Alfredo Mota vibra com ferrovia que Dilma trará da China

Ferrovia para o Pacífico

Sem derrubar um pé de pau, usando terras degradadas, o Estado de MT pode vender muita comida para a Ásia

POR ALFREDO MOTA MENEZES

A China pode construir uma ferrovia para o Pacífico. Sairia de trechos já existentes no Brasil desde o Atlântico, daí ser Transoceânica.Aqui mais perto, ela viria de Goiás para Lucas do Rio Verde. Dali para Rondônia-Acre-Peru e a portos do Pacifico.Seu custo varia de 4.5 bilhões de dólares a 10 bilhões ou 30 bilhões de reais. Por que a diferença? É o custo para contornar ameaças ao meio ambiente.Não esquecer que ela cortaria terras amazônicas e a Cordilheira dos Andes.Se a coisa complicar, tem outro caminho pelos desertos do sul do Peru mas, no caso, a Bolívia deveria participar também. Hoje, seria só Brasil-Peru.O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, estará no Brasil esta semana e talvez dê a grande notícia. Se ocorrer, MT passará a ser um dos estados mais importantes do Brasil.Dizem entendidos em logística de transporte que é economicamente viável o transporte por carretas para uma ferrovia até uma distância de 500 km.

Ou seja, 500 km ao redor de Lucas seria lugar para se produzir grãos, fibras, carnes e o escambou para exportar para a China, outros países asiáticos e até para a Costa Oeste dos EUA pelo porto no Peru.

O ganho no transporte de grãos seria de 30 dólares por tonelada. Hoje, para ir à China, se vai a Santos ou ao Pará.

Leva-se algo como 30 dias de navio até a China. Pelo Peru se levaria os mesmos 30 dias, mas a grande vantagem de MT seria o transporte até o porto no Peru por ferrovia. Hoje é por carreta e numa distância enorme.

A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) teve um encontro com o governo chinês em Pequim em janeiro deste ano.

Os chineses informaram que investirão na América Latina, em dez anos, 250 bilhões de dólares, principalmente em infraestrutura.

O que são 10 bilhões de dólares, custo máximo da ferrovia, naquela montanha de 250 bilhões? E numa ferrovia que ‘mudaria o mapa do sistema logístico mundial’, escreveu alguém.

Os EUA, com a simbólica aproximação com Cuba, quer voltar à região? Que se estabeleça a competição China-EUA na América Latina, oras.

Naquele encontro se decidiu aumentar o comércio em ambas as direções, hoje em 250 bilhões de dólares por ano, para 500 bilhões em dez anos.

Entre 2001-2013, a região saiu de uma exportação para a China de commodities de 2.3 bilhões de dólares para mais de 62 bilhões. Da China para cá saltou de sete bilhões de dólares para 130 bilhões.

Volta-se a MT. Sem derrubar um pé de pau, usando terras degradadas, o estado pode vender muita comida para a Ásia.

Com a ferrovia, parte da matéria-prima do estado seria aqui industrializada para exportar para aquele lugar do mundo. A ZPE pode ajudar nisso.

Se a ferrovia vier, agora é que seria hora também de se buscar meios de explorar minérios que o Estado também possui.

ALFREDO DA MOTA MENEZES é historiador e articulista político em Cuiabá.
www.alfredomenezes.com

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BRASIL E CHINA SELAM INVESTIMENTOS DE US$ 53 BI

Roberto Stuckert Filho/PR: Brasília - DF, 19/05/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia oficial de chegada do Primeiro-Ministro da República Popular da China, Li Keqiang. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.“O Brasil atribui grande importância à assinatura desse acordo sobre investimento e capacidade produtiva nas áreas de energia elétrica, mineração, infraestrutura e manufaturas”, disse a presidente Dilma em declaração conjunta ao lado do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang; Dilma também anunciou que será criado um fundo de US$ 50 bilhões para investimentos no Brasil em infraestrutura, pela Caixa Econômica Federal e o Banco Industrial e Comercial da China; entre os 35 acordos comerciais firmados entre os dois países nesta terça-feira 19, está a construção da ferrovia que vai ligar o litoral brasileiro, pelo Pará, ao peruano, no Pacífico, e o acordo da Petrobras com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB), no valor de US$ 5 bilhões, também para financiamento de projetos

247 – Os governos do Brasil e da China firmaram acordos que chegam a mais de 53 bilhões de dólares, anunciou a presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira, 19.

“O Brasil atribui grande importância à assinatura desse acordo sobre investimento e capacidade produtiva… nas áreas de energia elétrica, mineração, infraestrutura e manufaturas”, disse Dilma em declaração conjunta ao lado do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.

Entre os acordos está o de financiamento da linha ferroviária que irá da costa brasileira no oceano Atlântico até a costa peruana no Pacífico, a fim de reduzir os custos de exportações para a China. O fundo também financiará um empreendimento conjunto para produzir aço no Brasil.

Entre os acordos estão um entre a chinesa Cexim e a Petrobras, no valor de US$ 2 bilhões, para financiamento de projetos na petroleira. A Petrobras também assinou acordo com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB), no valor de US$ 5 bilhões, também para financiamento de projetos.

A mineradora Vale também assinou acordo de cooperação financeira global com o ICBC, para oferta de serviços financeiros no valor de US$ 4 bilhões. Também fez um trato para financiamento da compra de 10 navios de minério de ferro de tonelagem de 400 mil toneladas, com o Grupo China Merchants e a Cexim.

A Vale ainda assinou acordo para aquisição de quatro navios da classe carregadores de minério de grande porte, com a chinesa Cosco. O presidente da mineradora brasileira assinou seis acordos com dirigentes chineses. Entre eles estão memorando de financiamento sobre projetos de compra de diversos navios para o transporte de minério de ferro.

O chefe de governo chinês chegou por volta das 10h30 ao Palácio do Planalto, subiu a rampa e foi recepcionado por Dilma na entrada do Salão Nobre. A visita do primeiro-ministro ocorre menos de um ano após a vinda ao Brasil do presidente da China, Xi Jinping, quando foram assinados mais de 50 acordos. A expectativa é que hoje sejam assinados pelo menos 30 atos entre os dois países com o objetivo de aprofundar as relações de cooperação e comércio bilaterais.

A delegação de Li Keqiang inclui 150 empresários chineses que estão reunidos com o empresariado brasileiro na Cúpula Empresarial Brasil-China, no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. Durante a visita da missão chinesa, o governo brasileiro espera solucionar a questão da liberação das exportações de carne bovina para a China. Durante a visita de Xi Jinping, em julho do ano passado, foi anunciado o fim do embargo chinês à carne brasileira, em vigor desde 2012. No entanto, ainda falta a assinatura de um protocolo sanitário.

Confira abaixo reportagem da Reuters sobre o assunto:

Brasil e China firmam acordos de mais de US$53 bi e criarão fundo para infraestrutura

BRASÍLIA (Reuters) – Brasil e China assinaram nesta terça-feira acordos que superam os 53 bilhões de dólares para investimentos e contratos de cooperação financeira, assegurando um fluxo de capital importante para a economia brasileira no momento em que busca se recuperar.

“O Brasil atribui grande importância à assinatura desse acordo sobre investimento e capacidade produtiva… nas áreas de energia elétrica, mineração, infraeraestrutura e manufaturas”, disse a presidente Dilma Rousseff ao lado do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, em visita ao Brasil.

Dilma também anunciou que será criado um fundo de 50 bilhões de dólares para investimentos no Brasil em infraestrutura, pela Caixa Econômica Federal e o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), confirmando reportagem da Reuters da semana passada.

“O primeiro-ministro (chinês) e eu reafirmamos a importância também de nossas relações financeiras. O acordo entre a Caixa Econômica e o Banco Industrial e Comercial da China criará um fundo de 50 bilhões de dólares, fortalecendo as opções para financiamento de projetos de infraestrutura no Brasil”, declarou Dilma.

Os investimentos em infraestrutura são a principal aposta da equipe do governo Dilma para retomar a atividade econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) deve ter contração de 1,20 por cento em 2015, segundo boletim Focus do Banco Central, depois de ter apresentado variação positiva de 0,1 por cento no ano passado.

GRANDES EMPRESAS

Os acordos de cooperação com a China envolvem grandes empresas brasileiras, como Petrobras, Vale e Embraer.

No caso da estatal petroleira, foram firmados dois acordos para financiamento de projetos somando 7 bilhões de dólares. O maior deles, no valor de 5 bilhões de dólares, é com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB).

No começo de abril, a Petrobras já tinha firmado contrato de financiamento de 3,5 bilhões de dólares com o CDB.

Já a Vale fechou nesta terça a venda de quatro navios Valemax, para transporte de minério de ferro, à China Merchantz Energy Shipping (CMES). A mineradora brasileira também ampliou um acordo de cooperação financeira de 4 bilhões de dólares com a China, segundo autoridades.

A Embraer, por sua vez, formalizou um contrato já conhecido para vender 22 aviões regionais a uma companhia aérea chinesa, em um negócio de 1,1 bilhão de dólares a preços de tabela. Há previsão de que o acordo seja ampliado adiante para incluir outras 18 aeronaves da fabricante brasileira.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará a exportação dos pedidos chineses à Embraer no montante de até 1,3 bilhão de dólares.

Em outra frente, o chinês Bank of Communications anunciou a compra de cerca de 80 por cento do banco brasileiro BBM por estimados 525 milhões de reais, marcando a primeira aquisição do grupo no exterior.

“A proposta de aquisição do Banco BBM é a primeira compra do Bank of Communications no exterior. Também marca o primeiro passo da expansão do banco na América Latina”, disse o banco chinês em comunicado, lembrando que a China vem sendo o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009.

 

1 Comentário

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  1. - IP 189.114.49.163 - Responder

    Projeto do Governo do PT,é só conversa ainda,não tem projeto,não tem traçado,tem que combinar com Peru ainda,licitar,contratar ,atravessar rios ,pântanos,a cordilheira dos Andes,enfim quem tem mais de 50 anos,não estará vivo.E O TREM-BALA,não era projeto do PT? Rio,SãoPaulo e Campinas estão até hoje aguardando deitados,porque sentados já cansou!KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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