Professores votam pela continuidade da greve. UFMT não se dobra a pressão do governo Dilma

Dos 80 professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que participaram de assembleia realizada na tarde desta quarta (12), 65 votaram pela continuidade do movimento grevista, iniciado no dia 17 de maio. A assembleia foi realizada no auditório da Associação dos Docentes da UFMT.

Em todo o País, oito universidades decidiram por fim ao movimento: UFRJ, UFSCar, UFC, Unilab, UnB, UFRGS, UFCSPA e UFSC.  A princípio, a expectativa era de que os docentes da UFMT optassem pela saída unificada da greve, o que acabou não acontecendo.

Os professores afirmam que o Governo Federal não atendeu nenhuma das reivindicações da categoria. Eles questionam ainda, a autoridade da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), que não representaria as lutas da classe.

Na última semana, o Proifes, aceitou o acordo proposto pelo Governo Federal e que prevê apenas o aumento salarial de 15% para a categoria. De acordo com os professores esse reajuste não cobre a inflação durante o período de congelamento salarial.

 

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Professores mantêm greve e UFMT resiste à pressão do Governo Federal

Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiram manter a maior greve que a categoria já fez em todos os tempos iniciada no dia 17 de maio deste ano. Já são 120 dias de paralisação e luta.

Dessa forma a UFMT vai ficando entre as instituições federais que resistem à pressão do Governo Federal, que tem se mostrado inflexível às reivindicações dos grevistas. Votaram pela continuidade da greve 65 professores. Votaram pelo fim do movimento 29 docentes. Não houve abstenções.

Até amanhã, o restante das instituições federais do país também farão assembleias deliberativas.

O Comando Local de Greve dos docentes da UFMT recebeu da plenária uma salva de palmas pela articulação da categoria.

Conforme avaliação da plenária, a categoria, que até agora não teve ganhos reais, deverá fazer maior pressão junto ao Congresso Nacional, acompanhando o Projeto de Lei da Carreira Docente, imposto pelo Governo.

Toda a bancada parlamentar de MT já se comprometeu a mediar as negociações com o Governo.

A plenária lembrou que os professores das universidades federais entraram em greve para reivindicar melhores condições de trabalho e um projeto decente de carreira docente.

Essa decisão pela manutenção da greve vale para Cuiabá, Sinop e Barra do Garças.

Categorias:Plantão

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