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EDUARDO GOMES: Policiais militares e bombeiros não aceitam proposta salarial de Zé Pedro Taques. Se não houver avanço sobre a questão salarial, será realizado, em Cuiabá, um ato público de protesto no final da próxima semana e uma assembleia poderá definir se haverá ou não paralisação da atividade policial e dos bombeiros. Segundo Joelson Fernandes, dirigente da Associação de Cabos e Soldados, a tropa ainda não fala em paralisação, mas nem por isso ele deixa de criticar. “Quando o governador que é o funcionário público número um deixa de cumprir a lei (no caso do acordo salarial), os demais servidores sentem-se à vontade pra também não cumpri-la”

O sargento Joelson Fernandes criticou o descaso do atual governo de Zé Pedro Taques para com os policiais e bombeiros militares de Mato Grosso

O sargento Joelson Fernandes criticou o descaso do atual governo de Zé Pedro Taques para com os policiais e bombeiros militares de Mato Grosso

Policiais militares e bombeiros não aceitam proposta salarial de Pedro Taques

Foto de Enock Cavalcanti

Eduardo Gomes
DA EDITORIA – MT AQUI

Entidades civis que representam oficiais e praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso decidiram em assembleia-geral conjunta, estenderem a negociação com o governo ao longo da próxima semana. Se não houver avanço sobre a questão salarial, será realizado em Cuiabá um ato público de protesto no final da próxima semana e, uma assembleia poderá definir se haverá ou não paralisação da atividade policial e dos bombeiros. A informação é do vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados, sargento Joelson Fernandes.

Mais de mil oficiais e praças das duas corporações participaram de uma assembleia na noite da quinta-feira (21), em Cuiabá, para deliberarem sobre o entrave surgido com a recusa do governo em conceder o reajuste de 6,22% do INPC mais 9,40% de aumento definido em acordo no ano passado, com o governo.

O governo definiu que paga de modo quase universal 3,11% do INPC na folha de maio e que ao longo do ano chegará à 6,22% do INPC. Porém, o acordo salarial firmado pelas corporações para recuperação de perdas salariais não foi cumprido. Fernandes explica que o aumento médio por meio dessa recuperação é de 25% em três parcelas. A primeira parcela foi quitada em outubro de 2014. Neste maio e em dezembro deste ano o governo deveria quitar as parcelas restantes. Alegando problema de caixa o governador Pedro Taques refugou no cumprimento do acordo.

A proposta do governo para os PMs e bombeiros em maio é a de conceder 6% de reajuste, incluindo o acordo e a metade do INPC. Bombeiros e policiais militares não aceitam a proposta e, mais reticentes ainda ficam porque o Palácio Paiaguás sinalizou que pretende diluir em três meses a parcela do acordo, que vencerá em dezembro.

Segundo Fernandes, a tropa ainda não fala em paralisação, mas nem por isso ele deixa de criticar, “Quando o governador que é o funcionário público número um deixa de cumprir a lei (no caso do acordo salarial), os demais servidores sentem-se à vontade pra também não cumpri-la”, alfinetou. Apesar do tom crítico o vice-presidente da entidade destaca que nenhuma entidade quer confrontar o governo, mas que todas estão firmes e unidas em defesa dos interesses de seus associados.

 

1 Comentário

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  1. - IP 187.7.244.122 - Responder

    Pedro Blá blá blá Taques vai ter um pouco de ação na área militar. Isso é que dá ficar dando beicinho em todo mundo. De repente, é uma oportunidade de começar a governar.

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