Pivetta diz que sua influência no Governo de MT é pequena. Por isso quer ter a força de um senador. VEJA VIDEO

Enock, Pivetta e Allan no encontro do PDT

 

Meus amigos, meus inimigos: a pré-candidatura ao Senado entusiasma o atual vice-governador de Mato Grosso, o empresário Otaviano Pivetta. No encontro estadual do PDT, que aconteceu neste sábado, no Hotel Fazenda, em Cuiabá, Pivetta ele deixou isso claro, dizendo que seu desejo é sempre resolver os problemas “aqui e agora”, se queixando da burocracia que tem que enfrentar nas entranhas do Governo do Estado. Ele argumenta, então, que o Senado será uma instância certamente “mais resolutiva”, onde suas propostas em beneficio de Mato Grosso e sua gente poderão se concretizarem com maior agilidade.

Pivetta, na conversa deste sábado, com os pedetistas, aproveitou para relembrar fatos marcantes de sua história de vida, como o fato de ser filho do caminhoneiro Tilídio José Pivetta e da professora e catequista Margarida Gelmina Faccin Pivetta, no Rio Grande do Sul e de ter estudado numa “brizoleta” – nome popular das escolas públicas implantadas por Leonel Brizola no início da década de 50, quando foi governador do Rio Grande do Sul, pelo PTB de então, o PTB de origem – que, muitos anos depois, por arte do “bruxo” Golbery do Couto e Silva, viria a se desmilinguir ideologicamente não mãos de Ivete Vargas, obrigando o velho caudilho a criar o PDT.

Pivetta também destacou o trabalho que ele e o irmão Adriano Pivetta desenvolveram, por vários mandatos, como prefeitos das cidades de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, respectivamente, onde, seguindo a trilha aberta por Brizola, priorizaram investimentos na Educação.

Ele também homenageou Chico Maggi, filiado ao PDT de Mato Grosso desde 1980.

Aproveitou a fala também para relembrar e reafirmar as críticas feitas, em 2018, ao então candidato a presidente da República Jair Bolsonaro e sua família, por se calarem, ao longo dos anos, diante dos descalabros que marcam a realidade política e social do Rio de Janeiro.

Falou de sua boa relação com o atual governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, numa relação iniciada em 2010, quando tentaram evitar a tragédia que viria a ser Silval Barbosa.

Pivetta, todavia, disse que, atualmente, como vice-governador, a sua influência no Governo do Estado é pequena. Lamentou a burocracia que cerca as atividades de gestão do Estado. Garantiu que, como vice de Mauro Mendes, tem tentado implementar propostas que sempre requerem muita paciência para serem encaminhadas por dentro do Governo.

“Eu não tenho a caneta, então tenho que convencer e aí precisa tempo…tenho que voltar ao mesmo tema duas, três, cinco vezes…A máquina, o emaranhado da burocracia, que o Allan Kardec conhece bem, e mais a má vontade de alguns que estão inseridos no governo, acabam cansando a gente…”

Daí que Pivetta disse entender que uma nova chance para implementar as propostas que ele defende no interesse de Mato Grosso e sua gente se abriu com o surgimento da eleição suplementar para o Senado.

“Eu posso servir a Mato Grosso numa instância mais resolutiva”, disse, garantindo que seu maior desejo é contribuir para que prefeitos do Estado, por exemplo, deixem de ser tão humilhados quando tem que buscar algum tipo de beneficio em Brasília para seus municipios.

Enock Cavalcanti, jornalista, é editor do blogue PAGINA DO E, editado a partir de Cuiabá, Mato Grosso, desde 2009

Pivetta com a militância do PDT MT

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