatados pela juiza Selma Arruda. Dois deles já derrubados em instâncias superiores mas um dos pedidos ainda se mantém e, na audiência desta quarta, Silval pediu de viva voz e também protocolou novo pedido de liberdade que a juiza Selma ficou de analisar e dar sua decisão nos próximos dias.

Sim, Silval fez um dramático apelo por liberdade, comparando a sua situação com a situação dos delatores. Para eles, muitos favores, enquanto ele como que apodrece na cadeia com sua prisão tendo como base as acusações levantadas por estes delatores.

Sobre a roubalheira já confessada por delatores como Pedro Nadaf e César Zilio, Silval continuou tentando ficar longe delas, argumentando a favor da sua inocência e também da inocência do seu filho Rodrigo. Algo dramático, chegou a apelar para que os delatores deixam Rodrigo em paz, concentrando todas suas acusações contra a sua pessoa. Negou a história da entrega de dinheiro no banheiro de seu gabinete e outras histórias que comparou com delírios.

O ex-governador voltou a bater na tecla na qual vem debatendo através dos seus advogados já fazem muitos meses. Mais do que vítima dos delatores, Silval se julga vítima do COMITÊ INTERINSTITUCIONAL DE RECUPERAÇÃO DE ATIVOS – CIRA, criado pelo governador Zé Pedro Taques e presidido pelo governador Zé Pedro Taques até o momento em que se falou em questionar a constitucionalidade desta criação. Silval se julga vítima de um processo com viés político.

Nessa altura da argumentação, Silval foi alvo de inesperada intervenção da juíza Selma Arruda que entendeu que Silval poderia sugerindo que o juízo que ela preside poderia estar favorecendo os delatores apenas para que eles fizessem acusações contra Silval Barbosa, como que direcionando suas acusações.

Bem, se as palavras de Silval foram interpretadas daquela modo pela magistrada, quem, entre os presentes na sala, haveria de se erguer para dizer que a juíza – que mandou em certa altura Silval literalmente calar a boca – poderia ter se equivocado? Coube ao advogado Valber Melo solicitar um pouco mais de compreensão, um pouco mais de humanidade por parte da magistrada para com aquele homem, o ex-governador, que vinha para aquela audiencia diretamente do presídio, do ambiente da cadeia, ao qual se encontrava recolhido há quase um ano, uma situação que certamente serve para abalar as estruturas de qualquer pessoa.

Em meio a repetidos pedidos de desculpa dirigidos por Silval a Selma Arruda, Valber Melo fez questão de reforçar o novo pedido do réu para que a sua prisão seja relaxada, já que seu estado, como se vê, é o estado de um homem extremamente sacrificado que reclama por condições mínimas para melhor se defender das acusações que são lançadas contra ele pelos delatores e também através da mídia, perpassando toda a sociedade mato-grossense e o expondo como chefe de uma medonha quadrilha que, segundo Silval, só existe por invencionice de quem mente contra ele.

1 Comentário

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  1. - IP 177.64.228.228 - Responder

    Taí Pedro sakamoto , vai canetar novamente a dama de ferro ?

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