PF investiga “lavagem” de R$ 500 milhões em Mato Grosso

Antes de assumir o comando da Policia Federal em Mato Grosso, o delegado Elzio Vicente comandou a PF no Estado de Tocantins

Antes de assumir o comando da Policia Federal em Mato Grosso, o delegado Elzio Vicente comandou a PF no Estado de Tocantins

PF invade cobertura de dono de factoring; esquema “lavou” R$ 500 milhões em MT

12/11/2013 – 08h16 

 

O DOCUMENTO]

A Polícia Federal está cumprindo na manhã desta terça-feira 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara de Justiça Federal, em Cuiabá, Várzea Grande e Nova Mutum, dentro da Operação Ararath. A investigação teve início em 2011, com a finalidade de apurar a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional (operação clandestina de instituição financeira) e lavagem de dinheiro.

O grupo investigado utilizava-se de empresas de factoring (fomento mercantil) como fachada para concessão de empréstimos a juros a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado, tendo como base operacional a empresa Globo Fomento Mercantil, em Várzea Grande. Um dos locais “invadidos” pelos agentes federais foi o apartamento do empresário Júnior Mendonça no edifício Maison Paris, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. Também foram colhidos documentos no centro empresarial Cuiabá nas salas localizadas no décimo segundo andar na avenida do CPA.

Júnior Mendonça é um conhecido empresário do ramo de fomento mercantil. Ele é ainda dono da rede de postos Amazônia Petróleo, que fornece combustíveis para a prefeitura de Cuiabá e em várias campanhas políticas.

O advogado do grupo Amazônia Petróleo, Murilo Silva Freire, informou ao O Documento que irá analisar o conteúdo das investigações antes de comentar sobre a operação. “Já solicitamos cópias do inquérito para verificarmos o caso. O nosso cliente não faz mais operações de fomento e, quando fazia, entendo que eram feitas com base na legislação’, explicou.

SEM AUTORIZAÇÃO

Segundo as informações, a empresa, oficialmente, encerrou suas atividades em 2012. Os recursos eram movimentados nas contas das factorings e outras empresas do grupo, entre as quais se encontra uma grande rede de postos de combustíveis da Capital.

O principal crime, segundo a PF, consiste no fato de que as empresas de factoring têm natureza estritamente mercantil, com a finalidade principal de assessoria e de compra de títulos de crédito, a fim de fomentar o comércio.

Por isso mesmo, não têm autorização do Banco Central para conceder empréstimos, exigir garantias ou exercer quaisquer atividades exclusivas de instituição financeira.Nos últimos seis anos, foi movimentada a quantia, nas contas dos investigados, de mais de R$ 500 milhões.

Os acusados responderão pelos crimes previstos no art. 16 da Lei nº 7.492/86, cuja pena é reclusão de 01 a 04 anos e multa, e art. 1º da lei 9.613/98, com pena de reclusão de 03 a 10 anos e multa. A Polícia Federal não divulgou nome das pessoas envolvidas no esquema.

 

FONTE O DOCUMENTO

 

———————-

J. ESTADUAL / FACTORING DE “FACHADA”
PF confirma apreensão de R$ 325 mil durante operação
Advogado de defesa pede cópia de inquérito a PF

DO MIDIANEWS
COM MIDIAJUR

A Polícia Federal confirmou a apreensão de R$ 325 mil em dinheiro, durante a realização da Operação Ararath.

Segundo a PF, somente em um dos locais em que foram feitas as buscas e apreensões, havia R$ 275 mil em dinheiro.

Em outro local, foram encontrados mais R$ 50 mil, além de várias folhas de cheques preenchidas.

A assessoria de imprensa da Polícia Federal afirmou que a operação ainda está em curso, até que os onze mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara de Justiça Federal em Cuiabá, sejam cumpridos.

Um dos alvos da operação foi o empresário Junior Mendonça, dono da rede Amazônia Petróleo.

A investigação teve início em 2011, com a finalidade de apurar a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional (operação clandestina de instituição financeira) e lavagem de dinheiro.

O grupo investigado utilizava-se de empresas de factoring (fomento mercantil) como fachada para concessão de empréstimos a juros a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado, tendo como base operacional a empresa Globo Fomento Mercantil, em Várzea Grande.

“As investigações continuam”

O superintendente regional da Polícia Federal em Mato Grosso, Élzio Vicente, disse, em entrevista ao MidiaNews, que os mandados de busca e apreensão não resultam no final da operação.

“Os mandados são técnicas que a PF utiliza, a fim de coletar mais provas e, dessa forma, arrolar os envolvidos para serem interrogados (oitivas). As investigações continuam”, afirmou.

Ele também destacou que a operação Ararath é similar à operação Arca de Noé, deflagrada em 2003 e que desarticulou as ações do ex-bicheiro Arcanjo Ribeiro, que também fazia movimentação financeira ilegal, por meio de factorings.

“O modo de agir do grupo investigado era similar ao que foi desarticulado na Operação Arca de Noé, apesar de não guardar relação nenhuma”, disse.

O delegado detalhou que o grupo em questão captava recursos e gerava empréstimos sem a autorização do Banco Central – entidade que regula as operações das instituições financeiras no Brasil.

“Ao lado disso, essas factorings também atuavam na ocultação desses recursos e na reinserção dos valores com outras formas no sistema financeiro”, acrescentou.

Vicente também observou que a atividade de factoring é legal, desde que seja autorizada pelas instituições financeiras.

“A atividade de factoring, quand é autorizada, implica em a empresa assumir algumas dívidas. Você pega recursos do mercado e se compromete a cobrá-los e executá-los judicialmente”, explicou.

O problema, conforme o delegado, é quando as factorings realizam essas atividades sem a devida autorização do Banco Central. Esse é o caso da empresas investigadas na operação Ararath.

“A captação de recurso para repassar na forma de empréstimo, tem que ser precedida de autorização do Banco Central. Se não for assim, pode caracterizar crime de agiotagem e contra a instituição financeira”, destacou.

A Operação Ararath, desencadeada na manha de hoje, teve a participação de 70 agentes da Polícia Federal, que realizaram nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grade, e mais dois mandados em Nova Mutum (264 km ao Norte de Cuiabá).

Outro Lado

O advogado Murillo da Silva Freire, que defende o empresário Júnior Mendonça, afirmou ao MidiaJur que já solicitou cópias de todos os documentos que compõem o inquérito.

“Assim que tivermos as cópias vamos analisar o caso, para tomarmos a melhor medida cabível para a situação”, disse.
————-


PF deflagra operação e faz buscas no Grupo Amazônia Petróleo

A investigação teve início em 2011 e o grupo investigado utilizava-se de empresas de factoring (fomento mercantil) como fachada para concessão de empréstimos a juros

DO MATO GROSSO NOTICIAS

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12), uma operação visando desarticular uma organização criminosa que pratica crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (operação clandestina de instituição financeira) e lavagem de dinheiro. Nos últimos seis anos foi movimentada a quantia, nas contas dos investigados, de mais de meio bilhão de reais.

Segundo a PF, 11 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 5ª Vara de Justiça Federal, em Cuiabá, Várzea Grande e Nova Mutum, todas no estado do Mato Grosso.

A investigação teve início em 2011 e o grupo investigado utilizava-se de empresas de factoring (fomento mercantil) como fachada para concessão de empréstimos a juros a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado, tendo como base operacional a empresa Globo Fomento Mercantil, em Várzea Grande, que oficialmente encerrou suas atividades em 2012.

Os recursos eram movimentados nas contas das factorings e outras empresas do grupo, entre as quais se encontra uma grande rede de postos de combustíveis da Capital – Amazônia Petróleo.

O principal crime consiste no fato de que as empresas de factoring tem natureza estritamente mercantil, com a finalidade principal de assessoria e de compra de títulos de crédito, a fim de fomentar o comércio.

Por isso mesmo, não têm autorização do Banco Central para conceder empréstimos, exigir garantias ou exercer quaisquer atividades exclusivas de instituição financeira.

Os acusados responderão pelos crimes previstos no art. 16 da Lei nº 7.492/86, cuja pena é reclusão de 01 a 04 anos e multa, e art. 1º da lei 9.613/98, com pena de reclusão de 03 a 10 anos e multa. (com assessoria)

4 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 177.64.235.119 - Responder

    HUMMMM……..TODO MUNDO SABE QUE JUNIOR MENDONÇA FOI DOADOR NA CAMPANHA DE MAURO MENDES, E TABEM DE PEDRO TAQUES, QUE ADVOGA PARA O SERTOR VIA SINDIPETROLEO, CONTRATO DE MAIS DE UM MILHÃO.. MAIRO MENDES FEZ UM LICITAÇÃO A TOQUE DE CAIXA DE 9 MILHÕES E NA SEQUENCIA VOLTOU ATRAS COM MEDO DO ROLO, PRESIONADO FEZ UMA DISPENSA EMERGENCIAL DE 3 MILHÕES. AI ENOCK, TA NA HORA DE PROVAR QUE VOCÊ NÃO TA NO BOLSO DA BIMETAL, DENUNCIA ISSO AI.

  2. - IP 186.218.195.47 - Responder

    Eh Enock…
    Jornalistinha de bolso não denuncia nada nem no Facebook e intíma vc…?
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. - IP 177.221.96.133 - Responder

    E olha que os dados do TRE estão disponíveis para todo mundo consultar. A imprensa está cada dia mais covarde. Vamos aguardar agora o Senador Paladino da Justiça se pronunciar à respeito. Duvido que dará um pio. Mas, se esquece ele que 2014 tem eleição e esse rabo certamente será exposto para toda a sociedade. Dizem as más línguas que ele seria o “Demosténes Torres repaginado”.

  4. - IP 187.113.44.214 - Responder

    eu gostaria de ver presos todo esse pessoal. mas, acredito que nada vai acontecer eles tem muito dinheiro.

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

três × quatro =