Por quanto tempo mais a oposição guardará silêncio sobre a descoberta de que havia na Suíça contas bancárias em nome de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de familiares dele? Ter conta bancária no exterior não configura crime. O que configura é ter conta no exterior que não foi declarada aqui à Receita Federal. É o caso de Eduardo Cunha. E que oposição é essa que aceita a companhia de um suspeito de crime desde que ele a ajude a derrubar uma presidenta que, por ora, ainda não foi apontada pela Justiça como suspeita de nada? LEIA O ARTIGO DE RICARDO NOBLAT

Ricardo Noblat, jornalista e blogueiro de O Globo e Aécio Neves, pretenso líder da oposição ao governo de Dilma Roussef no Congresso Nacional

Ricardo Noblat, jornalista e blogueiro de O Globo e Aécio Neves, pretenso líder da oposição ao governo de Dilma Roussef no Congresso Nacional

Até quando a oposição será cúmplice de Eduardo Cunha?

Ricardo Noblat, em seu blog, hospedado no portal de O Globo

Por quanto tempo mais a oposição guardará silêncio sobre a descoberta de que havia na Suíça contas bancárias em nome de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de familiares dele?

Ter conta bancária no exterior não configura crime. O que configura é ter conta no exterior que não foi declarada aqui à Receita Federal. É o caso de Eduardo.

O silêncio da oposição decorre da esperança alimentada por ela de que Eduardo dará um jeito de abrir na Câmara um processo de impeachment contra Dilma. Sem a boa vontade dele, processo algum será aberto.

Ocorre que a Procuradoria Geral da República deverá, em breve, denunciar Eduardo ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela segunda vez. E se o STF aceitar uma das duas denúncias, talvez falte tempo a Eduardo para abrir o processo de impeachment conta Dilma.

Explico.

Eduardo foi denunciado pela primeira vez por ter recebido propina paga por um empresário interessado em fazer negócios com a Petrobras. Eduardo será outra vez denunciado porque tinha contas bancárias na Suíca.

Na hora em que o STF acolher uma das denúncias ou as duas, começará uma forte pressão política para que Eduardo se afaste da presidência da Câmara.

O cargo dele é o terceiro mais importante da República. Só perde para o de presidente e o de vice. Ele substitui Dilma e Michel Temer no caso de impedimento ou de ausência deles.

Como poderá continuar presidindo uma instituição da importância da Câmara dos Deputados alguém que tenha virado réu no âmbito do STF?

Com que autoridade alguém nessas condições poderá conduzir um processo de impeachment contra o presidente da República?

Uma vez cúmplice, agora, de Eduardo com seu silêncio, a oposição seguirá sendo cúmplice quando a situação dele se complicar de vez?

E que oposição é essa que aceita a companhia de um suspeito de crime desde que ele a ajude a derrubar um presidente que, por ora, ainda não foi apontado pela Justiça como suspeito de nada?

Categorias:Direito e Torto

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